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Como fazer uma carta argumentativa

A carta argumentativa apresenta uma reclamação e/ou uma solicitação a uma autoridade ou pessoa responsável. Em geral, trata de uma ou várias queixas a respeito de um ou mais problemas, suas causas e consequência. Se for possível, sugere-se uma proposta de solução imediata.

A carta argumentativa tem uma finalidade persuasiva e costuma apresentar a seguinte estrutura:

  • Local e data.
  • Identificação do reclamante e do destinatário.
  • Corpo do texto.
  • Expressão de despedida.
  • Assinatura.
  • Nome do reclamante.

No corpo do texto, a exposição deve ser sucinta e apresentar o objeto da reclamação ou da solicitação, expondo argumentos, descrevendo os fatos que motivam e fundamentam a reclamação ou solicitação. Costuma-se juntar à carta uma cópia dos documentos que comprovem o que está sendo dito, por exemplo, uma nota fiscal.

No caso da carta argumentativa em que haja solicitação de uma solução para o problema, o reclamante pode ou não incluir uma proposta. Em geral, solicita-se resposta por escrito, via e-mail ou carta, e pode-se fixar o prazo de resposta.

A linguagem deve ser clara, objetiva, polida e seguir o padrão formal, geralmente na 1ª pessoa. Os verbos costumam ser empregados no presente do indicativo. Veja, a seguir, dois exemplos de carta argumentativa.

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Modelos de Carta Argumentativa

Modelo de carta nº 2

Modelo de carta nº 2

Propostas de Produção de Texto – Carta argumentativa

Leia as propostas e escolha uma delas.

1ª proposta

Elabore uma carta argumentativa para um destes destinatários: seus pais ou familiares; seus amigos, vizinhos ou colegas de escola; seus professores; uma ou mais pessoas em relação às quais você tenha alguma queixa.

Justifique sua reclamação e dê uma sugestão para resolver o problema.

Troque de texto com um(a) colega. Leia a reclamação escrita por ele(a), mas procure fazer uma leitura com o olhar do destinatário da carta.

Verifique se a queixa está expressa de maneira clara, se está bem justificada e se a linguagem é coerente com o relacionamento entre o destinatário e o remetente. Escreva suas sugestões em uma folha avulsa. Devolva o texto para seu (sua) colega com as sugestões.

Se necessário, reelabore seu próprio texto a partir das anotações do(a) colega.

2ª proposta

Imagine que você, sem perceber, comprou um produto defeituoso. Elabore uma carta argumentativa queixando-se ao fabricante e requerendo a substituição do produto. A linguagem deve ser formal.

Troque de texto com um(a) colega. Leia o texto de seu (sua) colega e verifique se a carta foi elaborada de acordo com os padrões definidos. Faça sugestões por escrito.

Cada aluno deverá reelaborar o próprio texto de acordo com as sugestões do(a) colega.

O que é e como fazer um texto dissertativo

Por tratar-se do modo de organização do texto mais frequente nos exames vestibulares, seguem algumas observações que podem ajudá-lo a elaborar um texto dissertativo a partir das habilidades exigidas.

Nas propostas de dissertação, tem-se oferecido aos candidatos um texto-base ou uma coletânea com diversas produções que devem ser consideradas na construção do texto.

Essa coletânea, que funciona como ponto de partida, exige um exercício de leitura e interpretação e uma seleção de elementos relevantes que devem ser extraídos para se estabelecer relações. Se considerar mais fácil, você poderá começar sua redação escrevendo tudo que vier à cabeça e depois selecionar o que julgar mais importante.

Estabeleça uma linha de argumentação, pense em um caminho para defender seu ponto de vista, relacionando as ideias entre si e estabelecendo hierarquias.

Defina a estrutura de seu texto: introdução, desenvolvimento e conclusão, e, a partir desse esquema, estabeleça o ponto de partida, as ideias que serão apresentadas para tratar da questão, as possíveis soluções para ela.

Como é possível desenvolver o tema de várias formas, você deve escolher a melhor forma de abordagem, contando com sua experiência pessoal e seu conhecimento sobre o assunto. Recomenda-se escrever impessoalmente, dirigindo-se a um interlocutor genérico.

