Romantismo – Exercícios para Ensino Médio

Romantismo é um dos períodos de que mais falo em sala de aula. Seja nos bimestres finais do 1º Em ou ao longo do 2º Em, o Romantismo é visto como um período muito frutífero aqui no Brasil. Por isso mesmo que sempre trago aqui para o nosso site exercícios dos mais variados tipos. Alguns são exercícios com gabarito, outros, não. Mas a verdade é que estas atividades poderão ajudar você a começar seus estudos neste que é o período literário que antecede o Realismo de Machado de Assis.
Faça as atividades e coloque aqui o gabarito nos comentários. Logo postarei em outro artigo desta seção, o gabarito como entendo que deva ser respondido.

Atividades de Romantismo com gabarito

1-) Leia os textos I, II e III e identifique o autor, de acordo com a tabela a seguir:

  • Gonçalves Dias – indianismo .
  • Álvares de Azevedo – byronismo .
  • Castro Alves – condoreirismo

Texto I (      )

Amoroso palor meu rosto inunda,

Mórbida languidez me banha os olhos,

Ardem sem sono as pálpebras doridas,

Convulsivo tremor meu corpo vibra…

Quanto sofro por ti! Nas longas noites

Adoeço de amor e de desejos…

E nos meus sonhos desmaiando passa

A imagem voluptuosa da ventura:

Eu sinto-a de paixão encher a brisa,

Embalsamar a noite e o céu sem nuvens;

E ela mesma suave descorando

Os alvacentos véus soltar do colo.

Cheirosas flores desparzir sorrindo

Da mágica cintura.

Texto II (       )

Senhor Deus dos desgraçados!

Dizei-me vós, Senhor Deus!

Se é mentira…se é verdade

Tanto horror perante os céus?!

Ó mar, por que não apagas

Co’a esponja de tuas vagas

De teu manto este borrão?

Astros! Noites! Tempestades!

Rolai das imensidades!

Varrei os mares, tufão!

Texto III (       )

Sentado em sítio escuso descansava

Dos Timbiras o chefe em tronco anoso,

Itajubá, o valente, o destemido

Acoçador de feras, o guerreiro

Fabricador das incansáveis lutas.

Seu pai, chefe também, também Timbira,

Chamava-se o Jaguar: dele era fama

Que os musculosos membros repeliam

A frecha sibilante e que o seu crânio

Da maça aos tesos golpes não cedia.

2-) Agora, caracterize cada texto de acordo com o autor e a geração do Romantismo a que pertencem:

Texto I:

Texto II:

Texto III:

3-) Assinale as alternativas que correspondem às características do Romantismo, em qualquer uma de suas três fases:

(       ) individualismo e subjetivismo.
(       ) escapismo, sonho, engajamento social.
(       ) apresenta a realidade tal como é, fugindo do sentimentalismo e da artificialidade.
(       ) culto da natureza, retorno ao passado, espontaneidade.

4-) (UEL-PR) O Romantismo, graças à ideologia dominante e a um complexo  conteúdo artístico, social e político, caracteriza-se como uma época propícia ao aquecimento de naturezas humanas marcadas por:

  1. Teocentrismo, hipersensibilidade, alegria, otimismo e crença na sociedade.
  2. Etnocentrismo, insensibilidade, descontração, otimismo e crença na sociedade.
  3. Egocentrismo, hipersensibilidade, melancolia, pessimismo, angústia e desespero.
  4. Teocentrismo, insensibilidade, descontração, angústia e desespero.
  5. Egocentrismo, hipersensibilidade, alegria, descontração e crença no futuro.

5-) (Fuvest- SP) Tomadas em conjunto, as obras de Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo e Castro Alves demonstra, que, no Brasil, a poesia romântica:

  1. Pouco deveu às literaturas estrangeiras, consolidando de forma homogênea a inclinação sentimental e o anseio nacionalista dos escritores da época.
  2. Repercutiu, com efeitos locais, diferentes valores e tonalidades da literatura europeia: a dignidade do homem natural, a exacerbação das paixões e a crença em lutas libertárias.
  3. Constituiu um painel de estilos diversificados, cada um dos poetas criando livremente sua linguagem, mas preocupados todos com a afirmação dos ideais abolicionistas e republicanos.
  4. Refletiu as tendências ao intimismo e à morbidez de alguns poetas europeus, evitando-se preocupar-se com temas sociais e históricos, tidos como prosaicos.
  5. Cultuou sobretudo o satanismo, inspirado no poeta inglês Byron, e a memória nostálgica das civilizações da Antiguidade clássica, representadas por suas ruínas.

6-) (FMABC- SP) Assinale a alternativa em que se encontram três características do movimento literário ao qual se dá o nome de Romantismo.

  1. Predomínio da razão, perfeição da forma, imitação dos antigos gregos e romanos.
  2. Reação anticlássica, busca de temas nacionais, sentimentalismo e imaginação.
  3. Anseio de liberdade criadora, busca de verdades absolutas e universais, arte pela arte.
  4. Desejo de exprssar a realidade objetiva, erotismo, visão materialista do universo.
  5. Preferência por temas medievais, rebuscamento de conteúdo e de forma, tentativa de expressar a realidade inconsciente.

7-) (FEI-SP) “A poesia deixa de ser apenas um lamento sentimental murmurado em voz baixa para ser também um grito de protesto político ou reivindicação social”.

O fragmento acima se refere a dois momentos da poesia romântica brasileira que podem ser definidos, respectivamente, como:

  1. 1ª. geração romântica – 2ª. geração romântica.
  2. Ultrarromantismo – condoreirismo.
  3. Indianismo – poesia social.
  4. Geração byronista – indianismo.
  5. Geração condoreira – geração mal-do-século.

 

Modernismo – Semana Da Arte Moderna

Neste artigo você aprenderá um pouco mais sobre a Semana da Arte Moderna, evento muito importante para o Modernismo e, como sempre, assunto bastante presente nas provas de Linguagem do Enem.

Tudo sobre Semana de Arte Moderna

A SAM ocorreu de 11 a 18 de fevereiro de 1,922, Teatro Municipal de São Paulo.

Notícia do evento: “Vai começar enfim a Semana de Arte Moderna. Um grupo de moços, namorados da sinceridade, vai apresentar numa manifestação de força coletiva, única na América do Sul, as novas orientações das artes do tempo e do espaço. (…) A Semana de Arte Moderna é a mercadora de sorrisos. Para todos que não nos seguirem venderemos sorrisos de ironia. Para os ansiosos por nova aurora ofertamos sorrisos de confiança. Vinde pois adquirir uma felicidade no abundante pomar da mercadora de sorrisos. Toca o Hino!” – A Gazeta. São Paulo, 13/2/1922.

Participantes da Semana da Arte Moderna

• Música – Villa-Lobos, Guiomar Novaes, Paulina de Ambrósio, Ernâni Braga, Alfredo Gomes, Frutuoso, Lucília Villa-Lobos.

• Literatura – Mário de Andrade, Ronald de Carvalho, Álvaro Moreyra, Elysio de Carvalho, Oswald de Andrade, Menotti dei Picchia, Renato Almeida, Luiz Aranha, Ribeiro Couto, Deabreu, Agenor Barbosa, Rodrigues de Almeida, Afonso Schmidt, Sérgio Milliet, Guilherme de Almeida, Plínio Salgado.

• Escultura – Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso, Haarberg.

• Pintura – Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Ferrig-nac, Zina Aita, Martins Ribeiro, Oswald Goeldi, Regina Graz, John Graz.

• Arquitetura – A. Moya e George Przyrembel.

Contexto histórico-cultural da Semana da Arte Moderna

• 1911 – Oswald de Andrade e Emílio de Menezes fundam o Pirralho, jornal humorístico em que Alexandre Marcondes Machado, o “Juó Bananere”, com seu Português macarrônico, trata com irreverência os intelectuais e políticos canastrões.

• 1913 – Lasar Segall realiza a primeira exposição de pintura moderna no Brasil, com quadros expressionistas que passaram completamente desapercebidos.

• 1917 – Mário de Andrade publica Há uma gota de sangue em cada poema, poesia de protesto contra a I Guerra Mundial. Guilherme de Almeida publica Nós, versos ainda impregnados de tons decadentistas e parnasianos. Menotti dei Picchia lança Juca Mulato, poema regionalista, sucesso de crítica e de público. Cassiano Ricardo, com A frauta de Pã, ainda pratica sonetos parnasianos. Manuel Bandeira estréia com A cinza das horas, “simples queixumes de um doente desenganado”.
No Rio de Janeiro, o músico francês Darius Mi-lhaud, entusiasmado com os chorinhos de Ernesto Nazareth, conhece Villa-Lobos, que já havia descoberto Stravinski. É gravado o samba “Pelo telefone”, com versos de Mauro de Almeida e música de João da Mata, Hilário Jovino, Mestre Germano, Sinhô e Donga (que registrou a composição em seu nome), grupo que freqüen-tava a casa de Hilária de Almeida, a Tia Ciata.

