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Como identificar o tema da redação

Este é um artigo rápido para ajudar aqueles que ainda têm dificuldade para identificar o tema de uma redação e, depois, compreender a proposta que a banca apresentou. Este é o discurso que uso nas minhas primeiras aulas de redação para vestibular. Digo para os alunos o seguinte:

Antes de começar a escrever sua redação, leia com atenção a proposta para entender o que se pede e identificar o tema. Depois pense em como você desenvolverá seu texto.

O tema da redação pode não estar explicitado. Nesse caso, você terá de identificá-lo a partir de uma interpretação dos textos fornecidos, dos quais vai tirar a idéia-núcleo. Fique atento para não fugir do tema proposto, pois não adequar o texto ao tema pode anular sua redação. A banca examinadora poderá achar que você não foi capaz de compreender as instruções e não fez o exercício de leitura devidamente.

Normalmente, os temas propostos em vestibular não exigem conhecimentos específicos, pois se espera uma formação genérica do candidato. Esta é uma das críticas que se faz ao Enem porque alguns de seus temas podem apresentar certa dificuldade para aqueles que moram distante das cidades como, por exemplo, ribeirinhos. Convém, assim, não se restringir aos dados do texto-base ou aos fragmentos da coletânea (textos e imagens fornecidos pelo enunciado, como reportagem, poema, história em quadrinhos, letra de música, etc). Você pode utilizar outras informações que considerar relevantes para o desenvolvimento do tema e usar sua experiência pessoal, mostrando capacidade de reflexão e análise. Mas tome cuidado para não extrapolar com exemplos que não tenham relação direta com o tema.

Também é importante não fugir do gênero textual e também do modo de organização propostos.

  • Se a redação for em prosa (e normalmente é), não escreva versos, mesmo que sem rima ou métrica.
  • Se a proposta for de texto narrativo, não se limite a relatar um acontecimento, pois nos vestibulares é verificado se você sabe selecionar e interpretar informações, elaborar hipóteses e estabelecer relações. Devem, portanto, aparecer de forma articulada os elementos que constituem esse tipo de texto: narrador, personagem, enredo, cenário e tempo.
  • Se a proposta for de texto dissertativo-argumentativo, não se esqueça de adotar um ponto de vista e sobretudo apresentar e discutir fatos, dados e opiniões sobre o tema abordado.

Nos próximos artigos você vai entender melhor como construir seu texto dissertativo de forma a ter uma nota muito boa no Enem. Se não quiser esperar até lá, veja o texto que escrevi logo abaixo clicando no botão.

Estratégias para fazer uma leitura eficaz

A leitura dos inúmeros gêneros textuais que circulam nos diversos domínios é uma atividade interativa desafiadora. Para interagir na vida social, precisamos encarar um desafio complementar: desenvolver competências relacionadas à produção textual.  Após ler o artigo sobre estratégias de leitura, recomendo a leitura desses outros aspectos importantes que devem ser empregadas para evidenciar:

1. Os aspectos discursivos

• Identificar o gênero textual e a tipologia do trecho lido;
• Reconhecer os propósitos comunicativos do texto;
• Perceber marcas de outros textos no texto analisado;
• Observar as condições de produção do texto (autor, local e data de produção, leitor);
• Identificar o tema tratado.

2. A organização da informação
• Observar títulos e subtítulos;
• Analisar ilustrações;
• Reconhecer elementos paratextuais (parágrafos, negritos, itálicos, sublinhados, enumerações, deslocamentos, legendas, quadros, gráficos, etc);
• Identificar palavras-chave;
• Marcar fragmentos significativos;
• Relacionar e integrar ideias-chave apresentadas em vários pontos do texto;
• Decidir se há necessidade de recorrer ao dicionário ou a outra fonte de consulta.

3. A coerência textual

• Ativar e usar conhecimentos prévios sobre o tema;
• Usar conhecimentos prévios sobre o contexto de situação em que o texto foi produzido;
• Identificar as relações de sentido existentes no texto.

4. O processamento do texto

• Construir paráfrases mentais ou orais dos fragmentos mais complexos;
• Substituir palavras complexas por sinônimos conhecidos;
• Reconhecer relações gramaticais (sintáticas e morfológicas) e lexicais (de sentido);
• Identificar/construir os principais sentidos do texto.

