Skip to main content

247 exercícios e atividades de interpretação de textos

A interpretação de textos é, sem dúvidas, o carro-chefe das provas hoje em dia. Usar os mecanismos da língua para identificar os sentidos ocultos no texto, as significações das palavras, o bom uso das mesmas é, de longe, o que mais cobram professores e bancas de vestibulares Algumas dicas sempre são bem-vindas para quem fará uma prova que envolva este assunto. Seja lá na prova do Enem ou no vestibular de Medicina, funciona da mesma forma.

O que fazer então se é “difícil”?

Como eu disse, a interpretação de textos, tão comum em provas de Português, sempre foi um martírio para os alunos ou candidatos a concursos públicos ou vestibulares. A dificuldade é geral e, com certeza, oriunda da falta de treinamento. As pessoas têm pouca disposição de mergulhar no texto; elas conseguem, obviamente, lê-lo, mas não aprofundam a leitura, não extraem dele aquelas informações que uma leitura superficial, apressada, não permite. Ao tentar resolver o problema, as pessoas buscam os materiais que julgam poder ajudá-las. Caem, então, no velho vício de ler teoria em excesso, estudar coisas que nem sempre dizem respeito à compreensão e interpretação dos textos. Cansadas, não fazem o essencial: ler uma grande quantidade de textos — e tentar interpretá-los.

É necessário, ainda, dizer que como qualquer outra atividade intelectual, ela pede paciência e boa vontade. Não tente fazer apressadamente, pois isso prejudicará o seu estudo. Vamos lá então. Use o índice abaixo para navegar entre os exercícios e não despreze as indicações ao longo do exercícios. Os links que coloquei são complementares ao conteúdo que você encontrará abaixo.

Lista de atividades de interpretação de textos

TEXTO I

Não existe essa coisa de um ano sem Senna, dois anos sem Senna…Não há calendário para a saudade.

(Adriane Galisteu, no Jornal do Brasil)

1) Segundo o texto, a saudade:

a) aumenta a cada ano.

b) é maior no primeiro ano.

c) é maior na data do falecimento.

d) é constante.

e) incomoda muito.

2) A segunda oração do texto tem um claro valor:

a) concessivo

b) temporal

c) causal

d) condicional

e) proporcional

3) A repetição da palavra não exprime:

a) dúvida

b) convicção

c) tristeza

d) confiança

e) esperança

4) A figura que consiste na repetição de uma palavra no início de cada membro da frase, como no caso da palavra não, chama-se:

a) anáfora

b) silepse

c) sinestesia

d) pleonasmo

e) metonímia

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO II

Passei a vida atrás de eleitores e agora busco os leitores.

(José Sarney, na Veja, dez/97)

5) Deduz-se pelo texto uma mudança na vida:

a) esportiva

b) intelectual

c) profissional

d) sentimental

e) religiosa

6) O autor do texto sugere estar passando de:

a) escritor a político

b) político a jornalista

c) político a romancista

d) senador a escritor

e) político a escritor

7) Infere-se do texto que a atividade inicial do autor foi:

a) agradável

b) duradoura

c) simples

d) honesta

e) coerente

8) O trecho que justifica a resposta ao item anterior é:

a) e agora

b) os leitores

c) passei a vida

d) atrás de eleitores

e) busco

9) A palavra ou expressão que não pode substituir o termo agora é:

a) no momento

b) ora

c) presentemente

d) neste instante

e) recentemente

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO III

Os animais que eu treino não são obrigados a fazer o que vai contra a natureza deles.

(Gilberto Miranda, na Folha de São Paulo, 23/2/96)

10) O sentimento que melhor define a posição do autor perante os animais é:

a) fé

b) respeito

c) solidariedade

d) amor

e) tolerância

11) O autor do texto é:

a) um treinador atento

b) um adestrador frio

c) um treinador qualificado

d) um adestrador consciente

e) um adestrador filantropo

12) Segundo o texto, os animais:

a) são obrigados a todo tipo de treinamento.

b) fazem o que não lhes permite a natureza.

c) não fazem o que lhes permite a natureza.

d) não são objeto de qualquer preocupação para o autor.

e) são treinados dentro de determinados limites.

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO IV

Estou com saudade de ficar bom. Escrever é consequência natural.

(Jorge Amado, na Folha de São Paulo, 22/10/96)

13) Segundo o texto:

a) o autor esteve doente e voltou a escrever.

b) o autor está doente e continua escrevendo.

c) O autor não escreve porque está doente.

d) o autor está doente porque não escreve.

e) o autor ficou bom, mas não voltou a escrever.

14) O autor na verdade tem saudade:

a) de trabalhar

b) da saúde

c) de conversar

d) de escrever

e) da doença

15) “Escrever é consequência natural.” Consequência de:

a) voltar a trabalhar.

b) recuperar a saúde.

c) ter ficado muito tempo doente.

d) estar enfermo.

e) ter saúde.

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO V

A mente de Deus é como a Internet: ela pode ser acessada por qualquer um, no mundo todo.

(Américo Barbosa, na Folha de São Paulo)

16) No texto, o autor compara:

a) Deus e internet

b) Deus e mundo todo

c) internet e qualquer um

d) mente e internet

e) mente e qualquer um

17) O que justifica a comparação do texto é:

a) a modernidade da informática

b) a bondade de Deus

c) a acessibilidade da mente de Deus e da internet

d) a globalização das comunicações

e) O desejo que todos têm de se comunicar com o mundo.

18) O conectivo comparativo presente no texto só não pode ser substituído por:

a) tal qual

b) que nem

c) qual

d) para

e) feito

19) Só não constitui paráfrase do texto:

a) A mente de Deus, bem como a internet, pode ser acessada por qualquer um, no mundo todo.

b) No mundo todo, qualquer um pode acessar a mente de Deus e a internet.

c) A mente de Deus pode ser acessada, no mundo todo, por qualquer um, da mesma forma que a internet.

d) Tanto a internet quanto a mente de Deus podem ser acessadas, no mundo todo, por qualquer um.

e) A mente de Deus pode acessar, como qualquer um, no mundo todo, a internet.

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO VI

Marx disse que Deus é o ópio do povo. Já sabemos que não entendia nem de Deus nem de ópio. Deus é uma experiência de fé. Impossível defini-lo.

(Paulo Coelho, em O Globo, 25/2/96)

20) Segundo o período inicial do texto, para Marx Deus:

a) traz imensa alegria ao povo.

b) esclarece o povo.

c) deixa o povo frustrado.

d) conduz com segurança o povo.

e) tira do povo a condição de raciocinar.

21) Segundo o autor, Marx:

a) mentiu deliberadamente.

b) foi feliz com suas palavras.

c) falou sobre o que não sabia.

d) equivocou-se em parte.

e) estava coberto de razão, mas não foi compreendido.

22) O sentimento que Marx teria demonstrado e que justifica a resposta ao item anterior é:

a) leviandade

b) orgulho

c) maldade

d) ganância

e) egoísmo

23) Infere-se do texto que Deus deve ser:

a) amado

b) conceituado

c) admirado

d) sentido

e) estudado

24) A palavra que justifica o item anterior é:

a) ópio

b) Io

c) fé

d) povo

e) experiência

25) A figura de linguagem presente no primeiro período é:

a) metáfora

b) metonímia

c) prosopopéia

d) pleonasmo

e) hipérbole

26) A palavra que poderia ter sido grafada com letra maiúscula é:

a) ópio

b) povo

c) experiência

d) fé

e) lo

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO VII

Quando vim da minha terra, não vim, perdi-me no espaço, na ilusão de ter saído.

Ai de mim, nunca saí.

(Carlos D. de Andrade, no poema A Ilusão do Migrante)

27) O sentimento predominante no texto é:

a) orgulho

b) saudade

c) fé

d) esperança

e) ansiedade

28) Infere-se do texto que o autor:

a) não saiu de sua terra.

b) não queria sair de sua terra, mas foi obrigado.

c) logo esqueceu sua terra.

d) saiu de sua terra apenas fisicamente.

e) pretende voltar logo para sua terra.

29) Por “perdi-me no espaço” pode-se entender que o autor:

a) ficou perdido na nova terra.

b) ficou confuso.

c) não gostou da nova terra.

d) perdeu, momentaneamente, o sentimento por sua terra natal.

e) aborreceu-se com a nova situação.

30) Pelo último período do texto, deduz-se que:

a) ele continuou ligado à sua terra.

b) ele vai voltar à sua terra.

c) ele gostaria de deixar sua cidade, mas nunca conseguiu.

d) ele se alegra por não ter saído.

e) ele nunca saiu da terra onde vive atualmente.

31) A expressão “ai de mim” só não sugere, no poema:

a) amargura

b) decepção

c) tristeza

d) vergonha

e) nostalgia

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO VIII

Enquanto o Titanic ainda flutua, tentemos o impossível para mudar o seu curso. Afinal, quem faz a história são as pessoas e não o contrário.

(Herbert de Souza, na Folha de São Paulo, 17/11/96)

32) Infere-se do texto que o Titanic:

a) é um navio real.

b) simboliza algo que vai mal.

c) é um navio imaginário.

d) simboliza esperança de salvação.

e) sintetiza todas as tragédias humanas.

33) Pelo visto, o autor não acredita em:

a) transformação

b) elogio

c) desgraça

d) favorecimento

e) determinismo

34) A palavra “afinal” pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:

a) conquanto

b) porquanto

c) malgrado

d) enquanto

e) apenas

35) Infere-se do texto que:

a) há coisas que não podem ser mudadas.

b) se tentarmos, conseguiremos.

c) o que parece impossível sempre o é.

d) jamais podemos desistir.

e) alguns têm a capacidade de modificar as coisas, outros não.

36) Para o autor, as pessoas não devem:

a) exagerar

b) falhar

c) desanimar

d) lamentar-se

e) fugir

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO IX

A função do artista é esta, meter a mão nessa coisa essencial do ser humano, que é o sonho e a esperança. Preciso ter essa ilusão: a de que estou resgatando esses valores.

(Marieta Severo, na Folha de São Paulo)

37) Segundo o texto, o artista:

a) leva alegria às pessoas.

b) valoriza o sonho das pessoas pobres.

c) desperta as pessoas para a realidade da vida.

d) não tem qualquer influência na vida das pessoas.

e) trabalha o íntimo das pessoas.

38) Segundo o texto:

a) o sonho vale mais que a esperança.

b) o sonho vale menos que a esperança.

c) sonho e esperança têm relativa importância para as pessoas.

d) não se vive sem sonho e esperança.

e) têm importância capital para as pessoas tanto o sonho quanto a

esperança.

39) A palavra ou expressão que justifica a resposta do item anterior é:

a) ilusão

b) meter a mão

c) essencial

d) ser humano

e) valores

40) A expressão “meter a mão”:

a) pertence ao linguajar culto.

b) pode ser substituída, sem alteração de sentido, por intrometer-se.

c) tem valor pejorativo.

d) é coloquial e significa, no texto, tocar.

e) é um erro que deveria ter sido evitado.

41) Só não se encontra no texto:

a) a influência dos artistas

b) a necessidade da autora

c) a recuperação de coisas importantes

d) a conquista da paz

e) a carência de sentimentos das pessoas

42) A palavra “esses” poderia ser substituída, sem alteração de sentido, por:

a) bons

b) certos

c) tais

d) outros

e) muitos

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO X

Um prêmio chamado Sharp, ou Shell, Deus me livre! Não quero. Acho esses nomes feios. Não recebo prêmios de empresas ligadas a grupos multinacionais. Não sou traidor do meu povo nem estou à venda.

(Ariano Suassuna, na Veja, 3/7/96)

43) A palavra que melhor define o autor do texto é:

a) megalomaníaco

b) revoltado

c) narcisista

d) nacionalista

e) decepcionado

44) Se aceitasse algum tipo de prêmio de empresas multinacionais, o autor, além de traidor, se sentiria:

a) infiel

b) venal

c) pusilânime

d) ingrato

e) ímprobo

45) O autor não recebe prêmios de empresas multinacionais porque:

a) seus nomes são feios.

b) estaria prestando um desserviço ao Brasil.

c) detesta qualquer empresa que não seja brasileira

d) esses prêmios não têm valor algum.

e) não quer ficar devendo favores a esse tipo de empresa.

