O que o PCN diz sobre a prova de Linguagens no Enem?




É sempre importante para quem é professor de Língua Portuguesa ou mesmo para quem é candidato num exame como o do Enem se preparar adequadamente lendo o que já foi publicado sobre o exame e que, de quebra, possa ser usado na hora da redação. Todos sabemos que em alguns vestibulares e concursos, a redação é responsável por 50% da nota e, por isso, não deve ser desprezada. No Enem não é assim, mas minha experiência preparando os jovens para este exame tem mostrado que a redação acaba sendo o diferencial entre os que conseguiram a vaga na faculdade desejada e aqueles que até foram aprovados, mas tiveram de mudar seus planos de estudo.

A prova de linguagens no vestibular

“Somente o homem é um animal político, isto é, social e cívico, porque somente ele é dotado de linguagem. A linguagem permite ao homem exprimir-se e é isso que torna possível a vida social”, disse Aristóteles (384-322 a.C).

O filósofo grego define o homem como político no sentido do vocábulo grego politikós, ou seja, cidadão, aquele que é capaz de viver na polis (cidade), em sociedade. E ele atribuía à capacidade de linguagem, que nos é inerente, o fato de os homens conseguirem viver em sociedade.

A linguagem animal, constituída pela emissão de sons e comportamentos determinados, permite e garante a sobrevivência e perpetuação das espécies. Há, porém, uma diferença entre a linguagem animal e a linguagem humana. Enquanto a primeira é estática e condicionada, não consciente, a segunda é fruto do raciocínio, e a expressão por meio dela é consciente e intencional, não meramente instintiva. E mais, a linguagem humana é dinâmica e criativa.

Num primeiro momento, pode-se definir linguagem humana como todo sistema que, por meio da organização de sinais, permite a expressão ou a representação de ideias, desejos, sentimentos, emoções. Essa representação possibilita leitura, o que concretiza a dinâmica da interação, da comunicação e, consequentemente, da socialização. Num segundo momento, pode–se defini-la como a capacidade inerente ao homem de aprender uma língua e de fazer uso dela.

A linguagem é a capacidade humana de articular significados coletivos e compartilhá-los […]. A principal razão de qualquer ato de linguagem é a produção de sentido.

Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN): ensino médio. Brasília: MEC/SEMTEC, 1999. p. 125.

É muito importante entender esses conceitos e, mais que isso, saber como se manifesta a língua no cotidiano e como os avaliadores esperam que você faça sua prova.

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