5. O “como se aprende” a conhecer o processamento da leitura

•  Propor objetivos pessoais e significativos para a leitura;
•  Controlar a atenção voluntária no objetivo da leitura;
•  Manter a consciência durante o processamento do texto, segmentando ou relacionando as unidades de significação;
•  Controlar o percurso, o ritmo e a velocidade da leitura, de acordo com os objetivos estabelecidos;
•  Detectar erros no processamento do texto;
• Autoavaliar continuamente a atividade e fazer as correções necessárias.

Para suas atividades de leitura e compreensão de diferentes gêneros textuais, aplique essas estratégias.

Estratégias de leitura – Aprenda a ler direito




A leitura dos inúmeros gêneros textuais que circulam nos diversos domínios é uma atividade interativa desafiadora. Para interagir na vida social, precisamos encarar um desafio complementar: desenvolver competências relacionadas à produção textual. Assim, ler e produzir textos funcionaria como uma avenida de mão dupla: ações simultâneas e ações complementares.
Na prática, toda leitura é situada em um contexto social, temporal e cultural específico. Quanto maior for a identificação sociocultural estabelecida entre o texto e seus interlocutores, tanto melhor será a construção de sentidos gerada por meio dele.

Para ajudá-lo a desenvolver estratégias discursivas de leitura que o tornem um leitor autônomo, capaz de construir sentidos a partir da interação leitor-texto-autor, apresentamos algumas perguntas e respostas para servirem como roteiro de análise:

1.Quem escreve?
Autor.

2. Para quem escreve?
Público específico ou geral.

3. Onde o texto é veiculado?
Suporte material ou virtual.

4. 0 autor escreve com que autoridade?
Papel social do autor.

5. Com qual objetivo?
Propósito do autor ou instituição representada.

6. O que já sei sobre o tema?
Conhecimentos prévios do leitor.

7. Quais são as ideias principais do texto?
Informações.

8. Que outros textos foram citados?
Intertextualidade.

9. Que partes do texto apresentam objetivos, definições, comparações, causas, consequências, conclusões?

10. Como essas partes se relacionam?
Estrutura textual.

11. Com que argumentos as ideias são defendidas?
Comprovação.

12. Onde e de que maneira a subjetividade está marcada?
Posicionamento explicitado.

13. Quais são as vozes presentes no texto além da voz do autor?
Responsabilidade compartilhada das ideias.

14. Quais são os exemplos citados?
Fatos, dados.

15. Quais são os testemunhos utilizados?
Depoimentos.

16. Como são tratadas as ideias contrárias?
Rebatimento ou antecipação de oposições.

Este texto é uma adaptação de: GARCEZ, Lucília H. do Carmo. Técnica de redação: o que é preciso saber para bem escrever. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

UPDATE: Faça também a leitura da segunda parte deste artigo clicando aqui.

Gêneros textuais e domínios sociais de circulação




Gêneros são “acontecimentos textuais” vinculados à nossa vida cultural e social. Sempre que interagimos usando a linguagem, fazemos isso por meio de um gênero textual que, de certa forma, determina o modo como devemos nos expressar. A quantidade deles é praticamente infinita. Sabe-se que uma pessoa, com formação secundária, é capaz de reconhecer algumas centenas deles. Fica até difícil imaginar alguém que não saiba reconhecer um pedido de informação, uma canção folclórica, um provérbio, um boletim de ocorrência, uma receita médica, uma bula de remédio, uma nota fiscal, uma fábula, uma notícia, dentre os inúmeros gêneros que povoam os vários domínios sociais de comunicação. Eles podem aparecer e desaparecer, de acordo com a necessidade.

Veja estes gêneros que se sucederam nos últimos anos por causa das inovações tecnológicas: e-mail, blog, Messenger, Twitter. Provavelmente, seus avós não façam uso deles, e até seus pais podem ter certa dificuldade para aprender alguns entre os últimos explorados. Mesmo entre os mais jovens há aqueles que não dominam totalmente determinada linguagem de um ou outro gênero, seja para ler, oralizar ou escrever. Isso acontece por causa das preferências, necessidades de uso, oportunidades ou habilidades mais desenvolvidas de cada pessoa.

Tente fazer o seguinte exercício de memória: para cada domínio social de comunicação da lista a seguir, associe pelo menos dois gêneros que circulam nele. Podem ser orais, escritos, visuais ou mistos.