• 1917 – Primeira greve geral em São Paulo: 70 mil operários cruzam os braços, exigindo maiores salários e melhores condições de trabalho.

• 1917-1918 – Anita Malfatti realiza uma exposição com gravuras, aquarelas, caricaturas e desenhos. Estava aceso o “estopim do Modernismo”: a crítica se assusta com as mulheres de cabelos verdes e homens amarelos de Anita, e publica violentos artigos, como o de Monteiro Lobato: “Paranóia ou Mistificação”. Di Cavalcanti, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti dei Picchia saem em defesa de Anita, formando a linha de frente da tropa de choque modernista.
“A estudante” quadro de Anita Malfatti (1918).

• 1920 – Oswald de Andrade descobre o escultor Victor Brecheret, que expõe a maquete do Monumento às Bandeiras, projeto que desperta enorme interesse nos jovens intelectuais.
ensino médio – 2a série

Exercícios sobre Romantismo com gabarito

Um dos períodos mais estudados no ensino Médio é o Modernismo. Costumo vê-lo com frequência também nas provas e vestibulares que meus alunos fazem. Além dele, sempre digo para estudarem com mais atenção o Modernismo. Bem, hoje quero trazer para vocês alguns exercícios sobre a estética romântica. Através deles você poderá estudar mais as características desse período literário tão frutífero.

Exercícios com gabarito sobre Romantismo

A estética romântica: idealização e arrebatamento. Romantismo em Portugal

 

[su_box title=”A história trágica de um amor desmedido” box_color=”#4a90d7″]A Dama das Camélias narra a história de um sentimento tão forte que enfrenta as barreiras sociais e morais de sua época. A paixão entre Marguerite Gautier, uma bela cortesã dos salões parisienses, e Armand Duval, um jovem dividido entre o amor e o preconceito, é o tema desse romance de Alexandre Dumas Filho, narrado em primeira pessoa por um narrador-testemunha. Os dois jovens se apaixonam e, contra toda a hipocrisia da sociedade burguesa da época, vivem sua história de amor. Quando Marguerite decide deixar de ser amante para se tornar mulher, surgem os obstáculos sociais: os amantes separam-se e ela, enfraquecida pela tuberculose, morre longe de seu amado.[/su_box]

 

O texto a seguir, extraído de A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho, é uma carta da protagonista ao seu amado, quando já estavam separados, e enviada pouco antes de a moça morrer. Leia o trecho atentamente e responda às questões de 1 a 5.

A Dama das Camélias

Meu querido Armand, recebi a sua carta […]. Sim, meu amigo, estou doente, e doente de uma dessas doenças que não perdoam. Mas o interesse que você ainda tem por mim diminui bastante o meu sofrimento. Certamente não viverei tempo suficiente para segurar a mão que escreveu a gentil carta que acabo de receber e cujas palavras me curariam, se algo pudesse me curar. Não o verei, pois estou muito perto da morte e centenas de léguas separam você de mim, pobre amigo! A sua Marguerite de antigamente está bem mudada, e que você não a torne a ver talvez seja melhor do que vê-la tal como ela está. Você me pergunta se eu o perdoo. Oh, de todo o coração, querido, pois o mal que você quis me fazer nada mais era do que uma prova do amor que tinha por mim. Faz um mês que estou na cama, e tenho tanto apreço à sua estima que cada dia escrevo o diário da minha vida, desde o momento em que nos separamos até o momento em que não mais terei forças para escrever.

Se o interesse que tem por mim é verdadeiro, Armand, na sua volta, vá à casa de Julie Duprat. Ela lhe entregará o diário. Nele você encontrará a razão e a explicação daquilo que se passou entre nós. […]

Caso você não mandasse notícias, ela estava encarregada de entregar-lhe estes papéis quando de sua chegada na França. Não fique agradecido. Este retorno cotidiano aos únicos momentos felizes de minha vida me faz um bem enorme, e se você encontra nesta leitura a explicação do passado, eu mesma encontro nela um contínuo alívio.

Queria deixar para você alguma coisa que me trouxesse sempre à sua mente, mas tudo se encontra na minha casa, e nada me pertence.

Compreende, meu amigo? Vou morrer e do meu quarto ouço caminhar no salão o guarda que meus credores lá colocaram para que nada seja levado e para que nada me reste, caso eu não morra. Espero que eles aguardem pelo meu fim para iniciar a venda. Oh, os homens são impiedosos! Ou, talvez me engano, é Deus que é justo e inflexível.

Pois bem, meu amado, você virá ao meu leilão, e comprará alguma coisa, pois, se eu separar para você a menor coisa que seja, e se alguém souber disso, serão capazes de acusá-lo por desvio de objetos confiscados.

Triste a vida que eu deixo!

Deus seria bom, se permitisse que eu o visse novamente antes de morrer! Segundo todas as probabilidades, adeus, meu amigo. Perdoe-me se não escrevo mais longamente, mas aqueles que dizem que me curarão me esgotam com sangrias e minha mão se recusa
a escrever mais.

Marguerite Gautier

DUMAS FILHO, Alexandre. A Dama das Camélias. Tradução: Caroline Chang. Porto Alegre: L&PM, 2004. p. 32-34.

1. Marguerite, a cortesã por quem Armand se apaixona perdidamente, separa-se dele para não comprometer o futuro do jovem. A moça toma essa atitude em nome do amor que sente por ele. Que elementos da carta revelam o amor de Marguerite por Armand?

2. De que maneira o fato de Marguerite abandonar Armand, apesar do sentimento que tem por ele, revela a força desse amor e o caráter da moça?

3. No trecho citado, a situação em que se encontra Marguerite, física e financeiramente, contribui para intensificar o tom “dramático” da narrativa, algo típico dos romances românticos. Explique.

4. Depois de ser abandonado por Marguerite sem saber os motivos que a levaram a tomar tal atitude, Armand fica cego de ódio e tenta vingar-se, humilhando-a em virtude de sua condição de cortesã. Depois, escreve à jovem pedindo perdão. Releia a resposta dela ao pedido dele.

“Você me pergunta se eu o perdoo. Oh, de todo o coração, querido, pois o mal que você quis me fazer nada mais era do que uma prova do amor que tinha por mim.”

Considerando o trecho transcrito, explique como Marguerite avaliou a conduta de Armand.

5. Desde o agravamento de sua doença, Marguerite passa a dedicar-se a registrar seus dias em um diário. Com que objetivo ela faz isso?

6. Que tipo de sentimento a escrita do diário gera na personagem?

7. A Dama das Camélias abandona a vida de cortesã em nome de seu amor por Armand, mas é obrigada a separar-se do jovem. No final, morre distante dele sem poder desfrutar da felicidade dessa paixão. De que maneira tal desfecho revela a concepção moralista do romance, determinada pelo contexto em que o autor viveu?

Exercícios sobre Humanismo

Nesta nova lista de exercícios de Literatura para o Enem vamos ver alguns exercícios sobre o Humanismo. Se você chegou aqui atrás de exercícios de revisão de Português, acesse nossos artigos também nas outras categorias. Revisar os conteúdos para o Enem é muito importante para chegar ao dia da prova bastante preparado para o desafio da prova de Linguagens. Caso queira ver o artigo com os exercícios de Literatura sobre o Quinhentismo, acesse a categoria de Literatura na página inicial do site.

Literatura – Exercícios de Humanismo

1. Os humanistas difundiram a ideia de que os valores e direitos de cada indivíduo deviam sobrepor-se à sociedade. Grandes admiradores da cultura antiga, estudavam, copiavam e comentavam os textos de poetas e de filósofos greco-latinos, cujas idéias seriam amplamente aceitas no movimento de renovação que atingiu sua plenitude entre os séculos XV e XVI.

