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Introdução ao estudo da Filosofia

  • A Filosofia surgiu na Grécia Antiga, como resultado de um conjunto de circunstâncias, incluindo uma série de particularidades socioeconômicas (prosperidade, contato com diversos povos através da navegação).
  • No seu nascimento, o pensamento filosófico visava a uma explicação racional do mundo natural. Nesse sentido, o pensamento filosófico se diferenciava do pensamento mítico, cujas explicações não dependiam de uma confirmação racional.
  • O pensamento filosófico se diferencia do senso comum e não deve ser confundido com outros saberes.

Exercício de introdução

A dúvida é uma atitude que contribui para o surgimento do pensamento filosófico moderno. Neste comportamento, a verdade é atingida através da supressão provisória de todo conhecimento, que passa a ser considerado como mera opinião. A dúvida metódica aguça o espírito crítico próprio da Filosofia.

BORNHEIM, Gerd A. Introdução ao filosofar. Porto Alegre: Globo, 1970. p. 11. Adaptado.

A partir do texto, é correto afirmar que:

a) a Filosofia estabelece que opinião, conhecimento e verdade são conceitos equivalentes.
b) a dúvida é necessária para o pensamento filosófico, por ser espontânea e dispensar o rigor metodológico.
c) o espírito crítico é uma característica da Filosofia e surge quando opiniões e verdades são coincidentes.
d) a dúvida, o questionamento rigoroso e o espírito crítico são fundamentos do pensamento filosófico moderno.

Gabarito: D

Vamos aprender um pouco mais sobre Filosofia?

Texto I

O que é Filosofia?

À primeira vista, é muito fácil definir o que é Filosofia: basta lembrar das origens gregas do termo: philos (amigo) + sophia (sabedoria). Porém; bem mais difícil é tentar explicar para que ela serve.
De fato, a Filosofia não visa a resultados práticos ou imediatos, mas abre espaço justamente para perguntas como: por que todas as coisas devem ter uma finalidade prática?

A Filosofia pode ser vista como um tipo de conhecimento que se justifica por si mesmo. Faz parte de nossa cultura pensar no conhecimento como instrumento para a realização de coisas materiais. Porém, essa ideia nem sempre acompanhou o ser humano, tendo ascendido, principalmente, a partir do século XVIII, com as mudanças decorrentes da Revolução Industrial, que transformou o conhecimento em técnica, utilizando-o na produção de objetos em larga escala. Esse processo afetou nossa vida e mudou nossos hábitos e costumes, fazendo com que considerássemos a utilidade prática como única função do conhecimento.

Criando problemas

“É por força de seu maravilhamento que os seres humanos começam agora a filosofar e, originalmente, começaram a filosofar.” Essa frase do filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C), resume bem o sentido da Filosofia: ancorada em nossa capacidade de problematizar, ela elucida questões fundamentais para as quais normalmente não encontramos respostas em nosso cotidiano. Isso inclui o questionamento sobre si mesmo.

Sócrates (470-399 a.C), pensador grego, considerado por muitos uma espécie de “pai da Filosofia”, tinha como um de seus princípios a máxima: “Conhece-te a ti mesmo”.

Para atestarmos a complexidade dessa tarefa designada por Sócrates, imagine a seguinte situação: você acorda pela manhã e uma de suas primeiras experiências diárias é olhar-se no espelho. Durante o dia, muitas vezes você usa a expressão “eu”; quando alguém pergunta “quem é você?” você diz seu nome e relaciona seu nome com aquela imagem do espelho à qual você está acostumado. Mas, afinal, o que um nome e uma imagem dizem sobre você? Certamente existem muitos outros atributos além disso, virtudes e defeitos. Será que você sabe exatamente quais são? Você alguma vez já se surpreendeu quando alguém disse que você era uma coisa que você nunca imaginou que fosse? Em outras palavras: quanto de si mesmo você conhece?

Quando alguém diz que você é “inteligente” ou “bonito”, ou quando diz “somos amigos”, o que isso significa realmente? O que é inteligência, beleza? O que é amizade? O sentido dessas palavras é sempre o mesmo ou muda de pessoa para pessoa ou mesmo ao longo do tempo?

A Filosofia não oferece respostas prontas para essas questões; filosofar não é lidar com um conjunto pronto e acabado de conhecimentos que se aprende, mas uma forma de encarar o mundo, uma busca e um questionamento permanentes.

Conceito, reflexão e crítica

O conceito é a base do pensamento filosófico. Criamos conceitos para nos referir mais precisamente a objetos, ideias ou sentimentos. Para isso, é necessário que cada coisa seja designada naquilo que lhe é fundamental. Em outras palavras, conceitos são abstrações, isto é, modelos abstratos que podem ser usados sempre que tentarmos identificar ou entender os diversos aspectos da realidade (e de nós mesmos). Pode-se dizer que a Filosofia é essencialmente a atividade de criar conceitos.