Gênero / Domínio social da comunicação

Familiar: lista de compras, recado, ordem, conselho, recomendação
Cotidiano: cartaz de campanha comunitária, placas indicativas de proibições
Escolar: aviso aos pais, boletim de notas, texto didático
Artístico: canção, cartaz de lançamento de filme, resenha de show
Jornalístico: notícia, editorial, reportagem, carta ao leitor, foto, manchete
Publicitário: anúncio publicitário em outdoor, busdoor, jingless
Religioso: oração, pedido de oração, testemunho, sermão, apelo.
Burocrático: formulário para declaração de imposto de renda, atestado de antecedentes criminais, edital de convocação

Os gêneros organizam e dão certa estabilidade às nossas atividades comunicativas do dia a dia. Eles ainda confirmam, atestam e revelam nossos propósitos e intenções.

Você quer aprender a escrever o gênero pedido na redação do Enem?

Introdução ao estudo do sujeito e predicado




A maior ambição das pessoas que estudam uma língua é adquirir a capacidade de compreender e produzir textos com proficiência, já que é por meio deles que se obtêm informações e conhecimentos sobre o mundo e se estabelecem relações entre as pessoas.

Uma pergunta frequente é como se deve proceder para retirar dos textos os conhecimentos que eles contêm, e o que se deve fazer para produzir mensagens capazes de atingir os resultados pretendidos.
Uma das respostas é que, sem conhecer o significado das palavras, ninguém é capaz de compreender ou produzir textos. Essa é uma verdade indiscutível, e sua comprovação mais evidente se dá quando ouvimos ou lemos um texto em língua estrangeira.

É fácil imaginar a dificuldade de um turista num país de língua desconhecida, quando, numa emergência, precisa consultar um médico. Experiências desse tipo são sempre desastrosas: o paciente não é capaz de revelar seus sintomas nem de compreender as perguntas do médico. Disso tudo se conclui, com absoluta certeza, que, para um bom desempenho numa língua qualquer, é necessário conhecer o sentido das palavras.

No entanto o conhecimento do sentido das palavras, por mais importante que seja, não é suficiente nem para produzir nem para compreender o significado de um enunciado. Por quê?
Porque o sentido do enunciado não depende apenas das palavras que o compõem, mas também do modo como elas se relacionam entre si.

Prova disso é que dois enunciados podem ter sentidos completamente diferentes, embora formados pelas mesmíssimas palavras.

Exemplos:

I) O rei transformou cidadãos livres em escravos.

II) O rei transformou escravos em cidadãos livres.

As palavras dos dois enunciados são absolutamente idênticas, mas os sentidos deles são opostos:

•   em I, o rei é um tirano opressor do povo, pois escravizou cidadãos livres;
•   em II, é um libertador, pois alforriou escravos, fazendo deles cidadãos livres.

Esse exemplo serve para demonstrar que, tanto para a compreensão quanto para a produção do sentido de um enunciado, é necessário conhecer o significado das palavras que o compõem; mas isso não é suficiente, já que as mesmas palavras, combinadas de modos diferentes, produzem sentidos diferentes.

E você? Quer aprender mais e melhor?

Matemática Prática para EF e Médio

Neste artigo você poderá encontrar as atividades publicadas no grupo Matemática Prática no Facebook. Este é um espaço de compartilhamento de informações e atividades práticas relacionadas ao ensino dessa disciplina. Divulgue este artigo e participe da comunidade para ter acesso a todas as atividades em primeira mão.

Lista de atividades de Matemática

Você pode baixar todas as atividades diretamente da minha pasta compartilhada no Google Drive. Clique aqui e acesse a pasta para baixar os arquivos do grupo.

Projeto de leitura e escrita

Este é um pequeno projeto de leitura e escrita que pode ser facilmente adaptado para o contexto das salas de aula do ensino Fundamental e Médio.

“Ler é ampliar horizontes… é interagir com o mundo que nos rodeia: conhecer lugares, pessoas culturas. E viajar, dar asas a imaginação, mergulhar no mundo interior, conectando-nos com o nosso potencial. Através da leitura adquire-se conhecimentos e amplia-se nossa própria visão de mundo – de estar no mundo e nas relações.”

PROJETO DE LEITURA EXTRACLASSE

A leitura pressupõe um campo comum de experiências entre um autor e um leitor produzindo sentidos. Já nos ensinava Franz Kafka “Lemos paro fazer perguntas”, mas para que isso aconteça é preciso ler, ler, ler, refletir, discutir, formular hipóteses, percebendo que em cada texto há uma visão do mundo de seu autor e, em cada leitura, carregamos nossas experiências e vivências, tentando formar nossa própria visão de mundo.