46) O último período do texto tem claro valor:

a) causal

b) temporal

c) condicional

d) comparativo

e) proporcional

47) A expressão “Deus me livre!” demonstra, antes de tudo:

a) revolta

b) desprezo

c) ironia

d) certeza

e) ira

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XI

Inserto entre o 16° e o 18°, o século XVII permanece em meia luz, quase apagado, nos fastos do Rio de Janeiro, sem que sobre esse período se detenha a atenção dos historiadores, sem que o distingam os que se deixam fascinar pelos aspectos brilhantes da história.

(Vivaldo Coaracy, in O Rio de Janeiro)

48) Segundo o texto, o século XVII:

a) chamou a atenção dos historiadores por ser meio apagado.

b) foi uma parte brilhante da história do Rio de Janeiro.

c) assemelha-se aos séculos XVI e XVIII.

d) foi importante, culturalmente, para o Rio de Janeiro.

e) transcorreu sem brilho, para o Rio de Janeiro.

49) A palavra ou expressão que pode substituir sem prejuízo do sentido a palavra “fastos” é:

a) anais

b) círculos culturais

c) círculos políticos

d) administração

e) imprensa

 

VEJA: Uma dica muito legal para quem deseja mandar muito bem nas provas do Enem e vestibular é acompanhar as aulas do Descomplica. Escrevi um artigo no qual respondo uma pergunta bastante interessante. Leia e deixe seu comentário. Eles descomplicaram a vida de milhares de estudantes. Agora pode ser a sua vez. Clique aqui → DESCOMPLICA É BOM?

 

50) A expressão “quase apagada”:

a) retifica a palavra meia-luz.

b) complementa a palavra meia-luz.

c) reforça a palavra meia-luz.

d) explica a palavra meia-luz.

e) amplia a palavra meia-luz.

51) Infere-se do texto que:

a) os historiadores detestaram o século XVII.

b) os mais belos momentos da história encantam certas pessoas.

c) o século XVI foi tão importante quanto o século XVIII.

d) a história do Rio de Janeiro está repleta de coisas interessantes.

e) os historiadores se interessam menos pelos séculos XVI e XVIII do que pelo século XVII.

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XII

Acho que foi uma premonição, uma vez que ele já tinha declarado que “A Fraternidade é Vermelha” seria seu último filme. Foi o cineasta contemporâneo que conseguiu chegar mais perto do conceito de Deus. Poderia ter feito muito mais filmes, mas foi vítima do totalitarismo socialista.

(Leon Cakoff, no Jornal da Tarde, 14/13/96)

52) O totalitarismo socialista:

a) atrapalhou a carreira do cineasta.

b) manteve-se alheio à carreira do cineasta.

c) interrompeu a carreira do cineasta.

d) incentivou a carreira do cineasta.

e) fiscalizou a carreira do cineasta.

53) “A Fraternidade é Vermelha”:

a) foi um filme de repercussão nos meios religiosos.

b) foi o primeiro filme de sucesso do cineasta.

c) não abordava o assunto Deus.

d) foi o melhor filme do cineasta.

e) foi o último filme do cineasta.

54) Provavelmente, o cineasta:

a) agradou, por ser materialista.

b) agradou por falar de Deus.

c) desagradou por falar de Deus.

d) desagradou por não falar de Deus.

e) não sabia nada sobre Deus.

55) Levando-se em conta o caráter materialista usualmente atribuído aos socialistas, o título do filme seria, em princípio:

a) uma redundância

b) uma ambiguidade

c) um paradoxo

d) uma qualificação

e) uma incoerência

56) A palavra “premonição” se justifica porque:

a) seu filme foi um sucesso.

b) o cineasta falava de Deus.

c) o cineasta não quis fazer mais filmes.

d) a “Fraternidade é Vermelha” foi seu último filme.

e) o cineasta foi vítima do totalitarismo socialista.

57) A palavra “Vermelha” equivale no texto a:

a) totalitária

b) comunista

c) socialista

d) materialista

e) espiritualista

58) O conectivo que não poderia substituir “uma vez que” no texto é:

a) porque

b) pois

c) já que

d) porquanto

e) se bem que

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XIII

Nem todas as plantas hortícolas se dão bem durante todo o ano; por isso é preciso fazer uma estruturação dos canteiros a fim de manter-se o equilíbrio das plantações. Com o sistema indicado, não faltarão verduras durante todo ano, sejam folhas, legumes ou tubérculos.

(Irineu Fabichak, in Horticultura ao Alcance de Todos)

59) Segundo o texto:

a) todas as plantas hortícolas não se dão bem durante todo o ano.

b) todas as plantas hortícolas se dão bem durante todo o ano.

c) todas as plantas hortícolas se dão mal durante todo o ano.

d) algumas plantas hortícolas se dão bem durante todo o ano.

e) nenhuma planta hortícola se dá mal durante todo o ano.

60) Para manter o equilíbrio das plantações é necessário:

a) estruturar de maneira mais lógica e racional os canteiros.

b) fazer mais canteiros, mas ordenando-os de maneira lógica e racional.

c) fazer o plantio em épocas diferentes.

d) construir canteiros emparelhados.

e) manter sempre limpos os canteiros

61) A conjunção “por isso” só não pode ser substituída por:

a) portanto

b) logo

c) então

d) porque

e) assim

62) Segundo o último parágrafo do texto:

a) tubérculos não são verduras.

b) legumes são o mesmo que tubérculos.

c) folhas, legumes e tubérculos são a mesma coisa.

d) haverá verduras o ano todo, inclusive folhas, legumes e tubérculos.

e) haverá folhas, legumes e tubérculos o ano todo.

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XIV

Aquisição à vista. A Bauducco, maior fabricante de panetones do país, está negociando a compra de sua maior concorrente, a Visconti, subsidiária brasileira da italiana Visagis. O negócio vem sendo mantido sob sigilo pelas duas empresas em razão da proximidade do Natal. Seus controladores temem que o anúncio dessa união – resultando numa espécie de AmBev dos panetones – melindre os varejistas.

(Cláudia Vassallo, na Exame, dez./99)

63) As duas empresas de que fala o texto são:

a) Bauducco e Visagis

b) Visconti e Visagis

c) AmBev e Bauducco

d) Bauducco e Visconti

e) Visagis e AmBev

64) A aproximação do Natal é a causa:

a) da compra da Visconti

b) do sigilo do negócio

c) do negócio da Bauducco

d) do melindre dos varejistas

e) do anúncio da união

65) Uma outra causa para esse fato seria:

a) a primeira colocação da Bauducco na fabricação de panetones

b) o fato de a Visconti ser uma multinacional

c) o fato de a AmBev entrar no mercado de panetones

d) o possível melindre dos varejistas

e) o fato de a Visconti ser concorrente da Bauducco

66) Por “aquisição à vista” entende-se, no texto:

a) que a negociação é provável.

b) que a negociação está distante, mas vai acontecer.

c) que o pagamento da negociação será feito em uma única parcela.

d) que a negociação dificilmente ocorrerá.

e) que a negociação está próxima.

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XV

Um anjo dorme aqui; na aurora apenas, disse adeus ao brilhar das açucenas em ter da vida alevantado o véu.

– Rosa tocada do cruel granizo Cedo finou-se e no infantil sorriso passou do berço pra brincar no céu!

(Casimiro de Abreu, in Primaveras)

67) O tema do texto é:

a) a inocência de uma criança

b) o nascimento de uma criança

c) o sofrimento pela morte de uma criança

d) o apego do autor por uma certa criança

e) a morte de uma criança

68) O tema se desenvolve com base em uma figura de linguagem conhecida como:

a) prosopopéia

b) hipérbole

c) pleonasmo

d) metonímia

e) eufemismo

69) No âmbito do poema, podemos dizer que pertencem ao mesmo campo semântico as palavras:

a) aurora e véu

b) anjo e rosa

c) granizo e sorriso

d) berço e céu

e) cruel e infantil

70) As palavras que respondem ao item anterior são:

a) uma antítese em relação à vida

b) hipérboles referentes ao destino

c) personificações alusivas à morte

d) metáforas relativas à criança

e) pleonasmos com relação à dor.

71) Por “sem ter da vida alevantado o véu” entende-se:

a) sem ter nascido

b) sem ter morrido cedo

c) sem ter conhecido bem a vida

d) sem viver misteriosamente

e) sem poder relacionar-se com as outras pessoas

72) “Na aurora apenas” é o mesmo que:

a) somente pela manhã

b) no limiar somente

c) apenas na alegria

d) só na tristeza

e) só no final

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XVI

Julgo que os homens que fazem a política externa do Brasil, no Itamaraty, são excessivamente pragmáticos. Tiveram sempre vida fácil, vêm da elite brasileira e nunca participaram, eles próprios, em combates contra a ditadura, contra o colonialismo. Obviamente não têm a sensibilidade de muitos outros países ou diplomatas que conheço.

(José Ramos-Horta, na Folha de São Paulo, 21/10/96)

73) Só não caracteriza os homens do Itamaraty:

a) o pragmatismo

b) a falta de sensibilidade

c) a luta contra a ditadura

d) a tranquilidade da vida

e) as raízes na elite do Brasil

74) A palavra que não se liga semanticamente aos homens do Itamaraty é:

a) o segundo que

b) tiveram

c) vêm

d) eles

e) o terceiro que

75) Pelo visto, o autor gostaria de que os homens do Itamaraty tivessem mais:

a) inteligência

b patriotismo

c) vivência

d) coerência

e) grandeza

76) A oração iniciada por “obviamente” tem um claro valor de:

a) consequência

b) causa

c) comparação

d) condição

e) tempo

77) A palavra que pode substituir, sem prejuízo do sentido, a palavra “obviamente”, é:

a) necessariamente

b) realmente

c) justificadamente

d) evidentemente

e) comprovadamente

78) Só não pode ser inferido do texto:

a) nem todo diplomata é excessivamente pragmático.

b) ter lutado contra o colonialismo é importante para a carreira de diplomata.

c) Nem todo diplomata vem da elite brasileira.

d) ter vida fácil é característica comum a todo tipo de diplomata.

e) há diplomatas mais sensíveis que outros.

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XVII

Se essa ainda é a situação de Portugal e era, até bem pouco, a do Brasil, havemos de convir em que no Brasil-colônia, essencialmente rural, com a ojeriza que lhe notaram os nossos historiadores pela vida das cidades – simples pontos de comércio ou de festividades religiosas -, estas não podiam exercer maior influência sobre a evolução da língua falada, que, sem nenhum controle normativo, por séculos “voou com as suas próprias asas”.

(Celso Cunha, in A Língua Portuguesa e a Realidade Brasileira)

79) Segundo o texto, os historiadores:

a) tinham ojeriza pelo Brasil-colônia.

b) consideram as cidades do Brasil-colônia como simples pontos de comércio ou de festividades religiosas.

c) consideram o Brasil-colônia essencialmente rural.

d) observaram a ojeriza que a vida nas cidades causava.

e) consideram o campo mais importante que as cidades.

80) Para o autor:

a) as festas religiosas têm importância para a evolução da língua falada.

b) No Brasil-colônia, havia a prevalência da vida do campo sobre a das cidades.

c) a evolução da língua falada dependia em parte dos pontos de comércio.

d) a evolução da língua falada independe da condição de Brasilcolônia.

e) a situação do Brasil na época impedia a evolução da língua falada.

81) A palavra “ojeriza” significa, no texto:

a) medo

b) admiração

c) aversão

d) dificuldade

e) angústia

82) A língua falada “voou com as suas próprias asas” porque:

a) as cidades eram pontos de festividades religiosas.

b) o Brasil se distanciava linguisticamente de Portugal.

c) faltavam universidades nos centros urbanos.

d) não se seguiam normas linguísticas.

e) durante séculos, o controle normativo foi relaxado, por ser o Brasil uma colônia portuguesa.

83) Segundo o texto, a população do Brasil-colônia:

a) à vida do campo preferia a da cidade.

b) à vida da cidade preferia a do campo.

c) não tinha preferência quanto à vida do campo ou à da cidade.

d) preferia a vida em Portugal, mas procurava adaptar-se à situação.

e) preferia a vida no Brasil, fosse na cidade ou no campo.

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XVIII

Ainda falta um bom tempo para a aposentadoria da maior parte deles, mas a Andrade Gutierrez já tem pronto um estudo sobre a sucessão de 20 de seus principais executivos, quase todos na faixa entre 58 e 62 anos. Seus substitutos serão escolhidos entre 200 integrantes de um time de aspirantes. Eduardo Andrade, o atual superintendente, que já integra o conselho de administração da empreiteira mineira, deverá ir se afastando aos poucos do dia-a-dia dos negócios. Para os outros executivos, que deverão ser aproveitados como consultores, a aposentadoria chegará a médio prazo.