Identifique e organize a apresentação dos fatos; defenda uma tese por meio de argumentos consistentes e os encadeie de forma coerente; por fim, faça uma conclusão que retome o que foi dito e que dê um fechamento ao texto.

Finalmente, não se esqueça de realizar uma verificação final:

  • Os parágrafos e as frases estão construídos adequadamente?
  • As informações estão devidamente apresentadas, com hierarquia e correlação?
  • Houve adequação e pertinência vocabular?
  • O texto corresponde à modalidade escrita formal?

Não se esqueça de checar alguns itens que são sempre avaliados, como correção gramatical (grafia, pontuação, etc); organização de ideias (coerência, coesão, clareza, etc); adequação da linguagem à norma culta da língua.

Você pode utilizar conceitos de várias áreas, recorrer a fatos de seu conhecimento e dados estatísticos, fazer comparações, citações, expor ideias. Mas é muito importante que seu texto tenha uma unidade de sentido, ou seja, deve haver coesão entre as frases, períodos e parágrafos, assim como correlação entre as informações e ideias apresentadas. Portanto, os elementos do texto não devem se contradizer; não pode haver quebra da progressão discursiva ou conclusões dissociadas do que foi exposto.

Agora que você sabe o que é uma dissertação, fica a pergunta:

Você quer aprender a fazer um texto perfeito?

Como identificar o tema da redação

Este é um artigo rápido para ajudar aqueles que ainda têm dificuldade para identificar o tema de uma redação e, depois, compreender a proposta que a banca apresentou. Este é o discurso que uso nas minhas primeiras aulas de redação para vestibular. Digo para os alunos o seguinte:

Antes de começar a escrever sua redação, leia com atenção a proposta para entender o que se pede e identificar o tema. Depois pense em como você desenvolverá seu texto.

O tema da redação pode não estar explicitado. Nesse caso, você terá de identificá-lo a partir de uma interpretação dos textos fornecidos, dos quais vai tirar a idéia-núcleo. Fique atento para não fugir do tema proposto, pois não adequar o texto ao tema pode anular sua redação. A banca examinadora poderá achar que você não foi capaz de compreender as instruções e não fez o exercício de leitura devidamente.

Normalmente, os temas propostos em vestibular não exigem conhecimentos específicos, pois se espera uma formação genérica do candidato. Esta é uma das críticas que se faz ao Enem porque alguns de seus temas podem apresentar certa dificuldade para aqueles que moram distante das cidades como, por exemplo, ribeirinhos. Convém, assim, não se restringir aos dados do texto-base ou aos fragmentos da coletânea (textos e imagens fornecidos pelo enunciado, como reportagem, poema, história em quadrinhos, letra de música, etc). Você pode utilizar outras informações que considerar relevantes para o desenvolvimento do tema e usar sua experiência pessoal, mostrando capacidade de reflexão e análise. Mas tome cuidado para não extrapolar com exemplos que não tenham relação direta com o tema.

Também é importante não fugir do gênero textual e também do modo de organização propostos.

  • Se a redação for em prosa (e normalmente é), não escreva versos, mesmo que sem rima ou métrica.
  • Se a proposta for de texto narrativo, não se limite a relatar um acontecimento, pois nos vestibulares é verificado se você sabe selecionar e interpretar informações, elaborar hipóteses e estabelecer relações. Devem, portanto, aparecer de forma articulada os elementos que constituem esse tipo de texto: narrador, personagem, enredo, cenário e tempo.
  • Se a proposta for de texto dissertativo-argumentativo, não se esqueça de adotar um ponto de vista e sobretudo apresentar e discutir fatos, dados e opiniões sobre o tema abordado.

Nos próximos artigos você vai entender melhor como construir seu texto dissertativo de forma a ter uma nota muito boa no Enem. Se não quiser esperar até lá, veja o texto que escrevi logo abaixo clicando no botão.