Em uma das alternativas abaixo encontramos o nome desse movimento de renovação. Assinale com um (x) a alternativa correta:

(     ) Renascimento
(     ) Vicentino
(     ) Trovadorismo
(     ) Jesuítas

Vivendo em plena crise dos valores medievais, Gil Vicente é um autor que, apesar de humanista, ainda permanece mais voltado para a tradição do que para a modernidade. Seu  teatro tem caráter popular e utiliza temas da Idade Média, como as narrativas de origem cavaleiresca e o lirismo das cantigas. Gil Vicente sempre foi extremamente crítico para com a sociedade do seu tempo, retratando-a com mordacidade e comicidade extremas, que não perdoavam nem a fidalguia, nem a plebe, nem a burguesia ou o clero, mesmo sendo um católico de profunda fé cristã, aspecto que também aparece em sua obra.

Leia o fragmento abaixo e responda:

Auto da Lusitânia

 Entra Todo-Mundo, homem como rico mercador, e faz que anda buscando alguma coisa que se lhe perdeu; e logo apos ele um homem, vestido como pobre, este se chama Ninguém, e diz:

Ninguém:           Que andas tu i buscando?

Todo-Mundo:     Mil coisas ando a buscar:

delas não posso achar,

porém, ando perfiando,

por quão bom é perfiar.

Ninguém:           Como hás nome, cavaleiro?

Todo-Mundo:     Eu hei  nome Todo-Mundo,

e meu tempo todo inteiro

sempre é buscar dinheiro,

e sempre nisto me fundo.

 Ninguém:           E eu hei nome Ninguém,

e busco a consciência.

Berzabu:            Esta é boa experiência:

Dinato, escreve isto bem.

Dinato:                Que escreverei, companheiro?

Berzabu:            Que Ninguém busca consciência,

e Todo-Mundo dinheiro.

Ninguém:           E agora que buscas lá?

Todo-Mundo:     Busco honra muito grande.

Ninguém:           Eu, em virtude, que Deus mande

que topo co’ela já.

Berzabu:            Que adição nos acode:

escreve logo i a fundo,

que busca honra Todo-Mundo,

e Ninguém busca virtude.

2. De que recursos se vale Gil Vicente para jogar com os sentidos das palavras, dando um tom humorístico ao texto?

3. Pela maneira como o autor explora tema e personagens e utiliza a linguagem, você diria que esta cena tem caráter erudito ou popular? Justifique sua resposta:

4. Através do personagem Berzabu, Gil Vicente faz uma crítica. Diga com suas palavras a quem a crítica do texto quer atingir?

Exercícios sobre Quinhentismo

Muitos estudantes procuram exercícios de literatura com gabarito  para estudar para o Enem. Procuram em sites na internet, mas nem sempre os exercícios com gabarito que encontram são os melhores e estão conferidos para que não passe nenhum erro. Por isso mesmo em nosso site de exercícios de Português e redação para o Enem, gostamos de publicar as melhores atividades de Português para revisão.

Neste artigo trazemos para vocês alguns exercícios de Literatura sobre o Quinhentismo. Caso queira saber mais sobre o período, busque aqui em nosso site, pela busca, pela palavra “Quinhentismo”, sem usar as aspas e verá uma série de atividades e materiais teóricos sobre o tema.

Literatura – exercícios de Quinhentismo

1.

“Duas relíquias históricas produzidas no Brasil, foram trazidas para exibição na Mostra do Redescobrimento, em São Paulo: o manto tupinambá e a carta de Pero Vaz de Caminha.”

(Folha de São Paulo, 11 de maio de 2000.)

A carta de Pero Vaz de Caminha, sobre o achamento do Brasil, enviada a El-Rei Dom Manuel é a principal manifestação literária do Quinhentismo, movimento literário brasileiro do século XVI. Tendo em vista o seu teor, podemos afirmar que os visitantes da Mostra do Redescobrimento, ao se depararem com tal texto, conseguiriam através dele:

( ) resgatar valores e conceitos sociais brasileiros.
( ) descobrir a história brasileira pela arte.
( ) ter mais informações sobre a arte brasileira.
( ) ver a cultura indígena brasileira.
( ) perceber o interesse português em explorar a nova terra.

2. O texto a seguir servirá de base para a próxima questão.

Pero Vaz de Caminha, referindo-se aos indígenas escreveu:

“E naquilo sempre mais me convenço que são como aves ou animais montesinhos, aos quais faz o ar melhor pena e melhor cabelo que aos mansos, porque os seus corpos são tão limpos, tão gordos e formosos, a não mais poder.” […]
“Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, seriam logo cristãos, visto que não têm nem entendem crença alguma, segundo as aparências. E, portanto, se os degredados que aqui hão de ficar aprenderem bem a sua fala e eles a nossa, não duvido que eles, segundo a santa tenção de Vossa Alteza, se farão cristãos e hão de crer na nossa santa fé, à qual praza a Nosso Senhor que os traga, porque certamente esta gente é boa e de bela simplicidade. E imprimir-se-á facilmente neles todo e qualquer cunho que lhes quiserem dar, uma vez que Nosso Senhor lhes deu bons corpos e bons rostos, como a homens bons. E o fato de Ele nos haver até aqui trazido, creio que não o foi sem causa. E portanto, Vossa Alteza, que tanto deseja acrescentar à santa fé católica, deve cuidar da salvação deles. E aprazerá Deus que com pouco trabalho seja assim.” […]
“Eles não lavram nem criam. Não há aqui boi ou vaca, cabra, ovelha ou galinha, ou qualquer outro animal que esteja acostumado ao convívio com o homem. E não comem senão deste inhame, de que aqui há muito, e dessas sementes e frutos que a terra e as árvores de si deitam. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto, com quanto trigo e legumes comemos.”

CASTRO, Silvio. A carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre: L&PM, 1996.

De acordo com o texto e seus conhecimentos, marque a alternativa correta:

( ) Caminha, numa visão eurocentrista, exalta a cultura do “descobridor”, menosprezando todos os aspectos referentes ao modo de vida dos nativos, por exemplo, a não exploração daqueles mamíferos placentários exóticos, citados na carta, introduzidos no Brasil quando da colonização.
( ) Caminha realiza, através de farta adjetivação, descrições botânicas minuciosas acerca da flora da nova terra, destacando o tipo de alimentação do europeu — rica em vitaminas e sais minerais — em contraposição à indígena, que é rica em lipídios.
( ) A religiosidade está presente ao longo do texto, quando se constata que o emissor, tendo em mente a conversão dos índios à “santa fé católica” — pretensão dos europeus conquistadores —, ressalta positivamente a existência de crenças animistas entre os nativos.
( ) Na carta de Pero Vaz de Caminha, que apresenta linguagem formal, por ser o rei português o destinatário, há forte preocupação com aspectos da necessária conversão dos índios ao catolicismo, no contexto de crise religiosa na Europa.
( ) Ao realizar concomitantemente a narração e a descrição dos hábitos dos nativos, o remetente destaca informações não só do habitat como dos usos e costumes indígenas, exaltando o cultivo das plantas de lavouras e dos pomares.

3. Leia o texto para responder à questão.

ESTA TERRA É MUITO FORMOSA

Esta terra, Senhor, me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste porto houvemos vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte cinco léguas por costa. Tem, ao longo do mar, nalgumas partes, grandes barreiras, delas vermelhas, delas brancas; e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta, é tudo praia-palma, muito chã e muito formosa.

Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa.
Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim frios e temperados, como os de Entre-Douro e Minho, porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.
Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.
Porém o melhor fruto, que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.
E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute, isso bastaria. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento, da nossa santa fé.

(In Jaime Cortesão, org. A Carta de Pero Vaz de Caminha, p.239)

houvemos vista: pudemos ver
delas… delas: umas… outras
chã: plana
praia-palma: segundo J. Cortesão, pode significar “toda praia, como a palma, muito chã e muito formosa”
Minho: nome de uma região de Portugal
Calecute: cidade da Índia para onde se dirigiam os portugueses
acrescentamento: difusão, expansão

Embora tenha caráter informativo e descritivo, a Carta possui características quase sempre fantasiosas. Indique a causa de o Novo Mundo ter sido posto à altura da lenda do paraíso perdido:

A. (     ) O escrivão criou uma discussão histórica em torno da intencionalidade ou não da conquista de Cabral.
B. (     ) No esforço de catalogar a vegetação, o clima, o autor passeia pela geografia, botânica, zoologia, de maneira vaga.
C. (     ) Caminha se revela um mestre na fixação de pormenores; é inegável sua fluência literária.
D. (     ) A produção informativa constitui a primeira visão da terra virgem, intocada pela civilização estranha. A terra, para ele, era fértil e abençoada por Deus.
E. (     ) O autor limitou-se a escrever um registro impessoal, marcado pela intenção de informar, apesar do tom ufanista do texto.