OBJETIVO:

Prover os alunos com diferentes tipos de textos: informativos, opinativos, literários, entre outros, para que tenham contato com uma diversidade textual observando o contexto de sua produção, circulação e consumo, visando o desenvolvimento e aprimoramento de estratégias de leitura eficientes que permitam ao aluno a compreensão de diferentes mensagens, a fim de viver plenamente na sociedade que impõem a cada dia mais exigências de contato e familiaridade com diferentes formas de linguagem.

JUSTIFICATIVA:

O povo brasileiro lê pouco, quase nada e muito mal. Uma pesquisa recente (PISA) mostrou que o Brasil foi um dos últimos classificados no quesito capacidade de leitura. Ler e estudar deveriam ser entendidos como um grande investimento, cujo lucro seria o grande crescimento do país com cidadãos mais letrados, portanto, mais conscientes, mais pensantes e críticos.

METODOLOGIA:

1- Leitura visual do texto solicitado pelo professor seguindo o que será passado no início de cada bimestre.
2- Destacar com caneta marca texto os tópicos frasais (ideias principais) e palavras importantes.
3- Fazer, através da técnica de resumo, um apanhado geral daquilo que foi absorvido mediante a leitura.
4- Emitir opinião reflexiva e crítica sobre o assunto lido.

PASSOS PARA A ESCRITA DE RESUMO E OPINIÃO:

No início da folha preencher as seguintes informações sobre o texto lido:

  • Número da atividade: 1, 2, 3 e assim sucessivamente.
  • Título: título do texto que você leu.
  • Fonte: nome da revista, jornal, site de internet, etc. de onde foi tirado o texto.
  • Editora: editora que fez a impressão do texto.
  • Data  de  edição:  data  em  que  foi  impresso  ou editado o artigo.
  • Data de apresentação: data predeterminada pela professora para entrega do resumo.

Após esses dados, pular uma linha e escrever:

Resumo: Texto mais curto que o texto original, traz as informações mais importantes.  Possui começo,
meio e fim. É importante manter a ênfase que o autor dá às questões.

Após o resumo, pular uma linha e escrever:

Opinião: Para isto é necessário retomar elementos/informações (dados que foram destacados com a caneta marca texto) do original, fazendo uma espécie de tradução de algumas passagens emitindo sua opinião sobre o assunto de maneira impessoal.

Observar: Uso da variedade padrão da língua; verbos sempre na 3ª pessoa do singular, evitar expressões
“eu acho que…”, “eles não deveriam…” etc.

No verso da folha:

Colar o texto original (recorte da revista/jornal etc.) lido com as anotações feitas com a caneta marca
texto.

– Revistas para escolha de textos: Veja, Isto é, Época, Superinteressante, National Geographic, Você S/A, Exame, etc.
– Jornais:   Folha   de   São   Paulo,   Estadão,   Correio Popular, O Globo, etc.
Internet:   Deverá  ser  citado  o  site   de  onde  foi retirado o artigo, por completo: www.itaulcultural.org.br.

Portanto, não serão aceitos sites de busca, pois estes sites servem apenas para pesquisa, ou seja, eles indicam o(s) site(s) onde você encontrou o artigo – é este site último que você deve anotar como fonte.

Observar: O texto de livre escolha deverá ser bastante atual.

Critérios para Avaliação:

1- Realização das atividades observando as orientações acima.
2- Pontualidade da apresentação.
3- Limpeza e capricho da folha (rasuras, manchas, observar as margens, parágrafos, uso adequado da caneta marca texto, capricho ao recortar a folha do texto que será colado e organização geral do caderno).

Exercícios sobre estrutura de palavras com gabarito




Estes são alguns exercícios sobre estrutura de palavras com gabarito bastante interessantes para estudar o princípio dos conteúdos no Ensino Médio. Qualquer aluno que esteja se preparando para o Enem ou vestibular sabe que quanto mais exercícios fizer melhor será seu desempenho. Nada de passar horas e horas lendo teoria para ir bem nas provas. O ideal é intercalar uma coisa com a outra. Você pode também encontrar mais conteúdo exclusivo sobre este assunto, inclusive com mapas mentais lá no meu curso Português Pra Passar. Visite este link ou o banner lateral para conhecer mais sobre o curso.

>> Com base na tirinha a seguir, responda às questões de 1 a 3.