(José Maria Furtado, na Exame, dez./99)

84) Se começarmos o primeiro período do texto por “A Andrade Gutierrez já tem pronto…”, teremos, como sequência coesa e coerente:

a) visto que ainda falta um bom tempo para a aposentadoria da maior parte deles.

b) por ainda faltar um bom tempo para a aposentadoria da maior parte deles.

c) se ainda faltar um bom tempo para a aposentadoria da maior parte deles.

d) embora ainda falte um bom tempo para a aposentadoria da maior parte deles.

e) à medida que ainda falta um bom tempo para a aposentadoria da maior parte deles.

85) Segundo o texto:

a) 20 grandes executivos da empresa se aposentarão a médio prazo.

b) 20 grandes executivos da empresa acham-se na faixa entre 58 e 62 anos.

c) nenhum dos 20 grandes executivos se aposentará a curto prazo.

d) Eduardo Andrade é um executivo na faixa dos 58 a 62 anos.

e) a empresa vai substituir seus vinte principais executivos a curto e médio prazos.

86) A empresa, no que toca à aposentadoria de seus executivos, mostra-se:

a) precipitada

b) cautelosa

c) previdente

d) rígida

e) inflexível

87) Sobre o executivo Eduardo Andrade, não se pode afirmar:

a) ocupa, no momento, a superintendência.

b) é um dos conselheiros.

c) será substituído por um dos 200 aspirantes.

d) está se afastando dos negócios da empresa.

e) será o primeiro dos 20 grandes executivos a se aposentar.

88) Sobre a Andrade Gutierrez, não é correto afirmar:

a) é empresa de obras.

b) é do estado de Minas Gerais.

c) preocupa-se com seus funcionários.

d) mantém-se alheia a qualquer tipo de renovação.

e) procura manter vínculo com executivos aposentados.

inicio-exercicio-de-interpretacao

Em apenas 10 dias aprenda de maneira rápida e completa.

missao-enem-pacote-1

  • Como escrever uma REDAÇÃO PERFEITA sem mesmo conhecer nada sobre o tema proposto;
  • Como AUMENTAR A SUA NOTA com um INTRODUÇÃO ATRAENTE, simples e inteligente;
  • Como COMEÇAR O SEU TEXTO prendendo a atenção do corretor desde a INTRODUÇÃO;
  • Técnicas para não ter branco e poder CRIAR ARGUMENTOS PERFEITOS do desenvolvimento!
  • Como CONCLUIR SUA REDAÇÃO com uma proposta de intervenção SEM SER CLICHÊ;
  • Como usar TÉCNICAS INÉDITAS que vão te ajudar a tirar MAIS DE 900 pts. na redação!

saiba-mais-cta

TEXTO XIX

Toda saudade é a presença da ausência de alguém, de algum lugar, de algo enfim.

Súbito o não toma forma de sim como se a escuridão se pusesse a luzir.

Da própria ausência de luz o clarão se produz, o sol na solidão.

Toda saudade é um capuz transparente que veda e ao mesmo tempo traz a visão 10 do que não se pode ver porque se deixou pra trás mas que se guardou no coração.

(Gilberto Gil)

89) Por “presença da ausência” pode-se entender:

a) ausência difícil

b) ausência amarga

c) ausência sentida

d) ausência indiferente

e) ausência enriquecedora

90) Para o autor, a saudade é algo:

a) que leva ao desespero.

b) que só se suporta com fé.

c) que ninguém deseja.

d) que transmite coisas boas.

e) que ilude as pessoas.

91) O texto se estrutura a partir de antíteses, ou seja, emprego de palavras ou expressões de sentido contrário. O par de palavras ou expressões que não apresentam no texto essa propriedade antitética é:

a) presença  / ausência

b) não  / sim

c) ausência de luz / clarão

d) sol  / solidão

e) que veda  / traz a visão

92) Segundo o texto:

a) sente-se saudade de pessoas, e não de coisas.

b) as coisas ruins podem transformar-se em coisas boas.

c) as coisas boas podem transformar-se em coisas ruins.

d) a saudade, como um capuz, não nos permite ver com clareza a situação que vivemos.

e) a saudade, como um capuz, não nos deixa perceber coisas que ficaram em nosso passado.

93) O que se guarda no coração é:

a) a saudade

b) o clarão

c) o que se deixou para traz

d) a visão

e) o que não se pode ver

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XX

Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.

(Machado de Assis, in Memórias Póstumas de Brás Cubas)

94) Pode-se afirmar, com base nas ideias do autor-personagem, que se trata:

a) de um texto jornalístico

b) de um texto religioso

c) de um texto científico

d) de um texto autobiográfico

e) de um texto teatral

95) Para o autor-personagem, é menos comum:

a) começar um livro por seu nascimento.

b) não começar um livro por seu nascimento, nem por sua morte.

c) começar um livro por sua morte.

d) não começar um livro por sua morte.

e) começar um livro ao mesmo tempo pelo nascimento e pela morte.

96) Deduz-se do texto que o autor-personagem:

a) está morrendo.

b) já morreu.

c) não quer morrer.

d) não vai morrer.

e) renasceu.

97) A semelhança entre o autor e Moisés é que ambos:

a) escreveram livros.

b) se preocupam com a vida e a morte.

c) não foram compreendidos.

d) valorizam a morte.

e) falam sobre suas mortes.

98) A diferença capital entre o autor e Moisés é que:

a) o autor fala da morte; Moisés, da vida.

b) o livro do autor é de memórias; o de Moisés, religioso.

c) o autor começa pelo nascimento; Moisés, pela morte.

d) Moisés começa pelo nascimento; o autor, pela morte.

e) o livro do autor é mais novo e galante do que o de Moisés.

99) Deduz-se pelo texto que o Pentateuco:

a) não fala da morte de Moisés.

b) foi lido pelo autor do texto.

c) foi escrito por Moisés.

d) só fala da vida de Moisés.

e) serviu de modelo ao autor do texto.

100) Autor defunto está para campa, assim como defunto autor para:

a) intróito

b) princípio

c) cabo

d) berço

e) fim

101) Dizendo-se um defunto autor, o autor destaca seu (sua):

a) conformismo diante da morte ;

b) tristeza por se sentir morto

c) resistência diante dos obstáculos trazidos pela nova situação

d) otimismo quanto ao futuro literário

e) atividade apesar de estar morto

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXI

Segunda maior produtora mundial de embalagem longa vida, a SIG Combibloc, principal divisão do grupo suíço SIG, prepara a abertura de uma fábrica no Brasil. A empresa, responsável por 1 bilhão do 1,5 bilhão de dólares de faturamento do grupo, chegou ao país há dois anos disposta a brigar com a líder global, Tetrapak, que detém cerca de 80% dos negócios nesse mercado. Os estudos para a implantação da fábrica foram recentemente concluídos e apontam para o Sul do país, pela facilidade logística junto ao Mercosul. Entre os oito atuais clientes da Combibloc na região estão a Unilever, com a marca de atomatado Malloa, no Chile, e a italiana Cirio, no Brasil.

(Denise Brito, na Exame, dez./99)

102) Segundo o texto, a SIG Combibloc:

a) produz menos embalagem que a Tetrapak.

b) vai transferir suas fábricas brasileiras para o Sul.

c) possui oito clientes no Brasil.

d) vai abrir mais uma fábrica no Brasil.

e) possui cliente no Brasil há dois anos, embora não esteja instalada

no país.

103) Segundo o texto:

a) O Mercosul não influiu na decisão de instalar uma fábrica no Sul.

b) a SIG Combibloc está entrando no ramo de atomatado.

c) a empresa suíça SIG ocupa o 2o lugar mundial na produção de

embalagem longa vida.

d) a Unilever é empresa chilena.

e) a SIG Combibloc detém 2/3 do faturamento do grupo.

104) Os estudos apontam para o Sul porque:

a) o clima favorece a produção de embalagens longa vida.

b) está próximo aos demais países que compõem o Mercosul.

c) a Cirio já se encontra estabelecida ali. -v-.v.

d) nos países do Mercosul já há clientes da Combibloc.

e) o Sul é uma região desenvolvida e promissora.

105) “…que detém cerca de 80% dos negócios nesse mercado.” Das alterações feitas nessa passagem do texto, a que não mantém o sentido original é:

a) a qual detém cerca de 80% dos negócios em tal mercado.

b) que possui perto de 80% dos negócios nesse mercado.

c) que detém aproximadamente 80% dos negócios em tais mercados.

d) a qual possui aproximadamente 80% dos negócios nesse mercado.

e) a qual detém perto de 80% dos negócios nesse mercado.

106) “…e apontam para o Sul do país…” O trecho destacado só não pode ser entendido, no texto, como:

a) e indicam o Sul do pai

b) e recomendam o Sul do país

c) e incluem o Sul do país

d) e aconselham o Sul do país

e) e sugerem o Sul do país

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXII

Pode dizer-se que a presença do negro representou sempre fator obrigatório no desenvolvimento dos latifúndios coloniais. Os antigos moradores da terra foram, eventualmente, prestimosos colaboradores da indústria extrativa, na caça, na pesca, em determinados ofícios mecânicos e na criação do gado. Dificilmente se acomodavam, porém, ao trabalho acurado e metódico que exige a exploração dos canaviais. Sua tendência espontânea era para as atividades menos sedentárias e que pudessem exercer-se sem regularidade forçada e sem vigilância e fiscalização de estranhos.

(Sérgio Buarque de Holanda, in Raízes)

107) Segundo o autor, os antigos moradores da terra:

a) foram o fator decisivo no desenvolvimento dos latifúndios coloniais.

b) colaboravam com má vontade na caça e na pesca.

c) não gostavam de atividades rotineiras.

d) não colaboraram com a indústria extrativa.

e) levavam uma vida sedentária.

108) “Trabalho acurado” é o mesmo que:

a) trabalho apressado

b) trabalho aprimorado

c) trabalho lento

d) trabalho especial

e) trabalho duro

109) Na expressão “tendência espontânea”, temos uma(a):

a) ambiguidade

b) cacofonia

c) neologismo

d) redundância

e) arcaísmo

110) Infere-se do texto que os antigos moradores da terra eram:

a) os portugueses

b) os negros

c) os índios

d) tanto os índios quanto os negros

e) a miscigenação de portugueses e índios

111) Pelo visto, os antigos moradores da terra não possuíam muito (a):

a) disposição

b) responsabilidade

c) inteligência

d) paciência

e) orgulho

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXIII

Com todo o aparato de suas hordas guerreiras, não conseguiram as bandeiras realizar jamais a façanha levada a cabo pelo boi e pelo vaqueiro. Enquanto que aquelas, no desbravar, sacrificavam indígenas aos milhares, despovoando sem fixarem-se, estes foram 5 pontilhando de currais os desertos trilhados, catequizando o nativo para seus misteres, detendo-se, enraizando-se. No primeiro caso era o ir-evoltar; no segundo, era o ir-e-ficar. E assim foi o curral precedendo a fazenda e o engenho, o vaqueiro e o lavrador, realizando uma obra de conquista dos altos sertões, exclusive a pioneira.

(José Alípio Goulart, in Brasil do Boi)

112) Segundo o texto:

a) tudo que as bandeiras fizeram foi feito também pelo boi e pelo vaqueiro.

b) o boi e o vaqueiro fizeram todas as coisas que as bandeiras fizeram.

c) nem as bandeiras nem o boi e o vaqueiro alcançaram seus objetivos.

d) o boi e o vaqueiro realizaram seu trabalho porque as bandeiras abriram o caminho.

e) o boi e o vaqueiro fizeram coisas que as bandeiras não conseguiram fazer.