Pensemos, por exemplo, na ideia de liberdade. Em discussões familiares, em relacionamentos, no ambiente de trabalho, muitas vezes as pessoas dizem que querem ser mais livres. Mas o que significa liberdade? O filósofo alemão Immanuel Kant sustentou que a ação livre deve ser autônoma, ou seja, se submeter apenas à lei que surja da vontade do sujeito que a manifeste. Com isso, podemos dizer que uma ação que se guie pelas leis das vontades dos outros (por exemplo, de uma autoridade) não será livre. O conceito permite analisar situações específicas com mais precisão, bem como verificar se dada sociedade favorece ou não a liberdade a seus cidadãos.

Outra característica do pensamento filosófico é que ele depende de um procedimento ou método baseado na reflexão, que deve ser entendida como algo mais do que um simples pensamento. Conhecemos a palavra “reflexão” do nosso vocabulário de uso cotidiano, sendo comumente empregada como sinônimo de “pensar”, ou do vocabulário da Física, referindo-se à imagem que o espelho nos devolve, por exemplo. No entanto, em Filosofia, reflexão significa um pensamento que tem a capacidade de voltar-se contra si mesmo. Isso quer dizer que a Filosofia procura sempre questionar aquilo que já foi pensado, ou seja, pensar sobre o próprio pensamento. Dessa forma, não se prende a dogmas, a ideias indiscutíveis.

Mas, ao mesmo tempo que rejeita o dogmatismo (a crença inegável num sistema), o pensamento filosófico quase sempre rejeita o ceticismo (no sentido da impossibilidade de se chegar a alguma certeza). Por isso se diz que a reflexão filosófica é crítica. Na linguagem cotidiana, costumamos ligar a palavra “crítica” ao ato de “falar mal” ou “apontar defeitos”, mas esse não é o sentido filosófico. Para a Filosofia, o exercício crítico significa examinar minuciosamente e, sobretudo, com critério e rigor, sem extremismos e considerando a diversidade de opiniões. Esse exame pode se voltar para as leis de um país, uma obra de arte ou determinadas práticas científicas.

Por exemplo, em certo sentido, quase todos criticam o “governo”, qualquer que seja ele. De modo geral, isso significa desqualificar o governante do momento, dizer que não acredita na sua propaganda, e chegar a simplificações como “todo político é ladrão”. Já em um sentido filosófico, criticar o governo envolveria a ideia de desmascarar o poder. Um exame filosófico pensaria questões como: qual é o papel de um governante; quais são as funções de cada poder do Estado; quais são os interesses dos grupos que apoiam ou são contra o governo; ou quais são as prioridades do país ou da cidade em termos de abrir caminhos para a liberdade humana? Apenas repetir acusações fáceis não é, certamente, filosofar – o que implica, muitas vezes, estar na contramão do lugar comum. Como diz o pensador contemporâneo Merleau-Ponty em sua obra Elogio à Filosofia, o filósofo chocaria menos se fosse simplesmente rebelde, pois no fundo todos sabem que o mundo é inaceitável do jeito que é. O filósofo choca porque comete a “imperdoável ofensa” de fazer os outros duvidarem de si mesmos e de suas opiniões.

A Grécia e a Filosofia

A civilização grega foi talvez a primeira, na Antiguidade, a agrupar um conjunto de características muito peculiares, que se relacionam ao surgimento da Filosofia. Em primeiro lugar, a navegação no mar Mediterrâneo. Vivendo em uma terra pobre e em contato com o mar, os gregos se dedicaram a viagens marítimas, voltadas para o comércio e possibilitando amplo deslocamento da população. Nessas viagens, os gregos foram percebendo que a natureza sempre seguia as mesmas “regras”, não importando o local onde estivessem. Com o decorrer do tempo, essa percepção tornou-se essencial para desmistificar deuses e criaturas fantásticas que existiam em lendas e mitos.

O comércio com locais distantes e povos diversos estimulou o emprego da moeda e a disseminação da escrita. Ao substituir a troca entre mercadorias, a moeda ajudou a desenvolver o raciocínio abstrato, elaborando cálculos de valor. Certo desenvolvimento da abstração também pode ser visto no advento da escrita fonética, em que cada letra representa um som, o que faz com que as palavras percam seu caráter mágico de representação de um objeto ou uma ideia (palavra = coisa) e passem a ser apenas o seu signo (palavra = signo), dessacralizando o uso da escrita e estimulando o raciocínio.

A riqueza trazida pelo comércio e a utilização em larga escala de escravos tornaram possível o ócio, o tempo livre, que podia ser dedicado à atividade contemplativa, estimulando o espírito de observação. De forma semelhante, o aperfeiçoamento do calendário, baseado na observação da Natureza (repetição das estações do ano, das fases da lua), deu ao tempo um caráter natural e não divino.