4. A Carta é considerada a “certidão de nascimento” do Brasil porque

A. (     ) contém as primeiras informações oficiais sobre o Brasil.
B. (     ) marca o início da literatura brasileira.
C. (     ) foi escrita nos primórdios do descobrimento.
D. (     ) denota inegável fluência literária de seu autor.
E. (     ) as descrições constituem informações precisas do lugar.

Em 1576, Pêro de Magalhães Gandavo escreveu um relatório para o rei de Portugal. Esse relatório difere da Carta do adiamento porque apresenta mais detalhes. É bastante clara a descrição de uma pessoa que mora nesta terra há algum tempo, mas que ainda está completamente tomada pelos costumes, valores e interesses de Portugal. Leia atentamente o prólogo ao leitor.

Tratado da terra do Brasil Prólogo ao leitor

Pero de Magalhães Gandavo

Minha tenção não foi outra neste sumário (discreto e curioso leitor) senão denun­ciar em breves palavras a fertilidade e abundância da terra do Brasil, para que esta fama venha a notícia de muitas pessoas que nestes Reinos vivem com pobreza, e não duvidem escolhê-la para seu remédio; porque a mesma terra é tão natural e favorá­vel aos estranhos, que a todos agasalha e convida com remédio por pobres e desam­parados que sejam. E assim cada vez se vai fazendo mais próspera, e depois que as terras viçosas se forem povoando (que agora estão desertas por falta de gente), hão se de fazer nelas grossas fazendas como já estão feitas nas que possuem os mora­dores da terra, e também se espera desta província que por tempo floresça tanto na riqueza como as Antilhas de Castela, porque é certo ser em si a terra muito rica e haver nela muitos metais, os quais até agora se não descobrem ou por não haver gente na terra para Antilhas de Castela: referência às ilhas da  cometer esta empresa, ou também por negligência descobertas por Colombo em nome dos reis de Castela, reino cristão da dos moradores que se não querem dispor a esse trabalho: qual seja a causa por que o deixam de fazer não sei. Mas permitirá nosso Senhor que ainda em nossos dias se descubram nela grandes tesouros assim para serviço e aumento de S.A., como para proveito de seus Vassalos que o desejam servir.

Antilhas de Castela: referência às ilhas da América Central descobertas por Colombo em nome dos reis de Castela, reino cristão da península Ibérica.
cometer: fazer, executar.
empresa: empreendimento; tarefa.
prólogo: texto inicial de um livro em que se explica ao leitor o objetivo e o conteúdo da obra
remédio: refúgio, socorro.
tenção: intenção.
viçoso: coberto de plantas, verdejante.

No prólogo de seu livro, Pero de Magalhães Gandavo dirige-se a um leitor comum e deixa claro seu objetivo com seu Tratado da terra do Brasil. Que objetivo é esse?

No momento em ele que escreve o relatório, já existe a exploração de ouro e prata no Brasil? Justifique sua resposta transcrevendo um trecho do texto.

Exercícios → Romantismo e Realismo

Esta é uma grande lista de exercícios sobre Romantismo com vários testes a partir da obra de José de Alencar. Aqui no site você encontra outros exercícios do mesmo autor e de outros consagrados escritores do Romantismo. Clique na seção de Literatura aí na lateral do site e veja muito mais material gratuito aqui no blog. nesta lista há também alguns exercícios sobre a obra de Eça de Queiros.

Exercícios de Literatura

1-Como se sabe, Eça de Queirós concebeu o livro O primo Basílio como um romance de crítica da sociedade portuguesa, cujas “falsas bases” ele considerava um “dever atacar”. A crítica que ele aí dirige a essa sociedade incide mais diretamente sobre:

a) o plano da economia, cuja estagnação estava na base da desordem social.
b) os problemas de ordem cultural, como os que se verificavam na educação e na literatura.
c) a excessiva dependência de Portugal em relação às colônias, responsável pelo parasitismo da burguesia metropolitana.
d) a extrema sofisticação da burguesia de Lisboa, cujo luxo e requinte conduziam à decadência dos costumes.
e) os grupos aristocráticos, remanescentes da monarquia, que continuavam a exercer sua influência corruptora em pleno regime republicano.

Leia atentamente a proposição:

“O Romantismo era a apoteose do sentimento; o Realismo é a anatomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos — para nos conhecermos, para que saibamos se somos verdadeiros ou falsos, para condenar o que houver de mau na nossa sociedade.”

QUEIRÓS, Eça de. In: PROENÇA FILHO, Domício. Estilos de época na literatura. São Paulo: Liceu, 1969. p. 207.

2-O texto de Eça de Queirós reúne alguns princípios básicos do Realismo. Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela que não está em conformidade com as definições do romancista português:

a) O Realismo foi marcado por um forte espírito crítico e assumiu uma atitude mais combativa diante dos problemas sociais contemporâneos.
b). O sentido de observação e análise vigente no Realismo exigiu do escritor uma postura
racional e crítica diante das contradições do homem enquanto ser social.
c) O autor realista retratou com fidelidade a psicologia do personagem, demonstrando um
interesse maior pelas fraquezas humanas e pelos dramas existenciais.
d) Em oposição à idealização romântica, o escritor realista procurou descobrir a verdade
de seus personagens, dissecando-lhes o comportamento.
e) As preocupações psicológicas da prosa de ficção realista levaram o romancista a uma conscientização do próprio “eu” e manifestação de sua mais profunda interioridade ‘

3- (FEI-SP) Leia atentamente:

I. “A segunda Revolução Industrial, o cientificismo, o progresso tecnológico, o socialismo utópico, a filosofia positivista de Auguste Comte, o evolucionismo formam o contexto sociopolítico-econômico-filosófico-científico em que se desenvolveu a estética realista.”
II. “O escritor realista acerca-se dos objetos e das pessoas de um modo pessoal, apoiando-se na intuição e nos sentimentos.”
III. Um representantes da estética realista/naturalista em Portugal foi Eça de Queirós.
IV. “Poderíamos citar como características da estética realista: o individualismo, a linguagem erudita e a visão fantasiosa da sociedade.”

Verificamos que em relação ao Realismo/Naturalismo está (estão) correta (corretas):

a) apenas I e II.
b) apenas I e III.
c) apenas II e IV.
d) apenas II e III.
e) apenas III e IV.

4- Ao criticar O Primo Basílio, Machado de Assis afirmou:

“(…) a Luísa é um caráter negativo, e no meio da ação ideada pelo autor, é antes uma títere que uma pessoa moral”.

Títere é um boneco mecânico, acionado por cordéis controlados por um manipulador. Nesse sentido, as personagens que, principalmente, manipulam Luísa, determinando-lhe o modo de agir, são:

a) Basílio e Juliana
b) Jorge e Juliana
c) Jorge, Conselheiro Acácio e Juliana
d) Basílio, Leopoldina e Conselheiro Acácio
e) Jorge e Leopoldina

A seguir temos um trecho do romance Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida. Sabemos que nele o narrador faz um relato cômico e irônico dos costumes populares da sociedade carioca do início do século XIX. A narrativa gira em torno do anti-herói, Leonardo, exemplo do primeiro malandro brasileiro:

Como sempre acontece a quem tem muito onde escolher, o pequeno a quem o padrinho queria fazer clérigo mandando-o a Coimbra, a quem a madrinha queria fazer um artista metendo-o na Conceição, a quem D. Maria queria fazer rábula arranjando-o em algum cartório, e a quem enfim cada conhecido ou amigo queria dar um destino que julgava mais conveniente às inclinações que nele descobria, o pequeno, dizemos, tendo tantas coisas boas, escolheu a pior possível: nem foi para Coimbra, nem para Conceição, nem para cartório algum; não fez nenhuma destas coisas, nem também outra qualquer; constituiu-se um completo vadio, vadio-mestre, vadiotipo.

Memórias de um Sargento de Milícias. – Manuel Antônio de Almeida.

Vejamos, segundo um estudo sociológico, o que compõe o “malandro”:

As seqüelas da problemática integração do negro na sociedade de classes, servem perfeitamente à explicação das resistências ao trabalho em meio a uma população que não via sua finalidade moral ou prática. No interstício entre o capital e o trabalho surge o espaço do malandro. O compositor popular urbano, ele mesmo localizado neste interstício, capta com intuição a pouca vantagem do trabalho e exalta a malandragem como possibilidade de liberdade e prazer.
Malandragem e identidade.