113) Com relação às bandeiras, não se pode afirmar que:

a) desbravaram

b) mataram

c) catequizaram

d) despovoaram

e) não se fixaram

114) Os índios foram:

a) maltratados

b) aviltados

c) expulsos

d) presos

e) massacrados

115) O par que não caracteriza a oposição existente entre as bandeiras e o boi e o vaqueiro é:

a) aquelas  / estes

b) ir-e-voltar  / ir-e-ficar

c) no primeiro caso  / no segundo

d) enquanto / e assim

e) despovoando / pontilhando

116) “…catequizando o nativo para seus misteres…” Das alterações feitas na passagem acima, a que altera basicamente o seu sentido é:

a) doutrinando o indígena para seus misteres

b) catequizando o aborigine para suas atividades

c) evangelizando o nativo para seus ofícios

d) doutrinando o nativo para seus cuidados

e) catequizando o autóctone para suas tarefas

117) O elemento conector que pode substituir a preposição com, mantendo o sentido e a coesão textual, é:

a) mesmo

b) não obstante

c) de

d) a respeito de

e) graças a

118) “…o aparato de suas hordas guerreiras…” sugere que as conquistas dos bandeirantes ocorreram com:

a) organização e violência

b) rapidez e violência

c) técnica e profundidade

d) premeditação e segurança

e) demonstrações de racismo e violência

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXIV

Você se lembra da Casas da Banha? Pois é, uma pesquisa mostra que mais de 60% dos cariocas ainda se recordam daquela que foi uma das maiores redes de supermercados do país, com 224 lojas e 20.000 funcionários, desaparecida no início dos anos 90. Por isso, seus antigos 5 donos, a família Velloso, decidiram ressuscitá-la. Desta vez, porém, apenas virtualmente. Os Velloso fizeram um acordo com a GW.Commerce, de Belo Horizonte, empresa que desenvolve programas para supermercados virtuais. Em troca de uma remuneração sobre o faturamento, A GW gerenciará as vendas para a família Velloso. A família cuidará apenas das 10 compras e das entregas.

(José Maria Furtado, na Exame, dez./99)

119) Segundo o texto, a família Velloso resolveu ressuscitar as Casas da Banha porque:

a) a rede teve 224 lojas e 20.000 funcionários.

b) a rede foi desativada no início dos anos 90.

c) uma empresa do ramo de programas para supermercados propôs um acordo vantajoso, em que a rede só entraria com as compras e as entregas.

d) mais da metade dos cariocas não esqueceram as Casas da Banha.

e) a rede funcionará apenas virtualmente.

120) A palavra ou expressão que justifica a resposta ao item anterior é:

a) Você…

b) desaparecida

c) Por isso

d) Desta vez

e) acordo

121) “Desta vez, porém, apenas virtualmente.”

Com a passagem destacada acima, entende-se que as Casas da Banha:

a) funcionarão virtualmente, ou seja, sem fins lucrativos.

b) não venderão produtos de supermercado.

c) estão associando-se a uma empresa de informática.

d) estão mudando de ramo.

e) não venderão mais seus produtos em lojas.

122) O pronome “la” não pode ser, semanticamente, associado a:

a) Casas da Banha

b) pesquisa

c) daquela

d) uma

e) desaparecida

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXV

A fábrica brasileira da General Motors em Gravataí, no Rio Grande do Sul, será usada como piloto para a implementação do novo modelo de negócios que está sendo desenhado mundialmente pela montadora. A meta da GM é transformar-se numa companhia totalmente 5 voltada para o comércio eletrônico. A partir do ano 2000, a Internet passará a nortear todos os negócios do grupo, envolvendo desde os fornecedores de autopeças até o consumidor final. “A planta de Gravataí representa a imagem do futuro para toda a GM”, afirma Mark Hogan, ex-presidente da filial brasileira e responsável pela nova divisão e-GM.

(Lidia Rebouças, na Exame, dez./99)

123) Segundo o texto:

a) a GM é uma empresa brasileira instalada em Gravataí.

b) a montadora fez da fábrica brasileira de Gravataí um modelo para todas as outras fábricas espalhadas pelo mundo.

c) no Rio Grande do Sul, a GM implementará um modelo de fábrica semelhante ao que está sendo criado em outras partes do mundo.

d) a fábrica brasileira da GM vinha sendo usada de acordo com o modelo mundial, mas a montadora pretende alterar esse quadro.

e) a GM vai utilizar a fábrica do Rio Grande do Sul como um protótipo do que será feito em termos mundiais.

124) A opção que contraria as idéias contidas no texto é:

a) A GM vai modificar, a partir de 2000, a forma de fazer negócios.

b) Será grande a importância da Internet nos negócios da GM.

c) O consumidor final só poderá, a partir de 2000, negociar pela Internet.

d) O comércio eletrônico está nos planos da GM para o ano 2000.

e) A fábrica brasileira é considerada padrão pelo seu ex-presidente.

125)Deduz-se, pelo texto, que a fábrica brasileira:

a) será norteada pela Internet.

b) terá seu funcionamento modificado para adaptar-se às

necessidades do mercado.

c) será transferida para Gravataí.

d) estará, a partir de 2000, parcialmente voltada para o comércio eletrônico.

e) seguirá no mesmo ritmo de outras empresas da GM atualmente funcionando no mundo.

126) Por “implementação”, pode-se entender:

a) complementação

b) suplementação

c) exposição

d) realização

e) facilitação

127) Segundo as idéias contidas no texto, a transformação que se propõe a GM:

a) não tem apoio dos fornecedores.

b) tem apoio do consumidor final.

c) tem prazo estabelecido.

d) é inexequível.

e) não tem lugar marcado.

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXVI

MAR PORTUGUÊS

Ó Mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram!

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar para que tu fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu, mas nele é que espelhou o céu!

(Fernando Pessoa, in Mensagem)

128) Segundo o poeta, o sofrimento do povo ocorreu:

a) apesar das conquistas portuguesas

b) em virtude das conquistas portuguesas v

c) para as conquistas portuguesas

d) antes das conquistas portuguesas

e) após as conquistas portuguesas

129) A metáfora existente nos dois primeiros versos do poema estabelece:

a) a força moral de Portugal

b) a incoerência do sofrimento diante das conquistas

c) a importância do sofrimento para que o povo deixe de sofrer

d) a profunda união entre as conquistas e o sofrimento do povo

e) a inutilidade das conquistas portuguesas

clique_aqui

O Descomplica funciona para o Enem?

O Descomplica é, atualmente, o site mais completo para quem deseja estudar em casa. Uma plataforma com milhares de vídeos, aulas online todos os dias e monitorias para tirar as dúvidas. Clique aqui e veja agora tudo que você terá acesso ao ingressar no Descomplica.

130) Além da metáfora, os dois primeiros versos contêm:

a) prosopopeia, epíteto de natureza, eufemismo

b) antítese, pleonasmo, eufemismo

c) apóstrofe, epíteto de natureza, metonímia

d) prosopopeia, pleonasmo, antítese

e) apóstrofe, hipérbole, sinestesia

131) “Quantos filhos em vão rezaram!” Com este verso, entendemos que:

a) o sofrimento do povo foi inútil.

b) o povo português da época era muito religioso.

c) muita gente perdeu entes queridos por causa das conquistas portuguesas.

d) a força da fé contribuiu efetivamente para as conquistas do país.

e) a religiosidade do povo português era inútil.

132) As palavras que melhor definem o povo português, de acordo com as idéias contidas no texto, são:

a) fé e competência

b) inteligência e maturidade

c) orgulho e religiosidade

d) perseverança e ambição

e) grandeza e tenacidade

133) Segundo o texto, para se ir sempre adiante é necessário:

a) crer no destino

b) aceitar a dor

c) viver com alegria

d) vencer o sofrimento

e) objetivar sempre o progresso

134) Por um processo anafórico, a palavra nele tem como referente no texto:

a) Mar

b) Deus

c) perigo

d) abismo

e) céu

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXVII

Vale recordar que foi nesse século (o XVIII) que apareceram e se generalizaram em certas regiões do Brasil as famosas “tropas de muares” que, daí por diante, até o fim do século XIX e mesmo nos anos transcorridos do séc. XX, dividiram com os carros de bois as tarefas dos transportes por terra no interior do Brasil. Nos caminho s rudimentares que então possuíamos, transformados em lamaçais na estação das chuvas e no verão reduzidos a ásperas trilhas, quase intransitáveis, foram os carros de bois e as tropas os únicos meios e ligação dos núcleos de povoamento entre si e entre eles e as roças e lavouras. De outra forma não se venceriam os obstáculos naturais.

(B. J. de Souza, in Ciclo)

135) Segundo o texto, os carros de bois:

a) transportavam sozinhos pessoas e mercadorias no interior do Brasil.

b) surgiram no século XVIII, juntamente com as tropas de muares.

c) sucederam as tropas de muares no transporte de pessoas e mercadorias.

d) só transportavam mercadorias.

e) eram úteis, como as tropas de muares, por causa do estado ruim dos terrenos.

136) A estação das chuvas e o verão:

a) contribuíram para o desaparecimento dos carros de bois a partir do século XX.

b) não tiveram influência no uso das tropas de muares, pois os caminhos eram rudimentares.

c) foram fator determinante para o progresso do interior do Brasil.

d) contribuíram para a necessidade do uso de tropas de muares e de carros de bois.

e) impediam a comunicação dos núcleos de povoamento entre si.

137) Os obstáculos naturais só foram vencidos:

a) por causa do clima

b) por causa da força do povo

c) porque nem sempre os caminhos se tornavam lamaçais

d) porque os núcleos de povoamento continuavam ligados às roças e às lavouras

e) por causa da utilização das tropas de muares e dos carros de bois

138) As tropas de muares só não podem ser entendidas como tropas:

a) de cavalos

b) de mulos

c) de burros

d) de mus

e) de bestas

139) O transporte de que fala o texto só não deve ter sido, na época:

a) lento e penoso

b) difícil, mas necessário

c) duro e nostálgico

d) vagaroso e paciente

e) pachorrento, mas útil

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXVIII

O liberalismo é uma teoria política e econômica que exprime os anseios da burguesia. Surge em oposição ao absolutismo dos reis e à teoria econômica do mercantilismo, defendendo os direitos da iniciativa privada e restringindo o mais possível as atribuições do Estado.

Locke foi o primeiro teórico liberal. Presenciou na Inglaterra as lutas pela deposição dos Stuarts, tendo se refugiado na Holanda por questões políticas. De lá regressa quando, vitoriosa a Revolução de 1688, Guilherme de Orange é chamado para consolidar a nova monarquia parlamentar inglesa.

(Maria Lúcia de Arruda Aranha, in História da Educação)

140) Segundo o texto, Locke:

a) participou da deposição dos Stuarts.

b) tinha respeito pelo absolutismo.

c) teve participação apenas teórica no liberalismo.

d) julgava ser necessário restringir as atribuições do Estado.

e) não sofreu qualquer tipo de perseguição política.

141) Infere-se do texto que os burgueses seriam simpáticos:

a) ao absolutismo

b) ao liberalismo

c) às atribuições do Estado

d) à perseguição política de Locke

e) aos Stuarts

142) A Revolução de 1688 foi vitoriosa porque:

a) derrubou o absolutismo.

b) implantou o liberalismo.

c) preservou os direitos de iniciativa privada.

d) baseou-se nas idéias liberais de Locke.

e) permitiu que Locke voltasse da Holanda.

143) “…que exprime os anseios da burguesia.”. Das alterações feitas na passagem acima, aquela que altera substancialmente seu sentido é:

a) a qual expressa os anseios da burguesia.

b) a qual exprime os desejos da burguesia.

c) que representa os anelos da burguesia.

d) que expressa os valores da burguesia.

e) que representa as ânsias da burguesia.

144) A teoria política do liberalismo se opunha:

a) a parte da burguesia

b) ao mercantilismo

c) à monarquia parlamentar

d) a Guilherme de Orange

e) ao absolutismo

145) Infere-se do texto que Guilherme de Orange:

a) não seria simpático aos burgueses.

b) teria ligações com os reis absolutistas.

c) teria idéias liberais.

d) não concordaria com Locke.

e) teria apoiado o exílio de Locke na Holanda.

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXIX

BUROCRATAS CEGOS

A decisão, na sexta-feira, da juíza Adriana Barreto de Carvalho Rizzotto, da 7ª Vara Federal do Rio, determinando que a Light e a Cerj também paguem bônus aos consumidores de energia que reduziram o consumo entre 100 kWh e 200 kWh fez justiça.

A liminar vale para todos os brasileiros. Quando o Governo se lançou nessa difícil tarefa do racionamento, não contou com tamanha solidariedade dos consumidores. Por isso, deixou essa questão dos bônus em suspenso. Preocupada com os recursos que o Governo federal terá que desembolsar com os prêmios, a Câmara de Gestão da Crise de Energia tem evitado encarar essa questão, muito embora o próprio presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, já tenha dito que o bônus será pago.

Decididamente, os consumidores não precisavam ter lançado mão da Justiça para poder ter a garantia desse direito. Infelizmente, o permanente desrespeito ao contribuinte ainda faz parte da cultura dos burocratas brasileiros. Estão constantemente preocupados em preservar a máquina do Estado. Jamais pensam na sociedade e nos cidadãos. Agem como se logo mais na frente não precisassem da população para vencer as barreiras de mais essa crise.