A Grécia é, assim, o berço da democracia. Entre suas inovações políticas, estão os conceitos de isonomia e isegoria. Ambas significam igualdade: a primeira em relação às leis; e a segunda, em relação ao direito de fala. A Filosofia se valeu do ambiente de ricas discussões das cidades gregas.

Tais condições, sozinhas, não explicam por que a Filosofia nasceu na Grécia Antiga, mas, certamente, apontam aspectos que contribuíram para o seu desenvolvimento.
Texto II

Mito e Filosofia

Origens do mito

Afirmar que a Filosofia foi criada pelos gregos significa dizer que eles foram os primeiros a propor que o mundo existia e as coisas aconteciam não apenas devido à ação dos deuses. Em outras palavras, os gregos explicaram o mundo a partir do logos, da palavra racional. O mito, por sua vez, é uma forma de explicação da realidade anterior à Filosofia e que não se baseia na racionalidade.
Todas as culturas – inclusive a grega – criaram seus mitos, associando a origem do mundo, os fenômenos da natureza e os grandes acontecimentos da vida à atuação de forças exteriores à realidade concreta. O mito se originou do medo e do espanto do ser humano diante de uma natureza potencialmente hostil. Por isso, mais do que para explicar o mundo, o mito serviu para acalmar a ansiedade humana em relação aos mistérios da criação.

Ao contrário da Filosofia, que se funda na racionalidade, o mito se baseia, sobretudo, na intuição, e incorpora ao mesmo tempo imaginação e emotividade. Segue um exemplo de mito proveniente do Egito Antigo:

Filho de Urano (o Céu) e de Gaia (a Terra), marido de Tetis e pai das Oceanides e dos deuses dos rios.
Na versão mais antiga da lenda, Oceano era um rio imenso que circundava a terra, tido como o progenitor dos deuses e a origem da vida; dele nasceram todos os outros rios, inclusive o Estige e os demais rios do inferno. Suas nascentes situavam-se nos confins do Ocidente, onde Hélios (o Sol) se banhava e as estrelas repousavam; ele começava nas colunas de Héracles (o atual estreito de Gibraltar) e passava pelo Eísion e pelo Hades, marcando os limites da terra em todas as direções. Mais tarde, com o desenvolvimento dos conhecimentos geográficos, a denominação “Oceano” restringiu-se ao Oceano Atlântico.

KURY, Mário da Gama. Dicionário de mitologia grega e romana. 8. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. p. 288.

Algumas características dessa narrativa permitem sua identificação como um mito. Em primeiro lugar, o fato narrado ocorreu em um tempo passado indeterminado, em que deuses habitavam a Terra, ou seja, em um tempo fundamentalmente diferente do nosso. Em segundo lugar, a narrativa mítica baseia-se na imaginação; por isso quase sempre assume um caráter de exagero e de inverossimilhança em relação à realidade concreta. Finalmente, o mito está ligado aos fenômenos da natureza: o céu a terra, o oceano e os rios fazem parte da explicação sobre a origem da vida. Contudo, esses elementos aparecem personificados em figuras divinas semelhantes a seres humanos.

A Filosofia, ao contrário do mito, aborda coisas que ocorrem em um tempo conhecido e possível, bem como sua permanência e mudança. Ao mesmo tempo, não admite o incompreensível, buscando sempre explicações racionais, ao alcance de qualquer indivíduo. Dessa forma, explica a natureza dentro dessa mesma perspectiva: racional e acessível.

Mas não se deve considerar o mito apenas uma narrativa “inocente” e que foi definitivamente superada pela Filosofia. Ao incluir elementos como a intuição e a emotividade, o mito é uma forma de conhecimento válida, porém diferente daquela que chamamos racional.

Geralmente associa-se o mito à religião e acredita-se que sua força advém do fato de muitas vezes ser transmitido por um narrador que tem algum tipo de autoridade (por exemplo, um religioso). Mas deve-se lembrar que, embora durante muito tempo eles tenham se confundido, o pensamento mítico transcende o religioso. Se não fosse isso, como explicar a força com que certos mitos emergem na contemporaneidade? O mito do herói, por exemplo, costuma levar multidões ao cinema.

A jornada do herói é um conceito criado pelo antropólogo Joseph Campbell, cuja teoria propõe que quase todas as histórias trabalham com uma estrutura de Voteiro semelhante. No monomito, como também é chamada essa teoria, a história trabalharia em cima de três eixos narrativos centrais: o chamado para a aventura, o conflito e o retorno para casa. No filme O Senhor dos Anéis (2001, dir, Peter Jackson), obra adaptada do livro de J, R. R. Tolkíen, Frodo é chamado para uma aventura, enfrenta diversos perigos para, posteriormente, retornar ao seu lar com muitos aprendizados – um exemplo clássico da aplicação da jornada.