Gêneros textuais e domínios sociais de circulação




Gêneros são “acontecimentos textuais” vinculados à nossa vida cultural e social. Sempre que interagimos usando a linguagem, fazemos isso por meio de um gênero textual que, de certa forma, determina o modo como devemos nos expressar. A quantidade deles é praticamente infinita. Sabe-se que uma pessoa, com formação secundária, é capaz de reconhecer algumas centenas deles. Fica até difícil imaginar alguém que não saiba reconhecer um pedido de informação, uma canção folclórica, um provérbio, um boletim de ocorrência, uma receita médica, uma bula de remédio, uma nota fiscal, uma fábula, uma notícia, dentre os inúmeros gêneros que povoam os vários domínios sociais de comunicação. Eles podem aparecer e desaparecer, de acordo com a necessidade.

Veja estes gêneros que se sucederam nos últimos anos por causa das inovações tecnológicas: e-mail, blog, Messenger, Twitter. Provavelmente, seus avós não façam uso deles, e até seus pais podem ter certa dificuldade para aprender alguns entre os últimos explorados. Mesmo entre os mais jovens há aqueles que não dominam totalmente determinada linguagem de um ou outro gênero, seja para ler, oralizar ou escrever. Isso acontece por causa das preferências, necessidades de uso, oportunidades ou habilidades mais desenvolvidas de cada pessoa.

Tente fazer o seguinte exercício de memória: para cada domínio social de comunicação da lista a seguir, associe pelo menos dois gêneros que circulam nele. Podem ser orais, escritos, visuais ou mistos.

Gênero / Domínio social da comunicação

Familiar: lista de compras, recado, ordem, conselho, recomendação
Cotidiano: cartaz de campanha comunitária, placas indicativas de proibições
Escolar: aviso aos pais, boletim de notas, texto didático
Artístico: canção, cartaz de lançamento de filme, resenha de show
Jornalístico: notícia, editorial, reportagem, carta ao leitor, foto, manchete
Publicitário: anúncio publicitário em outdoor, busdoor, jingless
Religioso: oração, pedido de oração, testemunho, sermão, apelo.
Burocrático: formulário para declaração de imposto de renda, atestado de antecedentes criminais, edital de convocação

Os gêneros organizam e dão certa estabilidade às nossas atividades comunicativas do dia a dia. Eles ainda confirmam, atestam e revelam nossos propósitos e intenções.

Você quer aprender a escrever o gênero pedido na redação do Enem?

Exame vestibular – o que eles esperam de você?




O exame de Redação no vestibular não é um concurso literário. Sua função é verificar se o estudante está informado sobre os grandes temas postos em discussão na atualidade e se ele é capaz de produzir um texto claro e bem argumentado sobre um desses temas.
A produção de um texto com essas características pressupõe que seu autor demonstre capacidade para fazer julgamentos críticos. Já abordei isso no artigo em que ensino como se faz um texto dissertativo com começo, meio e fim. Você pode acessá-lo por este link ou pelo link no topo desta página do blog. Além do que foi dito, para a obtenção de uma nota de redação diferenciada, é necessária a posse de três grandes competências:

1ª competência
Apreender a questão posta em debate.

2ª competência
Produzir o texto num registro linguístico adequado.

3ª competência
Posicionar-se sobre essa questão de maneira crítica, convincente e, se possível, criativa.

A competência para aprender a questão posta em debate

O principal motivo para anular uma redação no vestibular é o candidato fugir do tema, isto é, dissertar sobre um assunto que não foi proposto. Isso denuncia que lhe faltou competência para apreender a questão posta em debate. Trata-se de uma incompetência de leitura, e não necessariamente de redação. A dificuldade de identificar o tema sugerido para reflexão pela banca examinadora acaba gerando textos que, em maior ou menor grau, distanciam-se do esperado.

Por diversos motivos, há situações em que essa apreensão não ocorre. Vejamos um exemplo.