(Editorial de O Dia, 19/8/01)

146) De acordo com o texto:

a) a juíza expediu a liminar porque as companhias de energia elétrica se negaram a pagar os bônus aos consumidores.

b) a liminar fez justiça a todos os tipos de consumidores.

c) a Light e a Cerj ficarão desobrigadas de pagar os bônus se o Governo fizer a sua parte.

d) o excepcional retorno dado pelos consumidores de energia tomou de surpresa o Governo.

e) o Governo pagará os bônus, desde que as companhias de energia elétrica também o façam.

147) Só não se depreende do texto que:

a) os burocratas brasileiros desrespeitam sistematicamente o contribuinte.

b) o governo não se preparou para o pagamento dos bônus.

c) o chefe do executivo federal garante que os consumidores receberão o pagamento dos bônus.

d) a Câmara de Gestão está preocupada com os gastos que terá o Governo com o pagamento dos bônus.

e) a única forma de os consumidores receberem o pagamento dos bônus é apelando para a Justiça.

148) De acordo com o texto, a burocracia brasileira:

a) vem ultimamente desrespeitando o contribuinte.

b) sempre desrespeita o contribuinte.

c) jamais desrespeitou o contribuinte.

d) vai continuar desrespeitando o contribuinte.

e) deixará de desrespeitar o contribuinte.

149) A palavra que justifica a resposta ao item anterior é:

a) infelizmente

b) constantemente

c) cultura

d) jamais

e) permanente

150) Os burocratas brasileiros:

a) ignoram o passado.

b) não valorizam o presente.

c) subestimam o passado.

d) não pensam no futuro.

e) superestimam o futuro.

151) Pode-se afirmar, com base nas idéias do texto:

a) A Câmara de Gestão defende os interesses da Light e da Cerj.

b) O presidente da República espera poder pagar os bônus aos consumidores.

c) Receber o pagamento dos bônus é um direito do contribuinte, desde que tenha reduzido o consumo satisfatoriamente.

d) Os contribuintes não deveriam ter recorrido à Justiça, porque a Câmara de Gestão garantiu o pagamento dos bônus.

e) A atuação dos burocratas brasileiros deixou a Câmara de Gestão preocupada.

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXX

É consenso entre os economistas que o setor automobilístico é o que impulsiona a economia de qualquer país. QUATRO RODAS foi conferir e viu que os números são espantosos. A começar pelo mercado de trabalho. Estima-se que um emprego em uma fábrica de carros gera, indiretamente, 46 outros empregos. Por esse cálculo, 5 milhões de brasileiros dependem, em maior ou menor grau, dessa indústria. Até na construção civil a presença das rodas é enorme: 1 em cada 4 metros quadrados de espaço nas grandes cidades se destina a ruas ou estacionamentos. Na ponta do lápis, o filão da economia relacionado a automóveis movimentou, no ano passado, pelo menos 216 bilhões de dólares. Como o PIB brasileiro, nesse período, foi de 803 bilhões de dólares (e ainda não havia ocorrido a maxidesvalorização), cerca de 1 em cada 4 reais que circularam no país andou sobre rodas em 1998.

(Quatro Rodas, março/99)

152) Segundo o texto, a economia de um país:

a) é ajudada pelo setor automobilístico.

b) independe do setor automobilístico.

c) às vezes depende do setor automobilístico.

d) não pode prescindir do setor automobilístico.

e) fortalece o setor automobilístico.

153) A importância do setor automobilístico é destacada:

a) por boa parte dos economistas

b) pela maioria dos economistas

c) por todos os economistas

d) por alguns economistas

e) pelos economistas que atuam nessa área

154) Pelo texto, verifica-se que:

a) alguns países têm sua economia impulsionada pelo setor automobilístico.

b) o PIB brasileiro seria melhor sem o setor automobilístico.

c) para os economistas, o setor automobilístico tem importância relativa na economia brasileira.

d) cinco milhões de brasileiros têm seu sustento no setor automobilístico.

e) em 1998, três quartos da economia brasileira não tinham relação com o setor automobilístico.

155) “A começar pelo mercado de trabalho.” Das alterações feitas na passagem acima, aquela que lhe altera basicamente o sentido é:

a) a princípio pelo mercado de trabalho

b) começando pelo mercado de trabalho

c) em princípio pelo mercado de trabalho

d) principiando pelo mercado de trabalho

e) iniciando pelo mercado de trabalho

156) Segundo o texto, o setor automobilístico:

a) está presente em segmentos diversos da sociedade.

b) limita-se às fábricas de veículos.

c) no ano de 1988 gerou salários de aproximadamente 216 bilhões de dólares.

d) ficou imune à maxidesvalorização.

e) gera, pelo menos, 47 empregos por fábrica de automóveis.

157) A palavra ou expressão que justifica a resposta ao item anterior é:

a) qualquer

b) gera

c) até

d) na ponta do lápis

e) no país

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXXI

Vários planetas são visíveis a olho nu: Marte, Júpiter, Vênus, Saturno e Mercúrio. Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos, como os babilônios.

Apesar de sua semelhança com as estrelas, os planetas eram identificados pelos povos da Antiguidade graças a duas características que os diferenciavam. Primeiro: as estrelas, em curtos períodos, não variam de posição umas em relação às outras. Já os planetas mudam de posição no céu com o passar das horas. À noite, esse movimento pode ser percebido com facilidade. Segundo: as estrelas têm uma luz que, por ser própria, pisca levemente. Já os planetas, que apenas refletem a luz do Sol, têm um brilho fixo. Os planetas mais distantes da Terra só puderam ser descobertos bem mais tarde, com a ajuda de aparelhos ópticos como o telescópio. “O primeiro deles a ser identificado foi Urano, descoberto em 1781 pelo astrônomo inglês William Herschel”, afirma a astrônoma Daniela Lázzaro, do Observatório Nacional do Rio de Janeiro.

(Superinteressante, agosto/01)

158) Com relação às idéias contidas no texto, não se pode afirmar que:

a) os gregos não conheciam o planeta Urano.

b) os gregos, bem como outros povos da Antigüidade, conheciam vários planetas do Sistema Solar.

c) a olho nu, os planetas se assemelham às estrelas.

d) os povos da Antigüidade usavam aparelhos ópticos rudimentares para identificar certos planetas.

e) os povos antigos sabiam diferençar os planetas das estrelas, mesmo sem aparelhos ópticos.

159) Infere-se do texto que a Astronomia é uma ciência que, em dadas circunstâncias, pode prescindir de:

a) estrelas

b) planetas

c) instrumentos

d) astrônomos

e) estrelas, planetas e astrônomos

160) A locução prepositiva “graças a” tem o mesmo valor semântico de:

a) mas também

b) apesar de

c) com

d) por

e) em

161) “Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos…” Das alterações feitas na passagem acima, aquela que apresenta sensível alteração de sentido é:

a) Esses astros já eram conhecidos não somente dos gregos, como também de povos ainda mais antigos.

b) Tais planetas já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos.

c) Esses astros já eram conhecidos não apenas pelos gregos, mas também por povos ainda mais antigos.

d) Esses astros já eram conhecidos tanto pelos gregos, como por povos ainda mais antigos.

e) Esses astros já eram conhecidos não apenas através dos gregos, mas também através de povos mais antigos.

162) A diferença que os antigos já faziam entre estrelas e planetas era de:

a) brilho e posição

b) beleza e posição

c) importância e disposição

d) brilho e importância

e) beleza e disposição

163) Infere-se do texto que o planeta Netuno:

a) era conhecido dos gregos.

b) foi descoberto sem ajuda de aparelhos ópticos.

c) foi descoberto depois de Plutão.

d) foi descoberto depois de Urano.

e) foi identificado por acaso.

164) Segundo o texto, as estrelas:

a) nunca mudam de posição.

b) são iguais aos planetas.

c) não piscam.

d) só mudam de posição à noite.

e) mudam de posição em longos períodos de tempo.

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXXII

Não faz muito tempo, a mata virgem, as ondas generosas e as areias brancas da Praia do Rosa, no sul catarinense, despertaram a atenção de surfistas e viajantes em busca de lugares inexplorados. Era meados dos anos 70, e este recanto permanecia exclusivo de poucas famílias de pescadores. O tempo passou e hoje “felizmente”, conforme se ouve em conversas com a gente local, o Rosa não mudou.

Mesmo estando localizada a apenas 70 quilômetros de Florianópolis e vizinha do badalado Balneário de Garopaba, a Praia do Rosa preserva, de forma ainda bruta, suas belezas naturais. É claro que houve mudanças desde sua descoberta pelos forasteiros. Mas, ao contrário de muitos lugarejos de nossa costa que tiveram a natureza devastada pela especulação imobiliária, esta região resiste intacta graças a um pacto entre moradores e donos de pousadas. Uma das medidas adotadas por eles, por exemplo, é que ninguém ocupe mais de 20% de seu terreno com construção. Assim, o verde predomina sobre os morros de frente para o mar azul repleto de baleias. Baleias? Sim, baleias francas, a mais robusta entre as espécies desses mamíferos marinhos, que chegam a impressionantes 18 metros e até 60 toneladas.

(Sérgio T. Caldas, na Os caminhos da Terra, dez./00)

165) Quanto à Praia do Rosa, o autor se contradiz ao falar:

a) da localização

b) dos moradores

c) da mudança

d) do tempo

e) do valor

166) O texto só não nos permite afirmar, com relação à Praia do Rosa:

a) mantém intactas suas belezas naturais.

b) manteve-se imune à especulação imobiliária.

c) não fica distante da capital do Estado.

d) no início dos anos 70, surfistas e exploradores se encantaram com

suas belezas naturais.

e) trata-se de um local tranqüilo, onde todos respeitam a natureza.

167) Pelo visto, o que mais impressionou o autor do texto foi a presença de:

a) moradores

b) baleias

c) surfistas

d) donos de pousadas

e) viajantes

168) O fator determinante para a preservação do Rosa é:

a) a ausência da especulação imobiliária

b) o amor dos moradores pelo lugar

c) a consciência dos surfistas que frequentam a região

d) o pacto entre moradores e donos de pensão

e) a proximidade de Florianópolis

169) O primeiro período do segundo parágrafo terá o seu sentido alterado se for iniciado por:

a) a despeito de estar localizada

b) não obstante estar localizada

c) ainda que esteja localizada

d) contanto que esteja localizada

e) posto que estivesse localizada

170) 0 adjetivo empregado com valor conotativo é:

a) generosas

b) exclusivo

c) bruta

d) intacta

e) azul

171) O adjetivo “badalado”:

a) pertence à língua literária e significa importante.

b) é linguagem jornalística e significa comentado.

c) pertence à língua popular e significa muito falado.

d) é linguagem científica e significa movimentado.

e) pertence à língua coloquial e significa valiosa.

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXXIII

A vida é difícil para todos nós. Saber disso nos ajuda porque nos poupa da autopiedade. Ter pena de si mesmo é uma viagem que não leva a lugar nenhum. A autopiedade, para ser justificada, nos toma um tempo enorme na construção de argumentos e motivos para nos entristecermos com uma coisa absolutamente natural: nossas dificuldades.

Não vale a pena perder tempo se queixando dos obstáculos que têm de ser superados para sobreviver e para crescer. É melhor ter pena dos outros e tentar ajudar os que estão perto de você e precisam de uma mão amiga, de um sorriso de encorajamento, de um abraço de conforto. Use sempre suas melhores qualidades para resolver problemas, que são: capacidade de amar, de tolerar e de rir.

Muitas pessoas vivem a se queixar de suas condições desfavoráveis, culpando as circunstâncias por suas dificuldades ou fracassos. As pessoas que se dão bem no mundo são aquelas que saem em busca de condições favoráveis e se não as encontram se esforçam por criá-las. Enquanto você acreditar que a vida é um jogo de sorte vai perder sempre. A questão não é receber boas cartas, mas usar bem as que lhe foram dadas.

(Dr. Luiz Alberto Py, in O Dia, 30/4/00)

172) Segundo o texto, evitamos a autopiedade quando:

a) aprendemos a nos comportar em sociedade.

b) nos dispomos a ajudar os outros.

c) passamos a ignorar o sofrimento.

d) percebemos que não somos os únicos a sofrer.

e) buscamos o apoio adequado.