Roberto S. C. Moreira

5- A partir dessas leituras assinale a alternativa que não corresponde a um entendimento possível sobre as personagens da obra:

a) Leonardo, um anti-herói, contrasta com os romances românticos da época. É uma personagem complexa que passa por dramas de consciência.
b) O livro apresenta-nos personagens “tipos”, isto é, estereótipos dos variados componentes da sociedade do Rio de Janeiro no início do século XIX.
c) Muitas personagens são apresentadas ao leitor por meio da profissão que exercem: parteira, barbeiro, meirinho.
d) Leonardo é uma personagem simples que não passa por dramas de consciência. Suas ações são tomadas a partir das circunstâncias e dos arranjos sociais.
e) Poderíamos tomar Leonardo como um exemplo do malandro da época: um vadio que busca liberdade e prazer, vivendo dos “arranjos” sociais.

6- (FUVEST-SP)

“Era este homem em proporções infinitesimais, baixinho, magrinho, de carinha estreita e chupada, e excessivamente calvo; usava de óculos, tinha pretensões de latinista, e dava bolos nos discípulos por dá cá aquela palha. O barbeiro entrou acompanhado pelo afilhado, que ficou um pouco escabriado à vista do aspecto da escola, que nunca tinha imaginado.”

(Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias)

Observando-se, neste trecho, os elementos descritivos, o vocabulário e, especialmente, a lógica da exposição, verifica-se que a posição do narrador frente aos fatos narrados caracteriza-se pela atitude:

a. crítica, em que os costumes são analisados e submetidos a julgamento.
b. lírico-satírica, apontando para um juízo moral pressuposto.
c. cômico-irônica, com abstenção de juízo moral definitivo.
d. analítica, em que o narrador onisciente prioriza seu afastamento do narrado.
e. imitativa ou de identificação, que suprime a distância entre o narrador e o narrado

7- (Fuvest) Leia o texto para responder:

” Um dia de procissão foi sempre nesta cidade um dia de grande festa, de lufa-lufa, de movimentação e de agitação; e se ainda é hoje o que os nossos leitores bem sabem, na época em que viveram os personagens desta história a cousa subia de ponto; enchiam-se as ruas de povo, especialmente de mulheres de mantilha; armavam-se as casas, penduravam-se às janelas magníficas colchas de seda, de damasco de todas as cores, e armavam-se coretos em quase todos os cantos. “

Memórias de um sargento de milícias

O texto pertence a um romance especial do Romantismo brasileiro, por apresentar algumas propriedades em desacordo com o tom geral da escola. Pela leitura do texto e pelo que se sabe da obra, dentre tais propriedades pode-se contar a seguinte:

a) Tendência documental: apego ao cotidiano real do Rio de Janeiro, com vivo retrato social da cidade.
b) Tendência documental: apego à verdade dos fatos, narrando somente coisas acontecidas.
c) Tendência para a fantasia: gosto pelo fantástico dos costumes, imaginando à medida que retrata.
d) Tendência para o fantástico: embora prefira a fantasia, detém-se com detalhes nos costumes mórbidos do tempo.
e) Tendência para a poesia: apreço pela narrativa lírica, sem deixar de ser fiel ao sentimentalismo egocêntrico.

8- (Fuvest) No que se refere à prosa do romantismo, Memórias de um sargento de milícias pode ser considerada uma obra que manifesta as peculiaridades brasileiras, porque…

a) foge do caráter documental, inspirando-se no indianismo ao retratar uma natureza exótica e exuberante.
b) segue rigorosamente os modelos literários europeus, alternando apenas o espaço narrativo.
c) relata a vida cotidiana apenas de figuras populares, como o barbeiro, o compadre e a comadre.
d) registra acontecimentos vivenciados pela sociedade pernambucana do tempo do rei D. João VI.
e) põe em cena classes sociais modestas, antes ignoradas pela literatura de manifestação nacional.

9-No excerto, o narrador incorpora elementos da linguagem usada pela maioria das personagens da obra, como se verifica em:

a) aborrecera-se, porém do negócio.
b) de que o vemos empossado.
c) rechonchuda e bonitota.
d)envergonhada do gracejo,
e) amantes tão extremosos.

-“ Então passou-se sobre este vasto deserto d’água e céu uma cena estupenda, heróica, sobre-humana; um espetáculo grandioso, uma sublime loucura.
Peri alucinado suspendeu-se nos cipós que se entrelaçavam pelos ramos das árvores já cobertas d’água, e com esforço desesperado, cingindo o tronco da palmeira nos seus braços hirtos, abalou-o até as raízes”

10- O texto acima exemplifica como mais marcante característica de Alencar a:

a) imaginação criadora
b) consciência de solidão
c) ânsia de glória
d) idealização do personagem
a) valorização da natureza

11- (FMU/FIAM-SP) O homem de todas as épocas se preocupa com a natureza. Cada período a vê de modo particular. No Romantismo, a natureza aparece como:

a) um cenário cientificamente estudado pelo homem; a natureza é mais importante que o elemento humano.
b) um cenário estático, indiferente; só o homem se projeta em busca de sua realização.
c) um cenário sem importância nenhuma; é apenas pano de fundo para as emoções humanas.
d) confidente do autor, que compartilha seus sentimentos com a paisagem; a natureza se modifica de acordo com o estado emocional do autor.
e) um cenário idealizado, onde todos são felizes e os poetas são pastores.

12- Sobre o fragmento abaixo, de O crime do padre Amaro, de Eça de Queirós, assinale a alternativa incorreta:

“- Veja o que é. Tu e o padre – disse ele – quereis ambos a rapariga. Como ele é o mais esperto e o mais decidido, apanhou-a ele. É lei natural: o mais forte despoja, elimina o mais fraco; a fêmea e a presa pertencem-lhe. “

a) Tem-se a Lei das Selvas, onde o forte, o esperto é Amaro e o fraco, o ingênuo é João Eduardo. ( o noivo de Amelinha)
b) Tem-se o sexo por necessidade biológica, Amaro agindo por instinto.
c) A fala acima pertence ao Dr. Gouveia, que por ser médico, representa o cientificismo.
d) João Eduardo, desesperado, foi pedir conselhos ao Dr. Gouveia e este respondeu-lhe da maneira escrita acima.
e) Dr. Gouveia conversa com João Eduardo( o noivo) e Amaro, visto que ambos disputavam Amélia.

13-

. “- …Reclinada molemente na sua verdejante colina, como obelisca em seus aposentos, está a sábia Coimbra, a lusa Atenas. Beija-lhe os pés, segredando-lhe de amor, o saudoso Mondego. E em seus bosques, no bem conhecido salgueiral, o rouxinol e outras aves canoras soltam seus melancólicos trilos. Quando vos aproximais pela estrada de Lisboa, onde outrora uma bem organizada mala-posta fazia o serviço que o progresso hoje encarregou à fumegante locomotiva, vede-la branquejando, coroada do edifício imponente da Universidade, asilo da sabedoria.”

( O Primo Basílio – Eça de Queirós)

Este fragmento, escrito por conselheiro Acácio e lido por ele na reunião comemorativa de sua nomeação ao grau de cavalheiro da ordem de S. Tiago, por seus méritos literários, é usado por Eça de Queirós para:

a) criticar o cientificismo comum do período.
b) exaltar a melancolia típica do espírito português.
c) ironizar com o Arcadismo, comparando Coimbra com Atenas.
d) criticar o gosto da época pela literatura pedante e prolixa.
e) louvar a beleza da cidade de Coimbra.

15-Empenhado em diagnosticar problemas da sociedade, o romance realista-naturalista os toma como peças de demonstração de tese. Com O Primo Basílio, Eça de Queirós trata o adultério na sociedade lisboeta, buscando as causas que teriam levado Luísa, a personagem principal, a cometê-lo.

Escolha dentre as alternativas seguintes a que mais se aproxima das causas que abriram a Luísa o caminho do adultério.

a) Personalidade forte, Luísa conduz a ação de acordo com suas ambições pessoais.
b) Frívola e em disponibilidade, ela fica mercê de circunstancias propícias.
c) Doentiamente apaixonada pelo primo, deixa-se conduzir sem opor resistência.
d) Insatisfeita com o marido, burguês insensível, busca na aventura sua satisfação.
e) Conhecedora dos casos extraconjugais do marida, procura uma forma de vingança.

Exercícios sobre Humanismo com Gabarito

Neste artigo com alguns dos melhores Exercícios sobre Humanismo com Gabarito, trago para vocês alguns exercícios a a respeito do Humanismo, período que estudo principalmente no primeiro ano do Ensino Médio. Você tem abaixo um pequeno texto teórico sobre o contexto histórico do período e também suas principais características. Após isso, alguns exercícios de Literatura com gabarito.