No vestibular do meio do ano de 2001, a Fundação Getúlio Vargas apresentou o tema de redação a partir de um fragmento do artigo “A gestão para resultados como ferramenta administrativa nas organizações do terceiro setor”, de autoria de Luiz Rodovil Rossi Jr. Eis o texto, extraído de uma revista eletrônica:

Cresce a confiança depositada nas organizações de um setor em constante e forte expansão no Brasil e no mundo: o chamado terceiro setor. Nesse setor, as organizações são privadas e sem fins lucrativos e complementam as iniciativas do setor governamental e do setor privado no atendimento de diversas necessidades da sociedade e na formação de um sistema econômico mais justo e democrático.
Nessas organizações, se encontram, em sua grande maioria, os indivíduos que valorizam o ser humano de uma maneira intensa e que estão inconformados com as desigualdades sociais e econômicas que a lógica da economia de mercado acaba ignorando, e que o Estado do bem-estar social se mostrou incapaz de resolver.
O crescimento da consciência comunitária encontra, nessas organizações, um ambiente favorável a sua aplicabilidade. Os valores predominantes, bastante adequados para os que trabalham no desenvolvimento dessas organizações, são: democracia, transparência, coletividade, flexibilidade e criatividade.

ROSSI R., Luiz Rodovil. .4 gestão para resultados como ferramenta administrativa nas organizações do terceiro setor. Integração – A revista eletrônica do terceiro setor. Ano IV, n. 2. maio)




Alguns candidatos às concorridas vagas do vestibular da FGV-SP cometeram o deslize de ler descuidadamente o texto proposto como base para a discussão. Em lugar de “terceiro setor”, alguns entenderam “setor terciário”; assim, em vez de dissertar sobre a importância do trabalho voluntário e comunitário, escreveram sobre a importância do setor de serviços na sociedade contemporânea. Essa confusão indica duas coisas: ou a apreensão do tema não foi bem feita (para evitar isso, convém dedicar mais tempo à leitura do texto) ou, pior ainda, aqueles candidatos não sabiam o que era “terceiro setor” (nesse caso, vale lembrar que o repertório cultural de cada um está sendo avaliado no exame de Redação).

A competência para produzir o texto num registro linguístico adequado

O candidato deve considerar a ideia de que todo texto é aperfeiçoável ao infinito. Por isso, convém usar a própria linguagem da maneira mais caprichada que o tempo disponível permitir. Isso não quer dizer que a redação deva ser escrita numa linguagem empolada e falsamente sofisticada.

Veja o que a Fuvest diz a esse respeito:

Serão examinados pontos como a propriedade e a abrangência do vocabulário empregado, além de ortografia, morfologia, sintaxe e pontuação. A ocorrência de clichês e frases feitas, o uso inadequado de vocábulos são aspectos, em princípio, negativos.

Disponível em: www.fuvest.br.

Essas observações apontam para a competência linguística em sentido amplo que os textos devem manifestar — no caso da dissertação, o domínio da norma culta escrita.

Muitas vezes, essa competência dá ao texto uma boa dose de credibilidade. E o que atesta este fragmento de um editorial da Folha de S.Paulo (19 mar. 2002, p. A-2) sobre a ousadia dos bandidos em ataques a prédios públicos na capital paulista:

Prédios e funcionários públicos tornaram-se alvos preferenciais dessa onda intimidatória desferida pelo crime organizado. Pode ser um indício de que, sentindo o endurecimento da polícia, os bandidos estejam ensaiando um contragolpe. Assusta a hipótese de que à já violenta rotina de São Paulo venha agregar-se um tipo de luta pseudoterrorista do crime organizado contra o Estado. Mas esse é um risco que é preciso correr se a alternativa fora acomodação à realidade da delinquência.

O texto contém vários indícios da competência linguística do enunciador — notem-se, por exemplo, a inversão sintática e as escolhas lexicais no período destacado. Além disso, a tese de que é preciso tomar uma providência em relação à “onda intimidatória desferida pelo crime organizado”, além de lícita, é defendida sem o tom ingênuo e panfletário de alguns textos que falam sobre a violência.

III. A competência para posicionar-se sobre essa questão de maneira crítica, convincente, se possível, criativa




Sobre essa iniciativa que o estudante deve demonstrar para discutir de maneira satisfatória a questão posta em debate, a Fuvest afirma:

[…] verificar-se-á a pertinência da elaboração do tema, considerando-se também a capacidade crítica e argumentativa, bem como a maturidade e a inventividade que no texto se manifestam.