173) Para o autor, o mais importante para a pessoa é:

a) perceber o que ocorre à sua volta.

b) ter pena das pessoas que sofrem.

c) buscar conforto numa filosofia ou religião.

d) esforçar-se para vencer as dificuldades.

e) estar ciente de que, quando menos se espera, surge a dificuldade.

174) A autopiedade, segundo o autor:

a) é uma doença.

b) é problema psicológico.

c) destrói a pessoa.

d) não pode ser evitada.

e) não conduz a nada.

175) A vida é comparada a um jogo em que a pessoa:

a) precisa de sorte.

b) deve saber jogar.

c) fica desorientada,

e) geralmente perde.

e) não pode fazer o que quer.

176) A superação das dificuldades da vida leva:

a) à paz

b) à felicidade

c) ao equilíbrio

d) ao crescimento

e) à auto-estima

177) Os sentimentos que levam à superação das dificuldade são:

a) fé, tolerância, abnegação

b) amor, desapego, tolerância

c) caridade, sensibilidade, otimismo

d) fé, tolerância, bom humor

e) amor, tolerância, alegria

178) Para o autor:

a) não podemos vencer as dificuldades.

b) só temos dificuldades por causa da nossa imprevidência.

c) não podemos fugir das dificuldades.

d) devemos amar as dificuldades.

e) devemos procurar as dificuldades.

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXXIV

ESPERANÇAS

Apesar de 4 bilhões de pessoas viverem na pobreza, entre os seis bilhões de habitantes da Terra, as pessoas simples continuam a acreditar num futuro melhor. Não importa se esse sentimento brota da emoção, da fé ou da esperança.

O importante é ressaltar que a crise de uma concepção científica do mundo abre, agora, a perspectiva de que os caminhos da história não sejam apenas aqueles previstos pelas largas avenidas das ideologias modernas.

Os atalhos são, hoje, as vias principais, como o demonstram o Fórum Social de Porto Alegre e a força das mobilizações contra o atual modelo de globalização. Assim como o aparente perfil caótico da natureza ganha um sentido evolutivo e coerente na esfera biológica, do mesmo modo haveria um nível – que o Evangelho denomina amor – em que as relações humanas tomam a direção da esperança.

É verdade que, com o Muro de Berlim, ruiu quase tudo aquilo que sinalizava um futuro sem opressores e oprimidos. Agora as leis do mercado importam mais do que as leis da ética.

Mas, e a pobreza de 2/3 da humanidade? O que significa falar em liberdades quando não se tem acesso a um prato de comida? Esta é a grande contradição da atual conjuntura: nunca houve tanta liberdade para tantos famintos! Mesmo os povos que no decorrer das últimas décadas não conheceram a pobreza e o desemprego agora se deparam com esses flagelos, como ocorre nos países do leste europeu.

A ironia é que, hoje, aqueles povos são livres para escolher seus governantes, podem circular por suas fronteiras e manifestar suas discordâncias em público. Mas lhes é negado o direito de escolher um sistema social que não assegure a reprodução do capital privado.

(Frei Beto, in O Dia, 19/8/01)

179) O texto pode ser entendido como um manifesto contrário ao:

a) presidencialismo

b) parlamentarismo

c) comunismo

d) socialismo

e) capitalismo

180) “Nunca houve tanta liberdade para tantos famintos.” No trecho destacado, o autor questiona o valor:

a) da globalização

b) da democracia

c) das políticas econômicas

d) das privatizações

e) do governo

181) No texto, só não há correspondência entre:

a) esse sentimento e crença num futuro melhor

b) atalhos  e Fórum e força das mobilizações

c) aparente perfil caótico  e sentido evolutivo

d) Muro de Berlim  e opressores e oprimidos

e) seus governantes  e lhes

182) Segundo o autor, os povos do antigo bloco comunista do leste europeu:

a) continuam sem liberdade de expressão.

b) hoje são mais felizes porque são livres.

c) são irônicos, apesar de livres.

d) não são totalmente livres.

e) sofrem com a ironia do governo.

183) O sinônimo adequado para “ressaltar” (/. 5) é:

a) demonstrar

b) dizer

c) destacar

d) apontar

e) afirmar

184) O grande paradoxo do mundo atual seria:

a) simplicidade – esperança

b) concepção científica – fé

c) liberdade – fome

d) esfera biológica – amor

e) sistema social – capital privado

185) “É verdade que, com o Muro de Berlim, ruiu quase tudo aquilo que sinalizava um futuro sem opressores e oprimidos.” Só não há paráfrase do trecho destacado acima em:

a) Com o Muro de Berlim, certamente, caiu tudo que apontava para um futuro sem opressores e oprimidos.

b) É certo que vieram abaixo, com o Muro de Berlim, todas as coisas que sinalizavam um futuro sem opressores e oprimidos.

c) Com a queda do Muro de Berlim, na verdade, veio abaixo tudo aquilo que apontava para um futuro sem opressores e oprimidos.

d) É verdade que, por causa do Muro de Berlim, veio abaixo tudo que sinalizava um futuro sem opressores e oprimidos.

e) Ruiu, certamente, com o Muro de Berlim, tudo aquilo que sinalizava um porvir sem opressores e sem oprimidos.

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXXV

O solvente, segundo a onda terrorista espalhada no país, é uma espécie de veneno químico que inescrupulosos donos de postos e distribuidoras mal-intencionadas deram de adicionar à gasolina. Com isso, esses bandidos estariam lesando os concorrentes (porque pagam barato 5 pelos adulterantes), os cofres públicos (porque os impostos significam 70% do custo da gasolina; mas são baixos quando aplicados diretamente sobre os solventes) e o consumidor, já que os produtos estranhos teriam uma atuação demoníaca na saúde do motor e dos componentes do carro, roendo mangueiras e detonando – no pior dos sentidos – o sistema de 10 combustão. Pior: quando adicionado por especialistas, o solvente quase não deixa pistas. É indetectível em testes simples e imperceptível durante o funcionamento do veículo.

Para cercar esse inimigo, QUATRO RODAS recorreu ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, o insuspeito IPT. Na tentativa de 15 flagrar postos que estivessem misturando substâncias estranhas à gasolina, repórteres coletaram amostras de combustível Brasil afora, para submetê-las à cromatografia, um método capaz de revelar cada componente de uma amostra, bem como a quantidade de cada elemento na mistura. No primeiro lote, de doze amostras reunidas numa viagem 20 entre Buenos Aires e São Paulo, uma revelação esperada: segundo o laudo do IPT, quatro delas estavam adulteradas pela presença de solventes em proporções acima das encontradas na gasolina de referência da refinaria Replan, de Paulínia, a 117 quilômetros da capital paulista.

(D. Schelp e L. Martins, na Quatro Rodas, março/00)

186) Segundo o texto:

a) a gasolina brasileira é sempre adulterada nos postos de gasolina.

b) a gasolina argentina é superior à brasileira.

c) os donos de postos de gasolina e, principalmente, distribuidoras mal-intencionadas têm adicionado solventes à gasolina.

d) a situação é mais grave se o solvente é adicionado sob a orientação de pessoas que detenham uma técnica apurada.

e) a situação é tão grave que nem a cromatografia tem sido capaz de mostrar a adulteração da gasolina.

187) Depreende-se do texto que o IPT:

a) não tem estrutura para resolver o problema.

b) deveria usar a cromatografia.

c) dispõe de repórteres capazes de fazer a coleta de gasolina.

d) examina as amostras coletadas em postos de gasolina.

e) fica situado a 117 quilômetros da cidade de São Paulo.

188) A revista recorreu ao IPT porque:

a) ele é um instituto insuspeito.

b) ele fica em São Paulo, ponto final da viagem dos repórteres.

c) a gasolina de referência é a da Replan.

d) os cofres públicos estão sendo lesados.

e) testes simples não podem resolver o problema.

189) A alternativa em que se substituem, sem alteração de sentido, os elementos conectores “segundo”, “com isso”, “já que” e”para” é:

a) conforme, apesar disso, porque, a fim de

b) consoante, dessa forma, uma vez que, a fim de

c) consoante, assim, uma vez que, por

d) não obstante, dessa forma, porquanto, a fim de

e) conforme, aliás, uma vez que, por

190) Segundo o texto:

a) a gasolina não pode ter nenhum tipo de solvente.

b) há mais gasolina adulterada no Brasil, na faixa entre Buenos Aires e São Paulo.

c) por detonar o sistema de combustão, os bandidos lesam os concorrentes, os cofres públicos e o consumidor.

d) o IPT não seria o instituto adequado para fazer a avaliação da gasolina, por ser insuspeito.

e) o resultado da pesquisa encaminhada ao IPT não causou estranheza aos elementos envolvidos.

191) Com base nas idéias contidas no texto, pode-se afirmar que:

a) solvente é sempre veneno químico.

b) terroristas estão adulterando a gasolina.

c) donos de postos de gasolina são inescrupulosos.

d) os solventes adicionados à gasolina são baratos, por isso os bandidos levam vantagem sobre os concorrentes.

e) durante a viagem entre Buenos Aires e São Paulo, os repórteres desconfiaram da presença de gasolina adulterada em seu carro.

192) “…deram de adicionar à gasolina.” Por “deram de”, entende-se:

a) começaram a

b) acostumaram-se a

c) insistem em

d) precisam

e) desejavam

193) De acordo com o texto, a gasolina ideal:

a) leva poucos solventes.

b) não leva solventes.

c) é a da Replan.

d) não rói mangueira.

e) é a mais barata.

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXXVI

OS UMBRAIS DA CAVERNA

RIO DE JANEIRO – Não sei por que(*), mas associei duas declarações da semana passada, feitas no mesmo dia, mas separadas por espaço e objetivo.

No Brasil, o presidente da República declarou que “já vamos transpor os umbrais do atraso”. No Afeganistão, um tal de Abdul Rahman, ministro do novo governo que ali se instalou, acredita que o país será invadido por turistas de todo o mundo interessados em conhecer Tora Bora e Candahar.

Louve-se o otimismo de um e de outro. Sempre ouvi dizer que o otimista é um cara mal-informado. As duas declarações, juntas ou separadas, são uma prova. Os umbrais do atraso que FHC anuncia transpor e os encantos turísticos do Afeganistão são boas intenções ainda distantes da realidade. Certo que não faltam progressos em nossa vida como nação e povo, mas o quadro geral ainda é lastimável, sobretudo pela existência de dois cenários contraditórios – um cada vez mais rico e outro cada vez mais miserável.

Os umbrais que separam a riqueza da miséria não serão transpostos com as prioridades que sete anos de tucanato estabeleceram para o país. Quando Maria Antonieta perguntou por que o povo não comia bolos à falta de pão, também pensava que a monarquia havia transposto os umbrais do atraso.

Quanto ao interesse de as cavernas de Tora Bora provocarem uma invasão de turistas, acho discutível esse tipo de atração. Reconheço que há exageros na massificação do turismo internacional, mas não a esse ponto.

Em todo o caso, não custa abrir um crédito de esperança para as burras do erário afegão. Se o ministro Abdul Rahman contratar um dos nossos marqueteiros profissionais, desses que prometem eleger um poste para a Presidência da República, é possível que muita gente vá conhecer as cavernas onde ainda não encontraram Osama bin Laden.

(Carlos Heitor Cony, na Folha de São Paulo, 13/1/02)

*A palavra aparece assim na edição eletrônica da Folha. No entanto, deve ser acentuada (quê).

194) O autor não acredita:

a) na boa intenção do presidente da República.

b) que o Afeganistão será invadido por turistas de todo o mundo.

c) que o ministro afegão seja otimista.

d) que o otimista é um cara mal-informado.

e) em semelhanças entre as declarações de FHC e Abdul Rahman.

195) Maria Antonieta é comparada a:

a) Abdul Rahman

b) turistas de todo o mundo

c) Tora Bora

d) FHC

e) um cara mal-informado

196) “…não custa abrir um crédito de esperança para as burras do erário afegão.” Neste trecho, “as burras do erário afegão” significam:

a) as pessoas ignorantes do Afeganistão

b) os animais de carga do Afeganistão

c) os cofres do tesouro do Afeganistão

d) o dinheiro da iniciativa privada do Afeganistão

e) o dinheiro de empresas falidas do Afeganistão, confiscado pelo novo governo

197) Ao definir o otimista, o autor valeu-se de uma linguagem:

a) hermética

b) culta

c) chula

d) coloquial

e) ofensiva

198) Para o autor, tanto FHC como Abdul Rahman:

a) estão descontentes com a situação em seus países.

b) têm ampla visão social.

c) são demagogos.

d) não têm preparo para ocupar seus cargos.

e) são mal-informados.