Outra prova de que o mito não é apenas .um tipo de narrativa ou interpretação de mundo ultrapassado é o fato de que até hoje existe a tendência de “mitificar” indivíduos e acontecimentos: com a ajuda da mídia, tomamos como verdadeiras certas características das pessoas ou certas explicações das coisas, sem que tenhamos exatamente uma motivação racional para isso. E os mitos criados peia cultura pop são muitos: de cantores de rock a celebridades instantâneas. Também na linguagem atual há um bom exemplo disso. Nas redes sociais, vem circulando o neologismo “mitar”, que significa realizar algo de maneira extraordinária, admirável e marcante. Quando alguém faz algo fora do comum, diz-se que essa pessoa “mitou”.

Diferentemente de uma simples crença, o mito tem uma finalidade: ajuda a definir modelos de comportamento, expressando valores comuns a uma sociedade.

Até que ponto a Filosofia rompe com a mitologia? Na Grécia Antiga, a Filosofia nascente buscou, a partir do pensamento e da racionalidade, formular respostas para questões exploradas pelo mito, como a da origem do mundo. Algumas propostas racionais filosóficas muitas vezes tinham espantosa semelhança com formulações míticas, como a ideia proposta pelo pelo filósofo Tales de Mileto (aprox. 624-558 a.C) de que a água é a origem de todas as coisas, enquanto, para a mitologia grega, o deus Oceano originou a vida. Nesse sentido, pode-se falar em uma continuidade entre mito e Filosofia, e não em uma ruptura radical sem comunicação mutua. A novidade está na abordagem, já que a Filosofia busca um princípio racional de explicação.

Como fazer uma carta argumentativa

A carta argumentativa apresenta uma reclamação e/ou uma solicitação a uma autoridade ou pessoa responsável. Em geral, trata de uma ou várias queixas a respeito de um ou mais problemas, suas causas e consequência. Se for possível, sugere-se uma proposta de solução imediata.

A carta argumentativa tem uma finalidade persuasiva e costuma apresentar a seguinte estrutura:

  • Local e data.
  • Identificação do reclamante e do destinatário.
  • Corpo do texto.
  • Expressão de despedida.
  • Assinatura.
  • Nome do reclamante.

No corpo do texto, a exposição deve ser sucinta e apresentar o objeto da reclamação ou da solicitação, expondo argumentos, descrevendo os fatos que motivam e fundamentam a reclamação ou solicitação. Costuma-se juntar à carta uma cópia dos documentos que comprovem o que está sendo dito, por exemplo, uma nota fiscal.

No caso da carta argumentativa em que haja solicitação de uma solução para o problema, o reclamante pode ou não incluir uma proposta. Em geral, solicita-se resposta por escrito, via e-mail ou carta, e pode-se fixar o prazo de resposta.

A linguagem deve ser clara, objetiva, polida e seguir o padrão formal, geralmente na 1ª pessoa. Os verbos costumam ser empregados no presente do indicativo. Veja, a seguir, dois exemplos de carta argumentativa.

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Modelos de Carta Argumentativa

Modelo de carta nº 2

Modelo de carta nº 2

Propostas de Produção de Texto – Carta argumentativa

Leia as propostas e escolha uma delas.

1ª proposta

Elabore uma carta argumentativa para um destes destinatários: seus pais ou familiares; seus amigos, vizinhos ou colegas de escola; seus professores; uma ou mais pessoas em relação às quais você tenha alguma queixa.

Justifique sua reclamação e dê uma sugestão para resolver o problema.

Troque de texto com um(a) colega. Leia a reclamação escrita por ele(a), mas procure fazer uma leitura com o olhar do destinatário da carta.

Verifique se a queixa está expressa de maneira clara, se está bem justificada e se a linguagem é coerente com o relacionamento entre o destinatário e o remetente. Escreva suas sugestões em uma folha avulsa. Devolva o texto para seu (sua) colega com as sugestões.

Se necessário, reelabore seu próprio texto a partir das anotações do(a) colega.

2ª proposta

Imagine que você, sem perceber, comprou um produto defeituoso. Elabore uma carta argumentativa queixando-se ao fabricante e requerendo a substituição do produto. A linguagem deve ser formal.

Troque de texto com um(a) colega. Leia o texto de seu (sua) colega e verifique se a carta foi elaborada de acordo com os padrões definidos. Faça sugestões por escrito.

Cada aluno deverá reelaborar o próprio texto de acordo com as sugestões do(a) colega.

O que é e como fazer um texto dissertativo

Por tratar-se do modo de organização do texto mais frequente nos exames vestibulares, seguem algumas observações que podem ajudá-lo a elaborar um texto dissertativo a partir das habilidades exigidas.