1. Explique, do ponto de vista morfológico, a construção da palavra engavetamento.

2. Procure identificar pelo menos duas definições para essa palavra, de preferência, as mais relacionadas à situação descrita na tirinha.

3. O tema dessa tirinha é, tecnicamente falando, o efeito do sentido literal produzido pela palavra engavetamento. A partir dos elementos verbais e visuais apresentados, procure explicitar o efeito de humor produzido por essa palavra.

4. Leia o texto a seguir.

Bio passa pé




O projeto de lei sobre biossegurança, aprovado na Câmara, saiu diferente do consenso resumido pelo antigo relator do projeto Aldo Rebelo e, segundo especialista na área, inviabiliza o plantio da soja transgênica no Brasil em novas áreas. O novo relator do projeto, Renildo Calheiros, acabou cedendo em questão que muda tudo: a decisão vinculante da CTNBio.
No projeto de Rebelo, a CTNBio poderia deliberar sobre pesquisa, produção e comercialização. Agora, a parte da comercialização e produção terá que passar também pelo crivo do Ibama. E, se houver divergências, o tema passará pela aprovação do Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS), formado por 15 ministros que tomam a decisão final do governo.

RACY, Sonia. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 6 fev. 2004. p. B2. Direto da fonte.

  • ctnBio: comissão técnica nacional de Biossegurança, subordinada ao ministério de ciência e tecnologia.
  • Ibama: Instituto Brasileiro do meio ambiente e dos recursos naturais renováveis, subordinado ao ministério do meio ambiente.

► De acordo com o texto, por que o projeto de lei aprovado pela câmara inviabiliza o plantio de soja transgênica no país?

► Explique, do ponto de vista dos estudos morfológicos, a formação do substantivo biossegurança e do adjetivo transgênico(a).

5.   Leia o texto a seguir.

Na Bandeirantes, o narrador do jogo Flamengo x Atlético Mineiro foi criativo. Quando Romário marcou o terceiro gol, ele vibrou muito: “O Flamengo revira o jogo”.
Que fique bem claro, ninguém estava revirando a terra ou o gramado do Maracanã. O narrador se referia à sequência dos gols: o Flamengo fez 1 x 0, o Atlético virou o jogo para 2 x 1 e, finalmente, o Flamengo estava virando ou, como ele preferia, revirando para 3×2.

DUARTE, Sérgio Nogueira. Língua viva III: uma análise simples e bem-humorada da linguagem do
brasileiro. Rio de Janeiro: Rocco, 2000. (Fragmento).

►  Explique qual a crítica feita por Sérgio Nogueira Duarte ao narrador esportivo.

►  Tente justificar, do ponto de vista gramatical, o uso do verbo revirar pelo narrador do jogo.




Gabarito dos exercícios

1. A palavra engavetamento é formada por en- (prefixo de origem latina que, nesse caso, significa “colocar em”) + gaveta (radical) + mento (sufixo também de origem latina).

2. Engavetamento é o ato ou efeito de engavetar, pôr dentro da gaveta de um cômodo. Engavetamento também pode ser a colisão entre meios de transporte, com produção de acidente que interrompe o movimento dos veículos.

3. O emprego de engavetamento tem um duplo sentido: trata-se do comentário, bastante óbvio, que explica por que os carros encontram-se parados, enfileirados. Há algo e/ou alguém que produziu um impedimento do fluxo dos veículos. trata-se, também, da explicação literal do acidente, no qual um caminhão de mudança deixa escapar a gaveta de um móvel que transportava, a qual atinge um motoqueiro que passava ao lado. Pode-se dizer que o humor é produzido, principalmente, pelo emprego do sufixo -mento na formação do substantivo engavetamento que descreve, nesse caso, o ato de acertar uma gaveta na cabeça de um motorista no trânsito.

4.

► Porque, segundo o projeto aprovado, as questões da comercialização e da produção da soja transgênica devem passar pela apreciação do Ibama, órgão responsável pelas questões ambientais no Brasil. em caso de veto do Ibama, o tema deve passar pela aprovação de um conselho formado por 15 ministros. Para os interessados no plantio do produto, haverá, portanto, maior fiscalização e, consequentemente, maior burocracia.

► O substantivo biossegurança é formado por bio- (prefixo de origem grega) + s (consoante de ligação) +segur(ar) (radical) + -ança (sufixo), enquanto o adjetivo transgênico é formado por trans- (prefixo de origem latina) + gen(e) (radical) + -ico (sufixo de origem grega formador de adjetivos).