199) Se levarmos em conta a afirmação de FHC, teremos de concluir que o Brasil:

a) não é mais um país atrasado.

b) continuará a ser um país atrasado.

c) levará muitos anos para se desenvolver.

d) em pouco tempo deixará de ser um país atrasado.

e) tem condições de ser um país adiantado.

200) No último parágrafo do texto, o autor utiliza uma linguagem:

a) metafórica

b) hiperbólica

c) irônica

d) leviana

e) pessimista

201) Para o autor, as declarações de FHC e do ministro só não têm em comum o fato de:

a) serem equivocadas.

b) partirem de pessoas otimistas.

c) serem despropositadas.

d) serem bem-intencionadas.

e) supervalorizarem a capacidade turística de seus países.

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXXVII

TOLERÂNCIA

Quando o mundo se torna violento, buscamos uma explicação em que a compreensão se expresse em atos e palavras. Mas como explicar a tortura, o assassinato, a censura, o imperialismo ou o terrorismo, ferramentas favoritas dos repressores que querem evitar qualquer opinião divergente?

Histórias recentes da América Latina, da Europa e do Oriente Médio comprovam tais fatos: é o caso de Cuba de Castro, do Peru de Fujimori e dos radicalismos políticos, de triste memória, da Argentina e do Brasil; é a incompreensão de protestantes e católicos, na Irlanda; é a questão entre judeus e palestinos, que faz sangrar a Terra Santa. O fanatismo defensor de uma verdade aceita como única não é patrimônio exclusivo das ditaduras. Hoje os fundamentalismos religiosos, misturados a frustrações econômicas e sociais, são a expressão patológica de uma quebra de equilíbrio do universo. Como, então, enfrentá-los?

Não há melhor antídoto contra a conduta intolerante que a liberdade, conseqüência da pluralidade, que consiste em defender idéias próprias, mas aceitando que o outro possa ter razão. Precisamos reconhecer velhas verdades: a violência gera violência; todo poder é abusivo; o fanatismo é inimigo da razão; todas as vidas são preciosas; a guerra jamais é gloriosa, exceto para os vencedores que creem que Deus está ao lado dos grandes exércitos.

A solidariedade e a tolerância democrática, inexistentes no nosso tempo, implicam uma revolução em nossas mentalidades e na aceitação do que percebemos como diferentes, para se configurar uma  sociedade multicultural. Esses são os desafios éticos que deveríamos enfrentar, sem a arrogância dos países desenvolvidos e sem a marginalização dos subdesenvolvidos, afundados na miséria e na fome.

(Carlos Alberto Rabaça, em O Dia, 21 /11 / 01)

202) Para o autor, o maior problema do mundo atual é:

a) o fanatismo religioso

b) as ditaduras

c) a intolerância

d) a violência

e) a miséria

203) O autor faz alusão a problemas específicos de vários países. Aquele cujo problema é diferente do dos demais é:

a) Brasil

b) Irlanda

c) Argentina

d) Cuba

e) Peru

204) Com base nas idéias contidas no texto, pode-se afirmar que:

a) só as ditaduras aceitam uma verdade tida como única.

b) o fundamentalismo religioso não colabora com a queda do equilíbrio universal.

c) nada pode combater a intolerância de nossos dias.

d) tudo pode ser explicado, inclusive a intolerância.

e) o mundo atual não tem solidariedade e tolerância democrática.

205) Em sua função anafórica, o pronome relativo “que” refere-se no texto a:

a) antídoto

b) pluralidade

c) idéias

d) conduta

e) liberdade

206) Não são elementos antagônicos:

a) Brasil / Argentina

b) protestantes / católicos

c) judeus / palestinos

d) arrogância / marginalização

e) conduta intolerante / liberdade

207) “Expressão patológica” é expressão:

a) deturpada

b) exagerada

c) cotidiana

d) mórbida

e) sombria

208) Segundo o texto, ser livre é:

a) fazer o que se quer.

b) valorizar as suas idéias, em detrimento das dos outros.

c) ter suas idéias e admitir as dos outros.

d) viver intensamente.

e) não se preocupar com a intolerância do mundo.

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXXVIII

QUENTE E FRIO

Me dizem que, de acordo com uma convenção internacional, a torneira de um lado é sempre a da água quente e a do outro, logicamente, a da água fria. Mas nunca me lembro quais são os lados. Não usam mais os velhos Q e F, imagino, para não descriminar* os analfabetos, nem as cores vermelho para quente e azul para fria, para não descriminar* os daltônicos. Mas e nós, os patetas? Também precisamos tomar banho.

Nunca nos lembramos de que lado é o quente e de que lado é o frio e estamos condenados a sustos constantes ou então a demorada experimentação até acertar a temperatura da água. Isso quando os controles não estão concentrados numa única supertorneira de múltiplas funções, na qual você pode escolher volume e temperatura numa combinação de movimentos sincronizados depois de completar um curso de aprendizagem do qual também sairá capacitado a pilotar um Boeing.

A verdade é que existe uma conspiração para afastar do mundo do consumo moderno as pessoas, digamos, neuronicamente prejudicadas. Em alguns casos a depuração foi longe demais e o resultado é que hoje existem, comprovadamente, apenas dezessete pessoas em todo o mundo que sabem programar o timer para gravação num videocassete. Destas, quinze só revelam o que sabem por muito dinheiro,  uma está muito doente e a outra se retirou para o Tibete e não quer ser incomodada. Na maioria dos casos, no entanto, as instruções para uso são dirigidas a pessoas normais, com um mínimo de acuidade e bom senso – quer dizer, são contra nós! Mas eu já me resignara a não saber programar o timer, ou sequer saber o que era um timer, ou jamais usar a tecla Num Lock com medo de trancar todos os computadores num raio de um quilômetro, desde que me sentisse confortável no mundo que eu dominava. Como, por exemplo, no chuveiro. E enta’o a modernidade chegou às torneiras, e quente e frio também se transformaram em desafios intelectuais. Quente é a da esquerda e fria é a da direita, é isso?

Ou é o contrário? É uma conspiração.

(Luís F. Veríssimo, em O Globo, 13/1/02)

* Escrita assim na página eletrônica consultada. O perfeito é discriminar.

209) O texto nos fala:

a) da inépcia de todos os analfabetos

b) do problema dos daltônicos

c) da dificuldade em se decidir entre água fria e água quente

d) da dificuldade trazida pela modernidade

e) do caráter obsoleto de determinados aparelhos domésticos

210) O tom predominante no texto é de:

a) perplexidade

b) humorismo

c) decepção

d) realismo

e) determinismo

211) O texto é formado a partir de hipérboles. Assinale o trecho que não denota nenhum tipo de exagero.

a) “Nunca nos lembramos de que lado é o quente e de que lado é o frio…”

b) “…do qual também sairá capacitado a pilotar um Boeing.”

c) “…existem, comprovadamente, apenas dezessete pessoas em todo o mundo…”

d) “Mas eu já me resignara a não saber programar o timer…” 

e) “É uma conspiração.”

212) Pelo visto, a supertorneira:

a) simplifica as coisas.

b) agrada a todos.

c) é mais um elemento complicador.

d) não apresenta grandes utilidades.

e) é uma peça totalmente inútil.

213) Embora brincando, o autor se inclui entre:

a) os analfabetos

b) os daltônicos

c) as pessoas neuronicamente prejudicadas

d) as pessoas normais

e) as que só revelam o que sabem por muito dinheiro

214) Para o autor, não se usam mais Q e F ou o vermelho e o azul para evitar:

a) que as pessoas tenham muitas coisas para decorar.

b) o crescimento do número de patetas.

c) que as pessoas neuronicamente prejudicadas fiquem sem entender o funcionamento das torneiras.

d) a marginalização de determinados indivíduos.

e) que as pessoas normais se sintam discriminadas.

215) O texto fala da dificuldade do autor no dia-a-dia. Assinale o que não se enquadra nesse caso.

a) o quente e o frio da torneira

b) o uso da supertorneira

c) dirigir um Boeing

d) o timer do videocassete

e) a tecla Num Lock

216) Na realidade, o problema do autor seria a falta de:

a) inteligência

b) paciência

c) humildade

d) concentração

e) memória

217) Que palavra pode substituir “acuidade” sem prejuízo do sentido original do texto?

a) originalidade

b) perspicácia

c) inteligência

d) vontade

e) persistência

218) Antes do desafio intelectual das novas torneiras, o autor se sentia:

a) tranqüilo

b) esperançoso

c) desanimado

d) um pateta

e) inseguro

219) O eufemismo é a figura que consiste em suavizar uma ideia desagradável. Assinale o trecho em que isso ocorre.

a) “Não usam mais os velhos Q e F…”

b) “Mas e nós, os patetas?”

c) “Também precisamos tomar banho.”

d) “…as pessoas, digamos, neuronicamente prejudicadas.”

e) “E então a modernidade chegou às torneiras…”

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XXXIX

COMO NASCEM, VIVEM E MORREM AS ESTRELAS?

A existência de um astro, que dura de 100 milhões a 1 trilhão de anos, passa por três fases: nascimento, meia-idade e maturidade.

“Todas as estrelas nascem da mesma forma: pela união de gases”, diz o astrônomo Roberto Boczko, da Universidade de São Paulo (USP). Partículas de gás (geralmente hidrogênio) soltas no Universo vão se concentrando devido às forças gravitacionais que puxam umas contra as outras.

Formam, assim, uma gigantesca nuvem de gás que se transforma em estrela – isto é, um corpo celeste que emite luz.

A gravidade espreme essa massa gasosa a tal ponto que funde os átomos em seu interior. Essa fusão é uma reação atômica que transforma hidrogênio em hélio, gerando grande quantidade de calor e de luz. Um exemplo de estrela jovem são as Pleiades, na Via Láctea, resultado de fusões que começaram há poucos milhões de anos.

Durante a meia-idade – cerca de 90% da sua existência -, a estrela permanece em estado de equilíbrio. Seu brilho e tamanho variam pouco, ocorrendo apenas uma ligeira contração. É o caso do Sol, que, com 4,5 bilhões de anos, se encontra nessa fase intermediária de sua existência, sofrendo mínima condensação.

Quando a maior parte do hidrogênio que a com põe se esgota, a estrela entra na maturidade – este sim, um período de drásticas transformações. Praticamente todo o hidrogênio do núcleo já se converteu em hélio. Com isso, diminui a fusão entre as moléculas de gás e começa um período de contração e aquecimento violentos no corpo celeste. A quantidade de calor e luz gerados é tão grande que o movimento se inverte: o astro passa a se expandir rapidamente. Seu raio chega a aumentar 50 vezes e o calor se dilui. A estrela vira uma gigante vermelha. Um exemplo é Antares, na constelação de Escorpião – uma amostra de como ficará o Sol daqui a 4,5 bilhões de anos, engolindo todo o Sistema Solar.

Já na maturidade, a falta de hidrogênio torna-se crítica. Apesar da rápida expansão, a fusão entre os gases diminui continuamente: o astro caminha para o seu fim. O modo como ele morrerá depende da sua massa.

Se ela for até duas vezes a do Sol, sua contração transformará o corpo celeste em um pequeno astro moribundo, cuja gravidade já não consegue segurar os gases da periferia. Mas se a massa for de duas a três vezes a do Sol, a contração final será muito forte, criando um corpo celeste extremamente denso chamado pulsar, ou estrela de nêutrons. Quando a massa é maior, a condensação final é mais violenta ainda e o núcleo do antigo astro vira um buraco negro – sua densidade é tão alta que ele não deixa nem a luz escapar. Simultaneamente, os gases da camada mais periférica dessa estrela se transformam em uma supernova – massa de gás que brilha por pouco tempo até sumir de uma vez por todas.

(Superinteressante, agosto de 2001)

220) A ciência de que trata o texto se chama:

a) Biotecnia

b) Exobiologia

c) Astronomia

d) Astrologia

e) Ufologia

221) Segundo o texto:

a) nem todos os astros morrem.

b) as Pleiades são estrelas na fase da maturidade.

c) as estrelas nem sempre possuem luz própria.

d) o Sol ainda não entrou na fase da maturidade.

e) os astros têm um mesmo tipo de nascimento e morte.