Depois de apreender e compreender o tema, cabe ao candidato demonstrar “capacidade crítica e argumentativa” na elaboração do seu texto. Isso significa que ele deve mostrar-se capaz de produzir, dentro do tempo disponível (uma hora e meia ou duas horas, aproximadamente), uma redação que manifeste uma reflexão própria a respeito do tema em questão. Em outras palavras, é preciso manifestar julgamentos críticos.

Não se trata de demonstrar a posse de um conhecimento já construído e comprovado, como o que se avalia nas provas de disciplinas específicas — tanto é que elas podem ser gabaritadas. O que o exame de Redação quer avaliar é, sobretudo, a competência de usar a capacidade criadora para ensaiar respostas sustentáveis para certas questões polêmicas.

E claro que os conhecimentos adquiridos ao longo da vida escolar são importantes para a elaboração de uma boa redação, mas o que mais conta nessa prova não é a mera capacidade de reproduzir informações sobre o tema posto em discussão, mas sim a de explorá-las para encontrar uma resposta convincente, plausível e, quem sabe, criativa para o problema proposto como desafio.

Como fazer uma redação do início ao fim

Imagine que você queira dissertar sobre o seguinte tema:

Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves problemas que preocupam a todos.

Sua primeira providência deve ser copiar este tema em uma folha de rascunho e fazer a pergunta:

POR QUÊ?

Ao iniciar sua reflexão sobre o tema proposto e sobre uma possível resposta para a questão, procure recordar-se do que já leu ou ouviu a respeito dele. E quase certo que você tenha ao menos uma noção acerca de qualquer tema que lhe vier a ser apresentado. Adaptando um texto que tinha aqui e usava em minhas aulas, quero propor uma forma de discutir o tema e montar um texto dissertativo dos mais simples, porém correto.

O ideal, para que sua dissertação explore suficientemente o assunto, é que você obtenha duas ou três “respostas” para a questão formulada; estas “respostas” chamam-se argumentos. Os professores de cursinhos sempre dão essa dica em suas aulas online. Vejamos agora que argumentos poderíamos encontrar para este tema. Uma possibilidade é pensar que um dos sérios problemas que o homem não consegue resolver é o da miséria. Assim, já teríamos o primeiro argumento:

Existem populações imersas em completa miséria.

Pensando um pouco mais nos problemas que enfrentamos, poderíamos formular o segundo argumento:

A paz é interrompida frequentemente por conflitos internacionais.

Refletindo um pouco mais sobre as questões que afligem a humanidade, logo lembramos do desequilíbrio ecológico, que pode ser nosso terceiro argumento:

O meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico.

Viu como foi fácil? Os argumentos selecionados são exaustivamente noticiados por qualquer meio de comunicação.

Dessa maneira, obtemos o seguinte quadro:

Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves problemas que preocupam a todos.

1. Existem populações imersas em completa miséria.
2. A paz é interrompida frequentemente por conflitos internacionais.
3. O meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico.

Você pode encontrar outros argumentos além destes apresentados acima que justifiquem a afirmação proposta pelo tema. A única exigência é que eles se relacionem com o assunto sobre o qual está escrevendo.
Uma vez estabelecido o tema e os três argumentos, você já dispõe do necessário para, agora, na folha definitiva, começar a redigir sua dissertação. Ela deverá constar de três partes fundamentais: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.

Vamos agora redigir o primeiro parágrafo, ou seja, a Introdução, baseando-nos no quadro acima. Para compô-la, basta que você copie o tema e a ele acrescente os três argumentos, assim como aparecem no quadro. Veja como poderia ser:

Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves problemas que preocupam a todos, pois existem populações imersas em completa miséria,    a paz é interrompida frequentemente por conflitos internacionais e, além do mais, o meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico.