Características do Humanismo

exercícios sobre humanismoHumanismo é o nome dado a uma corrente filosófica e artística que surgiu no século XV na Europa. Na literatura, ele representou o período de transição (escola literária) entre o Trovadorismo e o Classicismo, bem como da Idade Média para a Idade Moderna. Note que o termo “Humanismo” abriga diversas concepções. No geral, corresponde ao conjunto de valores filosóficos, morais e estéticos que focam no ser humano, daí surge seu nome. Do latim, o termo humanus significa “humano”. Trata-se de uma ciência que permitiu ao homem compreender melhor o mundo e o próprio ser. Isso ocorreu durante o período do Renascimento Cultural. As principais características do Humanismo são:

  • Racionalidade
  • Antropocentrismo
  • Cientificismo
  • Modelo Clássico
  • Valorização do corpo humano e das emoções
  • Busca da beleza e perfeição

Lista de exercícios sobre Humanismo com Gabarito

1. Leia o texto abaixo:

Comigo me desavim
Sou posto em todo perigo;
Não posso viver comigo,
Nem posso fugir de mim.

Que meio espero ou que fim
Do vão trabalho que sigo,
Pois que trago a mim comigo,
Tamanho inimigo de mim.

(Francisco Sá de Miranda)

O poema acima pertence ao período do Humanismo. Que aspecto não é capaz de distingui-lo das cantigas trovadorescas?

a) a reflexão filosófica.
b) a elaboração do discurso poético.
c) a presença de um eu lírico.
d) a consciência estético-formalista.
e) imagens poéticas expressivas.

[otw_shortcode_content_toggle title=”Gabarito dos Exercícios de Literatura” opened=”closed” icon_type=”general foundicon-checkmark”]Letra C[/otw_shortcode_content_toggle]

02. Caracteriza o teatro de Gil Vicente:

a) a revolta contra o cristianismo.
b) a obra escrita em prosa.
c) a elaboração requintada dos cenários e quadros.
d) a preocupação com o homem e a religião.
e) a busca dos conceitos universais.

[otw_shortcode_content_toggle title=”Gabarito dos Exercícios de Literatura” opened=”closed” icon_type=”general foundicon-checkmark”]Letra D[/otw_shortcode_content_toggle]

03. Todos os autores abaixo escreveram obras em versos, mas somente um as escreveu em um gênero literário diferente dos demais. Qual?

a) Dom Dinis.
b) Paio Soares de Taveirós.
c) Gil Vicente.
d) Francisco Sá de Miranda.
e) Fernão Lopes.

[otw_shortcode_content_toggle title=”Gabarito dos Exercícios de Literatura” opened=”closed” icon_type=”general foundicon-checkmark”]Letra C[/otw_shortcode_content_toggle]

04. Assinale a alternativa incorreta a respeito da obra de Gil Vicente.

a) Embora servisse para o entretenimento da Corte, seu teatro caracteriza-se por ser primitivo, rudimentar e popular.
b) Algumas de suas peças têm caráter misto, de oscilante classificação como o Auto dos quatro tempos.
c) Apresenta-se como traço de união entre a Idade Média e a Renascença.
d) Ao lado da sátira, encontram-se elevados valores cristãos.
e) Aprofunda-se nos valores clássicos, seguindo rigidamente os padrões do teatro grego.

[otw_shortcode_content_toggle title=”Gabarito dos Exercícios de Literatura” opened=”closed” icon_type=”general foundicon-checkmark”]Letra E[/otw_shortcode_content_toggle]

05. Atente-se para o texto:

“Então se despediu da Rainha, e tomou o Conde pela mão, e saíram ambos da câmara a uma grande casa que era diante, e os do Mestre todos com ele, e Rui Pereira e Lourenço Martins mais acerca. E chegando-se para o Mestre com o Conde acerca duma fresta, sentiram os seus que o Mestre lhe começava a falar passo, e estiveram todos quedos. E as palavras foram entre eles tão poucas, e tão baixo ditas, que nenhum por então entendeu quejandas eram. Porém afirmam que foram desta guisa:

– Conde, eu me maravilho muito de vós serdes homem a que eu bem queria, e trabalhardes-vos de minha desonra e morte!
– Eu, Senhor? disse ele. Quem vos tal cousa disse, mentiu-vos mui grã mentira.

O Mestre, que mais tinha vontade de o matar, que de estar com ele em razões, tirou logo um cutelo comprido e enviou-lhe um golpe à cabeça; porém não foi a ferida tamanha que dela morrera, se mais não houvera.

Os outros todos, que estavam de arredor, quando viram isto, lançaram logo as espadas fora, para lhe dar; e ele movendo para se acolher à câmara da Rainha, com aquela ferida; e Rui Pereira, que era mais acerca, meteu um estoque de armas por ele, de que logo caiu em terra morto.

Os outros quiseram-lhe dar mais feridas, e o Mestre disse que estivessem quedos, e nenhum foi ousado de lhe mais dar.”

O texto transcrito acima é de Fernão Lopes e pertence à Crônica de D. João I. As crônicas de Fernão Lopes caracterizam-se por tentarem reproduzir a verdade histórica como se esta tivesse sido testemunhada. Por outro lado, é com Fernão Lopes que a língua portuguesa inicia o percurso da sua modernidade. Nestes termos, assinale, nas alternativas abaixo indicadas, a que melhor caracteriza o trecho transcrito da Crônica de D. João I.

a) Narração realista e dinâmica que quase nos faz visualizar os acontecimentos.
b) Fidelidade absoluta aos acontecimentos históricos.
c) Utilização de uma linguagem elevada, de acordo com a reprodução dos fatos históricos.
d) Preocupação em mencionar os nomes de todas as pessoas presentes à morte do Conde.
e) Exaltação do feito heroico do Mestre ao matar o inimigo do Reino.

[otw_shortcode_content_toggle title=”Gabarito dos Exercícios de Literatura” opened=”closed” icon_type=”general foundicon-checkmark”]Letra A[/otw_shortcode_content_toggle]

06. Assinale a alternativa em que se encontra uma afirmação incorreta sobre a obra de Gil Vicente:

a) Sofre influência de Juan Del Encina, principalmente no teatro pastoril de sua primeira fase.
b) Seus personagens representam tipos de uma vasta galeria de estratos da sociedade portuguesa da época.
c) Por viver em pleno Renascimento, apega-se aos valores greco-romanos, desprezando os princípios da Idade Média.
d) Um dos maiores valores de sua obra é ter contrabalançado uma sátira contundente com o pensamento cristão.
e) Suas obras-primas, como a Farsa de Inês Pereira, são escritas na terceira fase de sua carreira, período de maturidade intelectual.

[otw_shortcode_content_toggle title=”Gabarito dos Exercícios de Literatura” opened=”closed” icon_type=”general foundicon-checkmark”]Letra C[/otw_shortcode_content_toggle]

07. Leia:

Conquanto fizesse uma profissão de fé profissional no prólogo à Crônica del – Rei D. João, afirmando não reservar para o seu labor historiográfico um lugar para a “fremosura e afeitamento das palavras”, a preocupação estética é evidente.

O texto refere -se a:

a) Gomes Eanes Zurara
b) Garcia de Resende
c) Fernão Lopes
d) D. Dinis
e) Gil Vicente

[otw_shortcode_content_toggle title=”Gabarito dos Exercícios de Literatura” opened=”closed” icon_type=”general foundicon-checkmark”]Letra C[/otw_shortcode_content_toggle]

08. Leia o trecho abaixo:

“Todo o mundo: – Folgo muito d‟enganar
e mentir nasceu comigo.
Ninguém: – Eu sempre verdade digo.
Sem nunca me desviar.

[Berzebu para Dinato]

Berzebu: – Ora, escreve lá, compadre,
Não sejas tu preguiçoso!
Dinato: – Quê?
Berzebu: – Que Todo o Mundo é mentiroso.
E Ninguém diz a verdade.