Nas propostas de dissertação, tem-se oferecido aos candidatos um texto-base ou uma coletânea com diversas produções que devem ser consideradas na construção do texto.

Essa coletânea, que funciona como ponto de partida, exige um exercício de leitura e interpretação e uma seleção de elementos relevantes que devem ser extraídos para se estabelecer relações. Se considerar mais fácil, você poderá começar sua redação escrevendo tudo que vier à cabeça e depois selecionar o que julgar mais importante.

Estabeleça uma linha de argumentação, pense em um caminho para defender seu ponto de vista, relacionando as ideias entre si e estabelecendo hierarquias.

Defina a estrutura de seu texto: introdução, desenvolvimento e conclusão, e, a partir desse esquema, estabeleça o ponto de partida, as ideias que serão apresentadas para tratar da questão, as possíveis soluções para ela.

Como é possível desenvolver o tema de várias formas, você deve escolher a melhor forma de abordagem, contando com sua experiência pessoal e seu conhecimento sobre o assunto. Recomenda-se escrever impessoalmente, dirigindo-se a um interlocutor genérico.

Identifique e organize a apresentação dos fatos; defenda uma tese por meio de argumentos consistentes e os encadeie de forma coerente; por fim, faça uma conclusão que retome o que foi dito e que dê um fechamento ao texto.

Finalmente, não se esqueça de realizar uma verificação final:

  • Os parágrafos e as frases estão construídos adequadamente?
  • As informações estão devidamente apresentadas, com hierarquia e correlação?
  • Houve adequação e pertinência vocabular?
  • O texto corresponde à modalidade escrita formal?

Não se esqueça de checar alguns itens que são sempre avaliados, como correção gramatical (grafia, pontuação, etc); organização de ideias (coerência, coesão, clareza, etc); adequação da linguagem à norma culta da língua.

Você pode utilizar conceitos de várias áreas, recorrer a fatos de seu conhecimento e dados estatísticos, fazer comparações, citações, expor ideias. Mas é muito importante que seu texto tenha uma unidade de sentido, ou seja, deve haver coesão entre as frases, períodos e parágrafos, assim como correlação entre as informações e ideias apresentadas. Portanto, os elementos do texto não devem se contradizer; não pode haver quebra da progressão discursiva ou conclusões dissociadas do que foi exposto.

Agora que você sabe o que é uma dissertação, fica a pergunta:

Você quer aprender a fazer um texto perfeito?

Como identificar o tema da redação

Este é um artigo rápido para ajudar aqueles que ainda têm dificuldade para identificar o tema de uma redação e, depois, compreender a proposta que a banca apresentou. Este é o discurso que uso nas minhas primeiras aulas de redação para vestibular. Digo para os alunos o seguinte:

Antes de começar a escrever sua redação, leia com atenção a proposta para entender o que se pede e identificar o tema. Depois pense em como você desenvolverá seu texto.

O tema da redação pode não estar explicitado. Nesse caso, você terá de identificá-lo a partir de uma interpretação dos textos fornecidos, dos quais vai tirar a idéia-núcleo. Fique atento para não fugir do tema proposto, pois não adequar o texto ao tema pode anular sua redação. A banca examinadora poderá achar que você não foi capaz de compreender as instruções e não fez o exercício de leitura devidamente.

Normalmente, os temas propostos em vestibular não exigem conhecimentos específicos, pois se espera uma formação genérica do candidato. Esta é uma das críticas que se faz ao Enem porque alguns de seus temas podem apresentar certa dificuldade para aqueles que moram distante das cidades como, por exemplo, ribeirinhos. Convém, assim, não se restringir aos dados do texto-base ou aos fragmentos da coletânea (textos e imagens fornecidos pelo enunciado, como reportagem, poema, história em quadrinhos, letra de música, etc). Você pode utilizar outras informações que considerar relevantes para o desenvolvimento do tema e usar sua experiência pessoal, mostrando capacidade de reflexão e análise. Mas tome cuidado para não extrapolar com exemplos que não tenham relação direta com o tema.

Também é importante não fugir do gênero textual e também do modo de organização propostos.

  • Se a redação for em prosa (e normalmente é), não escreva versos, mesmo que sem rima ou métrica.
  • Se a proposta for de texto narrativo, não se limite a relatar um acontecimento, pois nos vestibulares é verificado se você sabe selecionar e interpretar informações, elaborar hipóteses e estabelecer relações. Devem, portanto, aparecer de forma articulada os elementos que constituem esse tipo de texto: narrador, personagem, enredo, cenário e tempo.
  • Se a proposta for de texto dissertativo-argumentativo, não se esqueça de adotar um ponto de vista e sobretudo apresentar e discutir fatos, dados e opiniões sobre o tema abordado.

Nos próximos artigos você vai entender melhor como construir seu texto dissertativo de forma a ter uma nota muito boa no Enem. Se não quiser esperar até lá, veja o texto que escrevi logo abaixo clicando no botão.