5.

►  A crítica de Sérgio Nogueira Duarte ao narrador esportivo se refere ao uso inadequado do verbo revirar. O adequado seria usar o verbo virar para indicar uma inversão no placar do jogo.

►  O narrador usou o verbo revirar no sentido de “virar novamente”, sentido dado pelo prefixo re-. Considerando que o jogo foi “virado” por duas vezes (uma pelo atlético e outra pelo Flamengo), o narrador esportivo aplicou o prefixo ao verbo – embora essa construção tenha ficado inadequada, uma vez que revirar tem, na Língua Portuguesa, outro sentido (revolver, remexer).

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Exame vestibular – o que eles esperam de você?




O exame de Redação no vestibular não é um concurso literário. Sua função é verificar se o estudante está informado sobre os grandes temas postos em discussão na atualidade e se ele é capaz de produzir um texto claro e bem argumentado sobre um desses temas.
A produção de um texto com essas características pressupõe que seu autor demonstre capacidade para fazer julgamentos críticos. Já abordei isso no artigo em que ensino como se faz um texto dissertativo com começo, meio e fim. Você pode acessá-lo por este link ou pelo link no topo desta página do blog. Além do que foi dito, para a obtenção de uma nota de redação diferenciada, é necessária a posse de três grandes competências:

1ª competência
Apreender a questão posta em debate.

2ª competência
Produzir o texto num registro linguístico adequado.

3ª competência
Posicionar-se sobre essa questão de maneira crítica, convincente e, se possível, criativa.

A competência para aprender a questão posta em debate

O principal motivo para anular uma redação no vestibular é o candidato fugir do tema, isto é, dissertar sobre um assunto que não foi proposto. Isso denuncia que lhe faltou competência para apreender a questão posta em debate. Trata-se de uma incompetência de leitura, e não necessariamente de redação. A dificuldade de identificar o tema sugerido para reflexão pela banca examinadora acaba gerando textos que, em maior ou menor grau, distanciam-se do esperado.

Por diversos motivos, há situações em que essa apreensão não ocorre. Vejamos um exemplo.

No vestibular do meio do ano de 2001, a Fundação Getúlio Vargas apresentou o tema de redação a partir de um fragmento do artigo “A gestão para resultados como ferramenta administrativa nas organizações do terceiro setor”, de autoria de Luiz Rodovil Rossi Jr. Eis o texto, extraído de uma revista eletrônica:

Cresce a confiança depositada nas organizações de um setor em constante e forte expansão no Brasil e no mundo: o chamado terceiro setor. Nesse setor, as organizações são privadas e sem fins lucrativos e complementam as iniciativas do setor governamental e do setor privado no atendimento de diversas necessidades da sociedade e na formação de um sistema econômico mais justo e democrático.
Nessas organizações, se encontram, em sua grande maioria, os indivíduos que valorizam o ser humano de uma maneira intensa e que estão inconformados com as desigualdades sociais e econômicas que a lógica da economia de mercado acaba ignorando, e que o Estado do bem-estar social se mostrou incapaz de resolver.
O crescimento da consciência comunitária encontra, nessas organizações, um ambiente favorável a sua aplicabilidade. Os valores predominantes, bastante adequados para os que trabalham no desenvolvimento dessas organizações, são: democracia, transparência, coletividade, flexibilidade e criatividade.

ROSSI R., Luiz Rodovil. .4 gestão para resultados como ferramenta administrativa nas organizações do terceiro setor. Integração – A revista eletrônica do terceiro setor. Ano IV, n. 2. maio)




Alguns candidatos às concorridas vagas do vestibular da FGV-SP cometeram o deslize de ler descuidadamente o texto proposto como base para a discussão. Em lugar de “terceiro setor”, alguns entenderam “setor terciário”; assim, em vez de dissertar sobre a importância do trabalho voluntário e comunitário, escreveram sobre a importância do setor de serviços na sociedade contemporânea. Essa confusão indica duas coisas: ou a apreensão do tema não foi bem feita (para evitar isso, convém dedicar mais tempo à leitura do texto) ou, pior ainda, aqueles candidatos não sabiam o que era “terceiro setor” (nesse caso, vale lembrar que o repertório cultural de cada um está sendo avaliado no exame de Redação).