(Auto da Lusitânia – Gil Vicente)

No fragmento selecionado, Todo o Mundo e Ninguém constituem tipos:

a) arcaicos
b) alegóricos
c) amorais
d) políticos
e) religiosos

[otw_shortcode_content_toggle title=”Gabarito dos Exercícios de Literatura” opened=”closed” icon_type=”general foundicon-checkmark”]Letra B[/otw_shortcode_content_toggle]

09. Sobre o Humanismo, identifique a alternativa falsa:

a) Em sentido amplo, designa a atitude de valorização do homem, de seus atributos e realizações.
b) Configura-se na máxima de Protágoras: “O homem é a medida de todas as coisas”.
c) Rejeita a noção de que o homem não pode governar seu próprio destino.
d) Designa tanto uma atitude filosófica intemporal quanto um período especifico da evolução da cultura ocidental.
e) Fundamenta-se na noção bíblica de que o homem é pó e ao pó retornará, e de que só a transcendência liberta o homem de sua insignificância terrena.

[otw_shortcode_content_toggle title=”Gabarito dos Exercícios de Literatura” opened=”closed” icon_type=”general foundicon-checkmark”]Letra E[/otw_shortcode_content_toggle]

10. Ainda sobre o Humanismo, assinale a afirmação incorreta:

a) Associa-se à noção de antropocentrismo e representou a base filosófica e cultural do Renascimento.
b) Teve como centro irradiador a Itália e como precursor Dante Alighieri, Boccaccio e Petrarca.
c) Denomina-se também Pré-Renascentismo, ou Quatrocentismo, e corresponde ao século XV.
d) Representa o apogeu da cultura provençal que se irradia da França para os demais países, por meio dos trovadores e jograis.
e) Marca uma transição entre o Trovadorismo e o Classicismo.

[otw_shortcode_content_toggle title=”Gabarito dos Exercícios de Literatura” opened=”closed” icon_type=”general foundicon-checkmark”]Letra D[/otw_shortcode_content_toggle]

E aí? Foi bem nos exercícios? Deixe abaixo o seu comentário sobre as questões e também sobre o assunto e visite também este link para ver outras atividades para quem está começando agora a estudar Literatura. Você gosta dos poemas humanistas?

A paquera na Literatura do Século 19

Numa época em que se usa muito a expressão “contatinhos” para se referir às paqueras, conhecer a maneira como as pessoas paqueravam lá no século 19 é, além de interessante, necessário visto que já existem questões de vestibulares sobre livros em que esse tipo de acontecimento é retratado. Um deles é o romance Memórias de um sargento de Milícias. Neste livro vemos a história do romance entre Leonardo e Maria de hortaliça. Leia o trecho abaixo para saber como acontecia a paquera naqueles tempos e, depois, saiba como o Enem e os vestibulares costumam cobrar o conhecimento da obra. É bom que se diga que, nem sempre as questões envolvem o conhecimento do enredo da obra, mas sim os recursos linguísticos usados ali para criar efeitos expressivos e tirar do texto o máximo que ele pode dar.

 

Exercício sobre o livro Memórias de Um sargento de Milícias

 

Pisadela e um beliscão

Leia em Memórias de um Sargento de Milícias um relato da paquera no século 19.

Sua história tem pouca coisa de notável. Fora Leonardo algibebe¹ em Lisboa, sua pátria; aborrecera-se, porém do negócio, e viera ao Brasil. Aqui chegando, não se sabe por proteção de quem, alcançou o emprego de que o vemos empossado, o que exercia, como dissemos, desde tempos remotos. Mas viera com ele no mesmo navio, não sei fazer o quê, uma certa Maria de hortaliça, quitandeira das praças de Lisboa, saloia² rechonchuda e bonitona. O Leonardo, fazendo-se-lhe justiça, não era nesse tempo de sua mocidade mal apessoado, e, sobretudo, era maganão³. Ao sair do Tejo, estando a Maria encostada à borda do navio, o Leonardo fingiu que passava distraído junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria, como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de disfarce um tremando beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer passou-se a mesma cena de pisadela e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.

Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias. Unesp 2009.


Glossário:

1 algibebe: mascate, vendedor ambulante.
2 saloia: aldeã das imediações de Lisboa.
3 maganão: brincalhão, jovial, divertido.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Observando as formas verbais fora, aborrecera-se e viera, que aparecem no texto acima, é correto afirmar que representam ações

 

(     ) simultâneas, por essa razão expressas todas no mesmo tempo e modo verbal.
(     ) inconclusas em um tempo anterior ao plano das ações narradas no pretérito imperfeito.
(     ) simultâneas e frequentes no tempo passado, daí a opção pelo pretérito imperfeito.
(     ) situadas em diferentes momentos, por isso expressas em diferentes tempos verbais.
(     ) situadas num tempo anterior ao plano das ações narradas no pretérito perfeito.

 

2. Considere as frases:

O ritual COMEÇAVA depois do jantar.
Seu Francesco VINHA todo encapotado…
Os olhos do leitor BUSCAVAM as páginas do livro…

 

A autora usou os verbos em destaque, que pertencem ao pretérito imperfeito do indicativo, porque esse tempo verbal lhe permitiu apresentar, na narrativa, fatos

(     ) que exprimem ordem, pivodido, convite, conselho ou súplica.
(     ) que costumam acontecer em qualquer época e a qualquer tempo.
(     ) relacionados a um futuro incerto e imprevisível para as personagens.
(     ) passados que eram vistos como duvidosos e hipotéticos.
(     ) passados que se repetiam e eram habituais para as personagens.

 

3. Em qual das alternativas não há a necessária correlação temporal das formas verbais?

(     ) A festa aconteceu no mesmo edifício em que ocorrera o casamento de José Mateus, vinte anos antes.
(     ) Quando Estela descer da carruagem, poderia acontecer-lhe uma desgraça se o cocheiro não dispuser adequadamente o estribo.
(     ) Tendo visto o pasto verde, o cavalo pôs-se a correr sem que alguém pudesse controlá-lo.
(     ) Pelo porte, pelo garbo, todos perceberam que António Sé fora militar de alta patente.
(     ) Se o policial não tivesse intervindo a tempo, teria ocorrido a queda do canhão.

Estes três exercícios já caíram no Enem e outros vestibulares que cobram o conteúdo de Literatura. Prepare-se para s provas, conheça a maneira como elas cobram o conteúdo do Edital e vá mais preparado para o exame. Uma ótima forma de melhorar seu rendimento em provas, seja no Enem, concursos ou mesmo no Ensino Médio, é fazendo um cronograma de estudos. Nos dias corridos em que vivemos isso é mais complicado ainda, por isso procurei um modelo de estudos voltado para quem trabalha e estuda, mas mesmo assim deseja ir mais longe. ele é gratuito, fique tranquilo. Acesse esse link ou clique no botão abaixo.

 

Gabarito dos exercícios de Literatura

 

[sociallocker id=”4910″]

1. E

Situadas num tempo anterior ao plano das ações narradas no pretérito perfeito. As ações marcadas pelas formas verbais “fora, aborrecera-se e viera” estão no pretérito mais-que-perfeito, que indica ações no passado, anteriores a outras ações, também no passado (expressas pelo pretérito perfeito ou imperfeito). No fragmento, a forma verbal que no passado posterior aos fatos expressos pelas três expressões verbais é”alcançou”, que está no pretérito perfeito do indicativo. A alternativa (A) está incorreta, pois as três ações não são simultâneas: há passagem de tempo entre ir a Lisboa, aborrecer-se e vir ao Brasil. A (B) está errada; não se pode dizer que as ações são inconclusas, pois foram encerradas no passado. A (C) não é válida, porque as opções não estão no pretérito imperfeito. Ao contrário de (D), as ações não estão em tempos verbais diferentes.

2. E

Passados que se repetiam e eram habituais para as personagens. O uso padrão do pretérito imperfeito do modo indicativo indica ações que se desenvolvem com certa duração no passado. A opção (A) está incorreta, pois esse modo verbal não indica ordem, pedido, convite, conselho ou súplica (uso típico do modo imperativo). A (B) está errada, porque as únicas formas verbais que podem estar ligadas a diferentes tempos são as nominais, particípio, gerúndio e infinitivo. A (C) não pode ser a resposta, pois não há marcas de futuro em nenhuma das sentenças (o tempo verbal no passado que expressa hipótese é o pretérito imperfeito do modo subjuntivo).

3. B

Quando Estela descer da carruagem, poderia acontecer-lhe uma desgraça se o cocheiro não dispuser adequadamente o estribo. Nessa alternativa, formas verbais “descer” e “dispuser” indicam um fato futuro (estão no futuro do subjuntivo), enquanto”poderia” indica um fato futuro em relação a outro fato no passado (futuro do pretérito). 0 correto seria: Quando Estela descer da carruagem, poderá acontecer uma desgraça se o cocheiro não dispuser adequadamente o estribo.