Estratégias para fazer uma leitura eficaz

A leitura dos inúmeros gêneros textuais que circulam nos diversos domínios é uma atividade interativa desafiadora. Para interagir na vida social, precisamos encarar um desafio complementar: desenvolver competências relacionadas à produção textual.  Após ler o artigo sobre estratégias de leitura, recomendo a leitura desses outros aspectos importantes que devem ser empregadas para evidenciar:

1. Os aspectos discursivos

• Identificar o gênero textual e a tipologia do trecho lido;
• Reconhecer os propósitos comunicativos do texto;
• Perceber marcas de outros textos no texto analisado;
• Observar as condições de produção do texto (autor, local e data de produção, leitor);
• Identificar o tema tratado.

2. A organização da informação
• Observar títulos e subtítulos;
• Analisar ilustrações;
• Reconhecer elementos paratextuais (parágrafos, negritos, itálicos, sublinhados, enumerações, deslocamentos, legendas, quadros, gráficos, etc);
• Identificar palavras-chave;
• Marcar fragmentos significativos;
• Relacionar e integrar ideias-chave apresentadas em vários pontos do texto;
• Decidir se há necessidade de recorrer ao dicionário ou a outra fonte de consulta.

3. A coerência textual

• Ativar e usar conhecimentos prévios sobre o tema;
• Usar conhecimentos prévios sobre o contexto de situação em que o texto foi produzido;
• Identificar as relações de sentido existentes no texto.

4. O processamento do texto

• Construir paráfrases mentais ou orais dos fragmentos mais complexos;
• Substituir palavras complexas por sinônimos conhecidos;
• Reconhecer relações gramaticais (sintáticas e morfológicas) e lexicais (de sentido);
• Identificar/construir os principais sentidos do texto.

5. O “como se aprende” a conhecer o processamento da leitura

•  Propor objetivos pessoais e significativos para a leitura;
•  Controlar a atenção voluntária no objetivo da leitura;
•  Manter a consciência durante o processamento do texto, segmentando ou relacionando as unidades de significação;
•  Controlar o percurso, o ritmo e a velocidade da leitura, de acordo com os objetivos estabelecidos;
•  Detectar erros no processamento do texto;
• Autoavaliar continuamente a atividade e fazer as correções necessárias.

Para suas atividades de leitura e compreensão de diferentes gêneros textuais, aplique essas estratégias.

Estratégias de leitura – Aprenda a ler direito




A leitura dos inúmeros gêneros textuais que circulam nos diversos domínios é uma atividade interativa desafiadora. Para interagir na vida social, precisamos encarar um desafio complementar: desenvolver competências relacionadas à produção textual. Assim, ler e produzir textos funcionaria como uma avenida de mão dupla: ações simultâneas e ações complementares.
Na prática, toda leitura é situada em um contexto social, temporal e cultural específico. Quanto maior for a identificação sociocultural estabelecida entre o texto e seus interlocutores, tanto melhor será a construção de sentidos gerada por meio dele.

Para ajudá-lo a desenvolver estratégias discursivas de leitura que o tornem um leitor autônomo, capaz de construir sentidos a partir da interação leitor-texto-autor, apresentamos algumas perguntas e respostas para servirem como roteiro de análise:

1.Quem escreve?
Autor.

2. Para quem escreve?
Público específico ou geral.

3. Onde o texto é veiculado?
Suporte material ou virtual.

4. 0 autor escreve com que autoridade?
Papel social do autor.

5. Com qual objetivo?
Propósito do autor ou instituição representada.

6. O que já sei sobre o tema?
Conhecimentos prévios do leitor.

7. Quais são as ideias principais do texto?
Informações.

8. Que outros textos foram citados?
Intertextualidade.

9. Que partes do texto apresentam objetivos, definições, comparações, causas, consequências, conclusões?

10. Como essas partes se relacionam?
Estrutura textual.

11. Com que argumentos as ideias são defendidas?
Comprovação.

12. Onde e de que maneira a subjetividade está marcada?
Posicionamento explicitado.

13. Quais são as vozes presentes no texto além da voz do autor?
Responsabilidade compartilhada das ideias.

14. Quais são os exemplos citados?
Fatos, dados.

15. Quais são os testemunhos utilizados?
Depoimentos.

16. Como são tratadas as ideias contrárias?
Rebatimento ou antecipação de oposições.

Este texto é uma adaptação de: GARCEZ, Lucília H. do Carmo. Técnica de redação: o que é preciso saber para bem escrever. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

UPDATE: Faça também a leitura da segunda parte deste artigo clicando aqui.