Observe que, na Introdução, os argumentos são apenas mencionados. Neste primeiro parágrafo informamos o assunto de que a dissertação vai tratar; cada argumento será convenientemente desenvolvido nos parágrafos seguintes. Repare nas palavras pois e além do mais, colocadas neste texto para ligar as diferentes partes da Introdução. São elas que reúnem o tema aos argumentos. Depois de terminado o parágrafo da Introdução, você poderá passar ao Desenvolvimento, explicando cada um dos argumentos expostos acima.

Assim, no próximo parágrafo, escreva tudo o que souber sobre o fato de existirem populações miseráveis.

Embora o planeta disponha de riquezas incalculáveis — estas, mal distribuídas, quer entre Estados, quer entre indivíduos —, encontramos legiões de famintos em pontos específicos da Terra. Nos países do Terceiro Mundo, sobretudo em certas regiões da África, vemos, com tristeza, a falência da solidariedade humana e da colaboração entre as nações.

Como você pode perceber, convém, vez por outra, lançar mão de certos exemplos para comprovar suas afirmações.

No parágrafo seguinte desenvolve-se o segundo argumento:

Além disso, nestas últimas décadas, temos assistido, com certa preocupação, aos inúmeros conflitos internacionais que se sucedem. Muitos trazem na memória a triste lembrança das guerras do Vietnã e da Coreia, as quais provocaram grande extermínio. Em nossos dias, testemunhamos conflitos na antiga Iugoslávia, em alguns países membros da Comunidade dos Estados Independentes, sem falar da Guerra do Golfo, que tanta apreensão nos causou.

Note a presença da expressão Além disso no início do parágrafo, que estabelece a ligação com o parágrafo anterior. Ela deve ser colocada para evidenciar o fato de que os parágrafos se relacionam entre si.

Falemos agora do terceiro argumento:

Outra preocupação constante é o desequilíbrio ecológico, provocado pela ambição desmedida de alguns, que promovem desmatamentos desordenados e poluem as águas dos rios. Tais atitudes contribuem para que o meio ambiente, em virtude de tantas agressões, acabe por se transformar em local inabitável.

Observe a expressão Outra preocupação constante, colocada no início deste parágrafo. Ela é o elemento de ligação com o parágrafo anterior do Desenvolvimento. Estabelece a conexão entre os argumentos apresentados.

Para que sua dissertação fique completa, falta apenas elaborar um último parágrafo que se denomina Conclusão. Para isso, é preciso que analisemos suas partes constitutivas.

A Conclusão pode iniciar-se com uma expressão que remeta ao que foi dito nos parágrafos anteriores (expressão inicial). A ela deve seguir-se uma reafirmação do tema proposto no início da redação. No final do parágrafo, é interessante colocar uma observação, fazendo um comentário sobre os fatos mencionados ao longo da dissertação.

Com base nessa orientação, já podemos redigir o parágrafo final, ou seja, a Conclusão.

Em virtude dos fatos mencionados,    somos levados a acreditar que o homem está muito longe de solucionar os graves problemas que afligem diretamente uma grande parcela da humanidade e indiretamente a qualquer pessoa consciente e solidária. É desejo de todos nós que algo seja feito no sentido de conter essas forças ameaçadoras, para podermos suportar as adversidades e construir um mundo que, por ser justo e pacífico, será mais facilmente habitado pelas gerações vindouras.

OBSERVAÇÃO:

Caso você deseje, é possível que a Conclusão seja formada apenas pelo comentário final, dispensando o início, constituído pela expressão inicial e reafirmação do tema; eles atuam apenas como reforço, como ênfase ao problema abordado.