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6 exercícios de literatura sobre Memórias Póstumas

Neste artigo você encontrará seis questões que usei numa atividade em sala de aula sobre o livro Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. é bastante importante que o aluno estude estas obras consagradas da nossa Literatura para ter um conhecimento que vá além do supérfluo nas provas do Enem e nos vestibulares. Já coloquei o gabarito junto das questões para facilitar a conferência. Além disso, você pode baixar lá no meu grupo de estudos no Facebook a versão em PDF da atividade. Bons estudos.

Atividade sobre livro Memórias Póstumas de Brás Cubas com Gabarito

No trecho a seguir, o narrador, ao descrever a personagem, critica sutilmen­te um outro estilo de época: o Romantismo.

Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida cria­tura de nossa raça e, com certeza, a mais volun­tariosa. Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo, porque isto não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas; mas também não digo que lhe maculasse o ros­to nenhuma sarda ou espinha, não. Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza cheia daquele feitiço, precário e eterno, que o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação.

ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas.

1. A frase do texto em que se percebe a críti­ca do narrador ao Romantismo está transcrita na alternativa:

( x ) a) “… o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas …”

( ) b) “… era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça …”

( ) c) “Era bonita, fresca, saía das mãos da na­tureza, cheia daquele feitiço, precário e eter­no, …”

( ) d) “Naquele tempo contava apenas uns quin­ze ou dezesseis anos …”

( ) e) “… o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação.”

2. Leia o trecho para responder as próximas questões:

Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto que o uso vulgar seja co­meçar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; o segundo é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo.

Memórias póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis

Essa é a abertura do famoso romance de Machado de Assis. Dentro desse contexto, já dá para se ver o tipo de narrativa que será explorada. Assinale a alternativa correta a esse respeito.

( ) a) A narrativa decorre de forma cronologi­camente correta, de acordo com a passagem do tempo: infância, juventude, maturidade e velhice.

( ) b) A linearidade das ações apresenta cenas de suspense, dado o comportamento inusi­tado dos personagens.

( ) c) Não há como prever o final da narrati­va, já que seu enredo é, propositadamente, complicado.

( ) d) A ação terá, como cenário, os diversos centros cosmopolitas do mundo.

( x ) e) O autor usa o recurso do flashback devi­do a sua intenção de iniciar o romance pelo “fim”.

3. Em relação à questão anterior, infere-se que a linguagem dispõe de um recurso enriquecedor: a disposição das palavras no espaço frasal. Sendo assim, que tipo de lei­tura pode-se fazer dessas duas expressões: “autor defunto” e “defunto autor”?

( ) a) A colocação da palavra defunto após a pa­lavra autor leva-nos a pensar que o segundo ele-mento está em fase final de carreira.

( ) b) Defunto autor remete à ideia de que a pessoa irá escrever suas memórias dentro de um cemitério.

( ) c) Ambas as expressões transmitem a mes­ma ideia, com iguais valores semânticos.

( x ) d) A expressão defunto autor aparece de forma metaforizada, original, privilegiando uma nova forma de narração autobiográfica.

( ) e) Ambas as construções não têm expressão na obra biográfica de Machado de Assis.

4. Considerando o que você já leu e/ou­ viu sobre o livro Memórias póstumas de Brás Cubas e atentando ainda para as conside­rações que Brás Cubas faz no trecho lido quanto à maneira de começar a escrever seu livro, responda: Brás Cubas contou sua his­tória pelo “uso vulgar” ou ele fez de forma diferente? Justifique de forma clara e sintética sua escolha. (2,0)

Resposta: Brás Cubas narra a sua história de modo original, de maneira ziguezagueante e digressiva, fazendo intervenções e conversando com o leitor e, principalmente, deixando de lado a linearidade da narrativa e, portanto, indo contra o que seria o “modo vulgar” de se narrar.

Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai logo que teve aragem dos quinze contos sobressaltou-se deveras; achou que o caso excedia as raias de um capricho juvenil.

— Dessa vez, disse ele, vais para Europa, vais cursar uma Universidade, provavelmente Coimbra, quero-te homem sério e não arruador e não gatuno.

E como eu fizesse um gesto de espanto:

— Gatuno, sim senhor, não é outra coisa um filho que me faz isso.

Machado de Assis – Memórias póstumas de Brás Cubas

5. De acordo com essa passagem da obra, po­de-se antecipar a visão que Machado de Assis tinha sobre as pessoas e sobre a sociedade. A esse respeito, assinale a alternativa correta.

( X ) a) O amor é fruto de interesse e compõe o pilar das instituições hipócritas.

( ) b) O amor, se sincero, supera todas as barrei­ras, inclusive as financeiras.

( ) c) O caráter autoritarista moldava as relações familiares, principalmente entre pai e filho.

( ) d) Havia medo de que a marginalidade envolvesse os jovens daquela época.

( ) e) O amor era glorificado e apontado como o único caminho para redimir as pessoas.

Exercício sobre Arte e Literatura o Enem

Neste artigo vamos pensar um pouco no conceito de arte. É uma das primeiras aulas de Literatura no Ensino Médio e propõe uma reflexão sobre o assunto. Faremos isso pela leitura de um fragmento do livro História Geral da Arte e, em seguida, por exercícios de Literatura já com gabarito. Vamos lá? Caso queira voltar ao índice de Literatura em nosso site, clique aqui.

O que é arte?

“Por que isto é arte?” “O que é arte?” Poucas perguntas provocarão polêmica mais acesa e tão poucas respostas satisfatórias. Embora não cheguemos a nenhuma conclusão definitiva, podemos ainda assim lançar alguma luz sobre estas questões. Para nós, arte é, antes de mais nada, uma palavra, uma palavra que reconhece quer o conceito de arte, quer o fato de sua existência. Sem a palavra, poderíamos até duvidar da própria existência da arte, e é um fato que o termo não existe na língua de todas as sociedades. No entanto, faz-se arte em toda a parte. A arte é, portanto, também um objeto, mas não é um objeto qualquer. A arte é um objeto estético, feito para ser visto e apreciado pelo seu valor intrínseco. As suas características especiais fazem da arte um objeto à parte, por isso mesmo muitas vezes colocado à parte, longe da vida cotidiana, em museus, igrejas ou cavernas. E o que se entende por estético? A estética costuma ser definida como “o que diz respeito ao que é belo”.

H. W. Janson. História geral da arte. Adaptação e preparação do texto para a edição brasileira Maurício Balthazar Leal. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001. p. 11-2.

1. Identifique as afirmações que podem ser corretamente deduzidas do texto de H. W. Janson (releia o texto, ou partes dele, todas as vezes que julgar necessário).

a)  Não existe um conceito de arte.Trata-se apenas de uma palavra utilizada para encobrir esse vazio conceitual.

b)  É tal a complexidade do conceito de arte que nem mesmo os especialistas conseguem chegar a uma definição satisfatória e consensual.

c) Se em nossa cultura existe a palavra arte e realidades identificadas como obras de arte, então existe um conceito e realizações humanas que concretizam esse conceito. Mas podemos duvidar de que seja um conceito universal, existente em todas as culturas.

d) Sendo a arte um objeto estético, podemos dizer que tudo que é belo pode ser considerado arte.

e)  Para ser considerado obra de arte, um objeto deve ser belo, perfeito e adequado à utilidade prática para a qual foi produzido.

f)  Ao afirmar que o objeto estético é “feito paca ser visto e apreciado pelo seu valor intrínseco”, Janson exclui da definição de arte as funções práticas e utilitárias que as obras possam ter.

2. Nas leituras aqui do maiseducativo.com.br falamos sobre um critério de julgamento muito comum: o principal valor artístico de um quadro reside na fidelidade da representação, ou seja, a obra de arte deve se conformar à aparência do mundo real. Escreva agora um pequeno texto, respondendo novamente à questão: Você concorda com esse critério de julgamento? Em sua resposta, leve em consideração a definição de arte dada por H. W.

Gabarito dos exercícios

1. Respostas: b, c; d, f.
2. Resposta pessoal.

Sugestão de atividade-extra de Literatura

Procure reproduções de pinturas em livros de arte ou na internet.

Observe nelas o grau de fidelidade com que o artista representa a realidade. Você se surpreenderá com a grande variedade de relação entre as representações e as coisas representadas. Encontrará até alguns quadros, chamados de “pintura abstrata”, em que os pintores apenas combinam formas e cores, sem qualquer referência direta à realidade.

E aí? Gostou do Exercício? sabia que existem centenas de outras atividades exclusivas lá no curso Português Pra Passar? Clique agora mesmo no link lá no cabeçalho do site.