Gêneros textuais e domínios sociais de circulação




Gêneros são “acontecimentos textuais” vinculados à nossa vida cultural e social. Sempre que interagimos usando a linguagem, fazemos isso por meio de um gênero textual que, de certa forma, determina o modo como devemos nos expressar. A quantidade deles é praticamente infinita. Sabe-se que uma pessoa, com formação secundária, é capaz de reconhecer algumas centenas deles. Fica até difícil imaginar alguém que não saiba reconhecer um pedido de informação, uma canção folclórica, um provérbio, um boletim de ocorrência, uma receita médica, uma bula de remédio, uma nota fiscal, uma fábula, uma notícia, dentre os inúmeros gêneros que povoam os vários domínios sociais de comunicação. Eles podem aparecer e desaparecer, de acordo com a necessidade.

Veja estes gêneros que se sucederam nos últimos anos por causa das inovações tecnológicas: e-mail, blog, Messenger, Twitter. Provavelmente, seus avós não façam uso deles, e até seus pais podem ter certa dificuldade para aprender alguns entre os últimos explorados. Mesmo entre os mais jovens há aqueles que não dominam totalmente determinada linguagem de um ou outro gênero, seja para ler, oralizar ou escrever. Isso acontece por causa das preferências, necessidades de uso, oportunidades ou habilidades mais desenvolvidas de cada pessoa.

Tente fazer o seguinte exercício de memória: para cada domínio social de comunicação da lista a seguir, associe pelo menos dois gêneros que circulam nele. Podem ser orais, escritos, visuais ou mistos.

Gênero / Domínio social da comunicação

Familiar: lista de compras, recado, ordem, conselho, recomendação
Cotidiano: cartaz de campanha comunitária, placas indicativas de proibições
Escolar: aviso aos pais, boletim de notas, texto didático
Artístico: canção, cartaz de lançamento de filme, resenha de show
Jornalístico: notícia, editorial, reportagem, carta ao leitor, foto, manchete
Publicitário: anúncio publicitário em outdoor, busdoor, jingless
Religioso: oração, pedido de oração, testemunho, sermão, apelo.
Burocrático: formulário para declaração de imposto de renda, atestado de antecedentes criminais, edital de convocação

Os gêneros organizam e dão certa estabilidade às nossas atividades comunicativas do dia a dia. Eles ainda confirmam, atestam e revelam nossos propósitos e intenções.

Você quer aprender a escrever o gênero pedido na redação do Enem?

Introdução ao estudo do sujeito e predicado




A maior ambição das pessoas que estudam uma língua é adquirir a capacidade de compreender e produzir textos com proficiência, já que é por meio deles que se obtêm informações e conhecimentos sobre o mundo e se estabelecem relações entre as pessoas.

Uma pergunta frequente é como se deve proceder para retirar dos textos os conhecimentos que eles contêm, e o que se deve fazer para produzir mensagens capazes de atingir os resultados pretendidos.
Uma das respostas é que, sem conhecer o significado das palavras, ninguém é capaz de compreender ou produzir textos. Essa é uma verdade indiscutível, e sua comprovação mais evidente se dá quando ouvimos ou lemos um texto em língua estrangeira.

É fácil imaginar a dificuldade de um turista num país de língua desconhecida, quando, numa emergência, precisa consultar um médico. Experiências desse tipo são sempre desastrosas: o paciente não é capaz de revelar seus sintomas nem de compreender as perguntas do médico. Disso tudo se conclui, com absoluta certeza, que, para um bom desempenho numa língua qualquer, é necessário conhecer o sentido das palavras.

No entanto o conhecimento do sentido das palavras, por mais importante que seja, não é suficiente nem para produzir nem para compreender o significado de um enunciado. Por quê?
Porque o sentido do enunciado não depende apenas das palavras que o compõem, mas também do modo como elas se relacionam entre si.

Prova disso é que dois enunciados podem ter sentidos completamente diferentes, embora formados pelas mesmíssimas palavras.

Exemplos:

I) O rei transformou cidadãos livres em escravos.

II) O rei transformou escravos em cidadãos livres.

As palavras dos dois enunciados são absolutamente idênticas, mas os sentidos deles são opostos:

•   em I, o rei é um tirano opressor do povo, pois escravizou cidadãos livres;
•   em II, é um libertador, pois alforriou escravos, fazendo deles cidadãos livres.

Esse exemplo serve para demonstrar que, tanto para a compreensão quanto para a produção do sentido de um enunciado, é necessário conhecer o significado das palavras que o compõem; mas isso não é suficiente, já que as mesmas palavras, combinadas de modos diferentes, produzem sentidos diferentes.

E você? Quer aprender mais e melhor?

Matemática Prática para EF e Médio

Neste artigo você poderá encontrar as atividades publicadas no grupo Matemática Prática no Facebook. Este é um espaço de compartilhamento de informações e atividades práticas relacionadas ao ensino dessa disciplina. Divulgue este artigo e participe da comunidade para ter acesso a todas as atividades em primeira mão.