Agora, reunindo todos os parágrafos escritos, temos a dissertação completa, acrescida de um título:

Terra: uma preocupação constante

Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves problemas que preocupam a todos, pois existem populações imersas em completa miséria, a paz é interrompida frequentemente por conflitos internacionais e, além do mais, o meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico.
Embora o planeta disponha de riquezas incalculáveis — estas, mal distribuídas, quer entre Estados, quer entre indivíduos — encontramos legiões de famintos em pontos específicos da Terra. Nos países do Terceiro Mundo, sobretudo em certas regiões da África, vemos, com tristeza, a falência da solidariedade humana e da colaboração entre as nações.
Além disso, nestas últimas décadas, temos assistido, com certa preocupação, aos inúmeros conflitos internacionais que se sucedem. Muitos trazem na memória a triste lembrança das guerras do Vietnã e da Coreia, as quais provocaram grande extermínio. Em nossos dias, testemunhamos conflitos na antiga Iugoslávia, em alguns países membros da Comunidade dos Estados Independentes, sem falar da Guerra do Golfo, que tanta apreensão nos causou.
Outra preocupação constante é o desequilíbrio-ecológico, provocado pela ambição desmedida de alguns, que promovem desmatamentos desordenados e poluem as águas dos rios. Tais atitudes contribuem para que o meio ambiente, em virtude de tantas agressões, acabe por se transformar em local inabitável.
Em virtude dos fatos mencionados, somos levados a acreditar que o homem está muito longe de solucionar os grandes problemas que afligem diretamente uma grande parcela da humanidade e indiretamente a qualquer pessoa consciente e solidária. É desejo de todos nós que algo seja feito no sentido de conter essas forças ameaçadoras, para podermos suportar as adversidades e construir um mundo que, por ser justo e pacífico, será mais facilmente habitado pelas gerações vindouras.
Caso você deseje fazer uma dissertação um pouco menor, basta usar dois argumentos em vez de três.

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saiba-mais-ctaUpdate: Veja aqui uma revisão em Power Point que elaborei para revisar as características principais do Gêneros Textuais mais importantes na prova de Redação do Enem.

Qual a diferença entre TEMA e TÍTULO?

descomplica-homeUma dissertação consiste em defender uma ideia. Ela é, nos vestibulares, responsável, muitas vezes, por metade da nota final do candidato. Por isso mesmo que aprender a fazer uma dissertação é muito importante. Aulas online de Redação são sempre uma opção viável por isso que escrevemos uma série de artigos sobre o assunto e que começa neste no qual falamos sobre a diferença entre tema e título.

Bem, para organizar uma dissertação convém seguir certas instruções que iremos fornecer-lhe agora.

O primeiro passo, antes de começar, é reconhecer a diferença entre um tema e um título. O tema é o assunto sobre o qual você irá escrever, ou seja, a ideia que será defendida ao longo de sua composição. Por outro lado, o título é a expressão, geralmente curta, colocada no início do trabalho; ele é, na verdade, apenas uma vaga referencia ao assunto que você abordará. Observe a diferença entre eles nos exemplos abaixo:

Título: O jovem e a política

Tema: Ultimamente temos notado um enorme interesse dos jovens em participar da vida política desta nação.

Título: A cidade e seus problemas

Tema: A cidade de São Paulo enfrenta atualmente grandes problemas.

Título: A importância da Península Arábica

Tema: Entendemos que a comunidade internacional deva preocupar-se com os acontecimentos que envolvam a Península Arábica, já que grande parte do petróleo que o mundo consome sai desta região.

Título: As contradições na era da comunicação

Tema: Vivendo a era da comunicação, o homem contemporâneo está cada vez mais só.

É evidente que para cada um dos títulos poderiam caber inúmeros outros temas diferentes dos que foram apresentados acima. Da mesma forma, para cada um dos temas também poderiam ser criados outros títulos. Por exemplo: para o título “O jovem e a política” poderíamos, caso preferíssemos, estabelecer um outro tema bastante divergente do anterior, como: “Infelizmente constatamos que o jovem não só não se interessa pela política, mas também desconhece totalmente os mecanismos que conduzem ao poder e que determinam os rumos da nação”.

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A partir dos exemplos apresentados anteriormente, constatamos que existem as seguintes diferenças entre tema e título:

Título

1.  E uma referência vaga a um assunto.
2.   É uma expressão mais curta que o tema.
3.   Na maioria das vezes, não contém um verbo.

Tema

1.   É uma afirmação sobre determinado assunto, em que se percebe uma tomada de posição.
2.   E uma oração que apresenta um começo, meio e final.
3.   Por ser uma oração, deve apresentar ao menos um verbo.

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