A competência para produzir o texto num registro linguístico adequado

O candidato deve considerar a ideia de que todo texto é aperfeiçoável ao infinito. Por isso, convém usar a própria linguagem da maneira mais caprichada que o tempo disponível permitir. Isso não quer dizer que a redação deva ser escrita numa linguagem empolada e falsamente sofisticada.

Veja o que a Fuvest diz a esse respeito:

Serão examinados pontos como a propriedade e a abrangência do vocabulário empregado, além de ortografia, morfologia, sintaxe e pontuação. A ocorrência de clichês e frases feitas, o uso inadequado de vocábulos são aspectos, em princípio, negativos.

Disponível em: www.fuvest.br.

Essas observações apontam para a competência linguística em sentido amplo que os textos devem manifestar — no caso da dissertação, o domínio da norma culta escrita.

Muitas vezes, essa competência dá ao texto uma boa dose de credibilidade. E o que atesta este fragmento de um editorial da Folha de S.Paulo (19 mar. 2002, p. A-2) sobre a ousadia dos bandidos em ataques a prédios públicos na capital paulista:

Prédios e funcionários públicos tornaram-se alvos preferenciais dessa onda intimidatória desferida pelo crime organizado. Pode ser um indício de que, sentindo o endurecimento da polícia, os bandidos estejam ensaiando um contragolpe. Assusta a hipótese de que à já violenta rotina de São Paulo venha agregar-se um tipo de luta pseudoterrorista do crime organizado contra o Estado. Mas esse é um risco que é preciso correr se a alternativa fora acomodação à realidade da delinquência.

O texto contém vários indícios da competência linguística do enunciador — notem-se, por exemplo, a inversão sintática e as escolhas lexicais no período destacado. Além disso, a tese de que é preciso tomar uma providência em relação à “onda intimidatória desferida pelo crime organizado”, além de lícita, é defendida sem o tom ingênuo e panfletário de alguns textos que falam sobre a violência.

III. A competência para posicionar-se sobre essa questão de maneira crítica, convincente, se possível, criativa




Sobre essa iniciativa que o estudante deve demonstrar para discutir de maneira satisfatória a questão posta em debate, a Fuvest afirma:

[…] verificar-se-á a pertinência da elaboração do tema, considerando-se também a capacidade crítica e argumentativa, bem como a maturidade e a inventividade que no texto se manifestam.

Depois de apreender e compreender o tema, cabe ao candidato demonstrar “capacidade crítica e argumentativa” na elaboração do seu texto. Isso significa que ele deve mostrar-se capaz de produzir, dentro do tempo disponível (uma hora e meia ou duas horas, aproximadamente), uma redação que manifeste uma reflexão própria a respeito do tema em questão. Em outras palavras, é preciso manifestar julgamentos críticos.

Não se trata de demonstrar a posse de um conhecimento já construído e comprovado, como o que se avalia nas provas de disciplinas específicas — tanto é que elas podem ser gabaritadas. O que o exame de Redação quer avaliar é, sobretudo, a competência de usar a capacidade criadora para ensaiar respostas sustentáveis para certas questões polêmicas.

E claro que os conhecimentos adquiridos ao longo da vida escolar são importantes para a elaboração de uma boa redação, mas o que mais conta nessa prova não é a mera capacidade de reproduzir informações sobre o tema posto em discussão, mas sim a de explorá-las para encontrar uma resposta convincente, plausível e, quem sabe, criativa para o problema proposto como desafio.

Tirinhas para trabalhar regência verbal e nominal

Um assunto bastante recorrente em minhas aulas é a regência verbal e a regência nominal. Quando um aluno vem e me pergunta se pode ir NO banheiro, logo digo “você quer ir AO banheiro, não é?”. Ele responde que quer ir NO banheiro e repito até que perceba o erro que está cometendo. É incrível como as pessoas hoje em dia não entendem conceitos simples de Língua Portuguesa e acabam cometendo erros que prejudicam o entendimento e até mesmo a credibilidade da informação. Quem é que nunca viu um orador dizer que  “algo veio DE encontro” quando na verdade queria dizer “AO”. Há diferença. DE ENCONTRO é trombar, colidir. AO ENCONTRO é ir em direção a algo, tem um sentido muito mais positivo dependendo do contexto. As tirinhas abaixo usei em prova de Português para Ensino Médio quando fazia revisão para o Enem. Com um pouco de paciência é possível adaptá-las para os mais diversos assuntos.

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