Lista de atividades de Matemática

Você pode baixar todas as atividades diretamente da minha pasta compartilhada no Google Drive. Clique aqui e acesse a pasta para baixar os arquivos do grupo.

Projeto de leitura e escrita

Este é um pequeno projeto de leitura e escrita que pode ser facilmente adaptado para o contexto das salas de aula do ensino Fundamental e Médio.

“Ler é ampliar horizontes… é interagir com o mundo que nos rodeia: conhecer lugares, pessoas culturas. E viajar, dar asas a imaginação, mergulhar no mundo interior, conectando-nos com o nosso potencial. Através da leitura adquire-se conhecimentos e amplia-se nossa própria visão de mundo – de estar no mundo e nas relações.”

PROJETO DE LEITURA EXTRACLASSE

A leitura pressupõe um campo comum de experiências entre um autor e um leitor produzindo sentidos. Já nos ensinava Franz Kafka “Lemos paro fazer perguntas”, mas para que isso aconteça é preciso ler, ler, ler, refletir, discutir, formular hipóteses, percebendo que em cada texto há uma visão do mundo de seu autor e, em cada leitura, carregamos nossas experiências e vivências, tentando formar nossa própria visão de mundo.

OBJETIVO:

Prover os alunos com diferentes tipos de textos: informativos, opinativos, literários, entre outros, para que tenham contato com uma diversidade textual observando o contexto de sua produção, circulação e consumo, visando o desenvolvimento e aprimoramento de estratégias de leitura eficientes que permitam ao aluno a compreensão de diferentes mensagens, a fim de viver plenamente na sociedade que impõem a cada dia mais exigências de contato e familiaridade com diferentes formas de linguagem.

JUSTIFICATIVA:

O povo brasileiro lê pouco, quase nada e muito mal. Uma pesquisa recente (PISA) mostrou que o Brasil foi um dos últimos classificados no quesito capacidade de leitura. Ler e estudar deveriam ser entendidos como um grande investimento, cujo lucro seria o grande crescimento do país com cidadãos mais letrados, portanto, mais conscientes, mais pensantes e críticos.

METODOLOGIA:

1- Leitura visual do texto solicitado pelo professor seguindo o que será passado no início de cada bimestre.
2- Destacar com caneta marca texto os tópicos frasais (ideias principais) e palavras importantes.
3- Fazer, através da técnica de resumo, um apanhado geral daquilo que foi absorvido mediante a leitura.
4- Emitir opinião reflexiva e crítica sobre o assunto lido.

PASSOS PARA A ESCRITA DE RESUMO E OPINIÃO:

No início da folha preencher as seguintes informações sobre o texto lido:

  • Número da atividade: 1, 2, 3 e assim sucessivamente.
  • Título: título do texto que você leu.
  • Fonte: nome da revista, jornal, site de internet, etc. de onde foi tirado o texto.
  • Editora: editora que fez a impressão do texto.
  • Data  de  edição:  data  em  que  foi  impresso  ou editado o artigo.
  • Data de apresentação: data predeterminada pela professora para entrega do resumo.

Após esses dados, pular uma linha e escrever:

Resumo: Texto mais curto que o texto original, traz as informações mais importantes.  Possui começo,
meio e fim. É importante manter a ênfase que o autor dá às questões.

Após o resumo, pular uma linha e escrever:

Opinião: Para isto é necessário retomar elementos/informações (dados que foram destacados com a caneta marca texto) do original, fazendo uma espécie de tradução de algumas passagens emitindo sua opinião sobre o assunto de maneira impessoal.

Observar: Uso da variedade padrão da língua; verbos sempre na 3ª pessoa do singular, evitar expressões
“eu acho que…”, “eles não deveriam…” etc.

No verso da folha:

Colar o texto original (recorte da revista/jornal etc.) lido com as anotações feitas com a caneta marca
texto.

– Revistas para escolha de textos: Veja, Isto é, Época, Superinteressante, National Geographic, Você S/A, Exame, etc.
– Jornais:   Folha   de   São   Paulo,   Estadão,   Correio Popular, O Globo, etc.
Internet:   Deverá  ser  citado  o  site   de  onde  foi retirado o artigo, por completo: www.itaulcultural.org.br.

Portanto, não serão aceitos sites de busca, pois estes sites servem apenas para pesquisa, ou seja, eles indicam o(s) site(s) onde você encontrou o artigo – é este site último que você deve anotar como fonte.

Observar: O texto de livre escolha deverá ser bastante atual.

Critérios para Avaliação:

1- Realização das atividades observando as orientações acima.
2- Pontualidade da apresentação.
3- Limpeza e capricho da folha (rasuras, manchas, observar as margens, parágrafos, uso adequado da caneta marca texto, capricho ao recortar a folha do texto que será colado e organização geral do caderno).