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O corpo – exercício de interpretação de textos




Este é mais um exercício direcionado para aqueles que farão Enem. esta sequência de atividades de interpretação já com gabarito vai contribuir para que você pratique e veja como anda seu desempenho em interpretação de textos. Isso porque você além de estudar como se faz uma redação perfeita ainda poderá mandar muito bem nos exercícios de outras disciplinas que, invariavelmente, pedem que sejam interpretados pequenos textos nos próprios enunciados. veja então esta atividade e vamos em frente.

Atividade de interpretação de textos para Enem e vestibular

CORPO

Na doença é que descobrimos que não vivemos sozinhos, mas sim encadeados a um ser de um reino diferente, de que nos separam abismos, que não nos conhece e pelo qual nos é impossível fazer-nos compreender: o nosso corpo. Qualquer assaltante que encontremos numa estrada, talvez consigamos torná-lo sensível ao seu interesse particular, senão à nossa desgraça. Mas pedir compaixão a nosso corpo é discorrer diante de um polvo, para quem as nossas palavras não podem ter mais sentido que o rumor das águas, e com o qual ficaríamos cheios de horror de ser obrigados a viver.

(Proust)

descomplica-home1) Segundo o texto, o nosso corpo:

a) tem plena consciência de viver encadeado a um ser diferente.

b) conhece perfeitamente o outro ser a que está encadeado.

c) é separado de nossa alma por um abismo intransponível.

d) se torna conhecido pouco a pouco.

e) só na doença é que tem sua existência reconhecida.

2) A conjunção mas no início do texto opõe basicamente duas palavras do texto, que são:

a) descobrimos / vivemos

b) sozinhos / encadeados

c) vivemos / encadeados

d) doença / reino

e) sozinho / ser

3) “…pelo qual nos é impossível fazer-nos compreender.”; esse segmento do texto quer dizer que:

a) não nos é possível fazer com que nosso corpo nos compreenda.

b) é impossível compreender o nosso corpo.

c) é possível fazer com que alma e corpo se entendam.

d) é impossível ao corpo compreender o ser humano.

e) o corpo humano pode compreender mas não pode ser compreendido.

4) “Qualquer assaltante que encontremos…”; nesse segmento, o uso do subjuntivo mostra uma:

a) certeza

b) comparação

c) possibilidade

d) previsão

e) condição

5) O item abaixo em que o pronome sublinhado tem seu antecedente corretamente indicado é:

a) “…ao seu interesse particular…”: corpo

b) “…para quem as nossas palavras…”: assaltante

c) “…de que nos separam abismos…”: sozinhos

d) “…e com o qual ficaríamos…”: águas

e) “…talvez consigamos torná-lo…”: assaltante

6) “…senão à nossa desgraça.”; o vocábulo sublinhado eqüivale, nesse segmento, a: 4 ,

a) ou

b) exceto

c) salvo

d) e não

e) se

7)”…é discorrer diante de um polvo.”; esse segmento do texto representa uma tarefa:

a) trabalhosa

b) inútil

c) frutífera

d) temerosa

e) destemida

Gabarito dos exercícios de interpretação

1) Letra e




A resposta está, bem nítida, nas duas primeiras linhas do texto, principalmente no trecho: “Na doença é que descobrimos…” Adiante aparece, na função de aposto da palavra ser, o vocábulo corpo. A letra c, que pode confundir alguns, é incorreta porque fala em abismo intransponível, quando o texto diz que estamos encadeados a ele.

2) Letra b

Questão de coesão textual. A conjunção mas é adversativa, cria oposição. Sozinhos se opõe a encadeados. Se estamos encadeados, ligados a alguma coisa, não estamos sozinhos.

3) Letra a

Questão de paráfrase. Embora o trecho destacado admita outra interpretação (não podemos, por meio do nosso corpo, fazer com que nos entendam), a letra a corresponde ao seu sentido. Cuidado com a opção d; ela é genérica, enquanto o texto é específico, trata de cada um em particular, tanto é assim que o autor se inclui ao usar a primeira pessoa do plural.

4) Letra c

O modo subjuntivo apresenta o fato de maneira duvidosa, hipotética, diferentemente do indicativo. Ao dizer eu canto, slpessoa transmite a idéia de maneira real, indubitável, precisa: é o presente do indicativo; já ao falar que eu cante,transmite uma idéia imprecisa, vaga, pode ser que a ação não se concretize: é o presente do subjuntivo. Tal é o valor de encontremos no texto. Por isso a resposta é a letra c.

5) Letra e

Questão de coesão textual. Pela ordem, temos: seu —» assaltante; quem —> polvo; nos —> seu antecedente não está expresso, seria nós; o qual —> polvo (o pronome relativo o qual sempre concorda com o antecedente, que, então, não poderia ser águas). O gabarito é a letra e, pois o pronome átono Io (alteração de o), que significa ele, refere-se a assaltante: tornar o assaltante sensível.

6) Letra a

Questão de sinonímia. A palavra senão tem vários significados. No texto o seu sentido lógico só pode ser ou: ou à nossa desgraça. As outras opções se excluem naturalmente.

7) Letra b

Um polvo, evidentemente, não tem como entender o que se diz a ele. Seria uma atividade inútil. Popularmente, costuma-se usar a palavra porta para indicar essa inutilidade.

O corpo – exercício de interpretação de textos
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