222) “A gravidade espreme essa massa gasosa a tal ponto que funde os átomos em seu interior.” Se começarmos o período acima por “A gravidade funde os átomos em seu interior”, o elemento conector que deverá ser usado para que se mantenha a coesão textual e o sentido original é:

a) se bem que

b) contudo

c) porque

d) caso

e) a fim de que

223) Só não diz respeito à maturidade de uma estrela:

a) fase de grandes transformações

b) expansão rápida

c) conversão de hidrogênio em hélio

d) escassez de hidrogênio

e) aumento contínuo de calor, até a morte

224) Sobre Antares, com base no texto, não se pode afirmar:

a) é estrela na fase da maturidade.

b) situa-se na constelação de Escorpião.

c) é uma estrela vermelha.

d) Seu raio aumentou muito.

e) não pertence à Via Láctea.

225) Sobre o pulsar, podemos inferir que:

a) é um tipo de estrela de meia-idade.

b) é um astro que surge com a morte de uma estrela.

c) é o mesmo que buraco negro.

d) é um astro de massa semelhante à do Sol.

e) os gases de sua camada periférica transformam-se em uma supernova.

226) Com base nas idéias contidas no texto, só não se pode dizer que:

a) o tempo de vida dos astros é bastante variado.

b) toda estrela tem origem numa nuvem de gás.

c) a maior parte da vida de um astro é a meia-idade.

d) As Pleiades, o Sol e Antares têm em comum apenas o fato de serem estrelas.

e) uma estrela de neutrons é tão densa quanto um buraco negro.

227) Os dois pontos que aparecem depois de “continuamente” podem ser substituídos, sem alteração de sentido, por:

a) porque

b) e

c) mas

d) ou

e) à medida que

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XL

GRITOS DE INDEPENDÊNCIA

Comemora-se a independência do Brasil. Consta que não houve sangue, apenas o grito do Ipiranga, que marcou a ruptura com a tutela portuguesa, mantendo no poder o português D. Pedro I, que se proclamou imperador do Brasil, mas terminou seus dias como duque de Bragança e figura, na relação dinástica, como o 28° rei de Portugal. Como se vê, na passarela da história, o samba não é o do crioulo doido.

Entre o fato e a versão do fato, a história oficial tende à segunda. Ainda hoje se discute se o grito decorreu do sonho de uma pátria independente ou da ambição de um império tropical. Ficou o grito parado no ar, expresso nos rostos contorcidos das figuras de Portinari, no romanceiro de Cecília Meireles, na poesia agônica de Chico Burque, no coração desolado das mães brasileiras que enterram, por ano, cerca de 300 mil recém-nascidos, precocemente tragados pelos recursos que faltam à área social. O número só não é maior graças ao voluntariado da Pastoral da Criança, monitorada pela doutora Zilda Arns.

O Brasil, pátria vegetal, ostenta o semblante de uma cordialidade renegada por sua história. Sob o grito da independência ressoam os dos índios trucidados pela empresa colonizadora, agora restaurada pela assepsia étnica proposta pelos integracionistas que julgam as reservas indígenas privilégio nababesco. Ecoam também os gritos das vítimas indefesas de entradas e bandeiras, Fernão Dias sacrificando o próprio filho em troca de um punhado de pedras preciosas, bandeirantes travestidos de heróis da pátria pelo relato histórico dos brancos, versão barroca do esquadrão da morte rural, diriam os índios se figurassem  como autores em nossa historiografia.

Abafam-se, em vão, os gritos arrancados à chibata dos negros arrastados de além-mar, sem contar as revoltas populares que minam o mito de uma pacífica abnegação que só existe no ufanismo de uma elite que se perfuma quando vai à caça.

Pátria armada de preconceitos arraigados, casa-grande que traça os limites intransponíveis da senzala, na pendular política de períodos autoritários alternados com períodos de democracia tutelar, já que, neste país, a coisa pública é negócio privado. índios, negros, mulheres, lavradores e operários não merecem a cidadania, reza a prática daqueles que sequer se envergonham de serem compatriotas de 50 milhões de pessoas que não dispõem de R$ 80 mensais para adquirir a cesta básica.

À galera, as tripas, marca indelével em nossa culinária, como a feijoada. Privatizam-se empresas e sonhos, valores e sentimentos, convocando intelectuais de aparência progressista para dar um toque de modernidade aos velhos e permanentes projetos da oligarquia. Vale tudo frente ao horror de um Brasil sujeito a reformas estruturais. Os que querem governar a sociedade não suportam os que querem governar com a sociedade.

Destroçada e endividada, a pátria navega a reboque do receituário neoliberal, que dilata a favelização, o desemprego, o poder paralelo do narcotráfico, a concentração de renda. Se o salário não paga a dívida, a vida parece não valer um salário. No Brasil, os hospitais estão : doentes, a saúde encontra-se em estado terminal, a escola gazeteia, o sistema previdenciário associa-se ao funerário e a esperança se reduz a um novo par de tênis, um emprego qualquer, alçar a fantasia pelo consolo eletrônico das telenovelas.

Amanhecia em Copacabana quando Antônio Maria gritou: “Não sei por onde vou, mas sei que não vou por aí”. Não vou pelas receitas monetaristas que salvam o Tesouro oficial e apressam a morte dos pobres.

Vou com aqueles que sempre denunciam a injustiça, testemunham a ética na política, agem com escrúpulos, defendem os direitos indígenas, repudiam todas as formas de preconceitos, promovem campanhas de combate à fome, administram recursos públicos com probidade e lutam por uma nova política econômica. Vou com aqueles que, esta semana, estarão mobilizados no Grito dos Excluídos, promovido pela CNBB, em parceria com entidades e movimentos populares. Nenhum país será independente se, primeiro, não o forem aqueles que o governam.

(Frei Beto, no Jornal do Brasil, 3/9/01)

228) Os sentimentos que melhor caracterizam o estado de espírito do autor são:

a) ódio e desequilíbrio

b) medo e pessimismo

c) insegurança e descontrole

d) revolta e angústia

e) apatia e resignação

229) Para o autor, a história do Brasil é apresentada aos brasileiros:

a) de forma realista

b) com poucos detalhes

c) com preconceito

d) cortada

e) mascarada

230) O trecho que justifica a resposta ao item anterior é:

a) “Comemora-se a independência do Brasil.”

b) “À galera, as tripas, marca indelével em nossa culinária, como a feijoada.”

c) “índios, negros, mulheres, lavradores e operários não merecem a cidadania…”

d) “Entre o fato e a versão do fato, a história oficial tende à segunda.”

e) “O número só não é maior graças ao voluntariado da Pastoral da Criança.”

231) O autor duvida:

a) do futuro do Brasil

b) dos artistas brasileiros

c) da independência do Brasil

d) das revoltas populares

e) de Antônio Maria

232) “Os que querem governar a sociedade não suportam os que querem governar com a sociedade.” Esse trecho sugere a dicotomia:

a) governo militar / governo civil

b) comunismo / capitalismo

c) presidencialismo / parlamentarismo

d) monarquia / república

e) ditadura / democracia

233) A autêntica história brasileira nos diz que o Brasil não é um país:

a) cordial

b) de futuro

c) forte

d) injusto

e) de bons escritores

234) “Não sei por onde vou, mas sei que não vou por aí”. Por esse trecho, pode-se entender:

a) a dúvida de alguém que não sabe que decisão tomar

b) a revolta diante de uma situação aceita por todos i

c) a esperança e a certeza da mudança

d) a não-aceitação do que ocorre no momento

e) o desespero por não poder fazer alguma coisa pelo país

235) “À galera, as tripas, marca indelével em nossa culinária, como a feijoada.” A palavra “indelével”, no trecho acima, significa:

a) que não se pode desejar

b) que não se pode apagar

c) que não se pode aceitar

d) que não se pode explicar

e) que não se pode prever

236) Os maiores problemas do Brasil, na atualidade, são creditados:

a) ao grito de independência

b) ao ufanismo da elite

c) à privatização das empresas

d) ao neoliberalismo

e) ao Tesouro oficial

237) Segundo o autor, os intelectuais de aparência progressista são convocados para:

a) melhorar a imagem do governo no exterior.

b) integrar o Brasil na globalização.

c) desviar a atenção do povo para coisas de somenos importância.

d) levar o povo a se interessar pelos problemas sociais e políticos do país.

e) levar o povo a achar que tudo está bem.

238) A palavra “oligarquia” significa governo:

a) de ricos

b) de nobres

c) de poucos

d) de muitos

e) do povo

239) Dentre os problemas do Brasil, o texto não faz menção:

a) à escravidão dos negros

b) à opressão dos índios

c) ao voto-cabresto do Nordeste

d) à discriminação da mulher

e) à fome do povo

240) A palavra que, metaforicamente empregada, melhor exprime a idéia do autor sobre a tirania do governo brasileiro é:

a) casa-grande

b) tripas

c) império

d) tutelar

e) telenovelas

241) Para o autor, o Brasil, na realidade, nunca foi ou teve:

a) monarquia

b) república

c) ditadura

d) capitalismo

e) democracia

242) O último parágrafo do texto difere dos demais pois nele o autor demonstra:

a) alegria por ser brasileiro

b) certeza da transformação próxima

c) convicção de que o governo está melhorando

d) esperança em um país melhor

e) indiferença diante dos problema da atualidade brasileira

inicio-exercicio-de-interpretacao

TEXTO XLI

TRINTA ANOS DE UMA FRASE INFELIZ

Ele não podia ter arrumado outra frase? Vá lá que haja perpetrado grande feito indo à Lua, embora tal empreendimento soe hoje exótico como uma viagem de Gulliver. Mas Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na Lua, precisava ter dito: “Este é um passo pequeno 5 para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade”? Não podia ter se contentado com algo mais natural (“Quanta poeira”, por exemplo), menos pedante (“Quem diria, conseguimos”), mais útil como informação (“Andar aqui é fácil/difícil/gostoso/dói a perna”) ou mais realista (“Estou preocupado com a volta”)?

Não podia. Convencionou-se que eventos solenes pedem frases solenes. Era preciso forjar para a ocasião uma frase “histórica”. Não histórica no sentido de que fica guardada para a posteridade – a posteridade guarda também frases debochadas, como “Se eles não têm pão, comam brioches”. Histórica, no caso, equivale à frase edificante. É a história em sua versão, velhusca e fraudulenta, de “Mestra da Vida”, a História rebaixada a ramo da educação moral e cívica. À luz desse entendimento do que é “histórico”, Armstrong escolheu sua frase. Armstrong teve tanto tempo para pensar, no longo período de preparativos, ou outros tiveram tempo de pensar por ele, no caso de a  frase lhe ter sido oferecida de bandeja, junto com a roupa e os instrumentos para a missão, e foi sair-se com um exemplar do primeiro gênero. Se era para dizer algo bonito, por que não recitou Shakespeare? Se queria algo inteligente, por que não encomendou a Gore Vidal ou Woody Allen?

(Roberto Pompeu de Toledo. Veja, 21/07/99)

243) O tema central do texto é:

a) a indignação pelos poucos dados enviados sobre a aventura da ida do homem à Lua.

b) a narrativa da aventura do primeiro homem a pisar na Lua.

c) a importância do acontecimento do homem ter chegado à Lua.

d) a discordância com respeito à frase escolhida para um momento grandioso.

e) o impacto da frase dita no momento em que o homem pisou na Lua.

244) A propósito do texto, o autor classifica a frase de Armstrong como infeliz, porque,

a) apesar de ter sido edificante, a frase não foi humilde.

b) apesar de ter sido bonita, a frase foi superficial.

c) apesar de ter ficado para a posteridade, a fase foi superficial, pedante, inútil e irreal.

d) apesar de ter sido solene, a frase foi exótica.

e) apesar de ter sido inteligente, a frase não foi edificante.

245) “…embora tal empreendimento soe hoje exótico como uma viagem de Gulliver.” O autor do texto expressa:

a) certa decepção, com o passar dos anos, quanto à ida do homem à Lua.

b) a importância capital que teve o evento para a humanidade.

c) o encantamento com que a ida do homem à Lua é vista até hoje.

d) a necessidade de que o homem volte à Lua.

e) certa incredulidade quanto à ida do homem à Lua.

246) Para Roberto Pompeu de Toledo, a frase em apreço deveu-se ao fato de que:

a) o astronauta recebeu a frase já pronta, junto com a roupa e os instrumentos para a missão.

b) Armstrong não teve tempo para pensar em algo melhor.

c) Armstrong foi motivado pela convenção de que eventos solenes pedem frases solenes.

d) Armstrong quis ser original, não copiando Shakespeare, Gore Vidal e Woody Allen.

e) o astronauta não acreditou no êxito da missão.

247) Na opinião do autor do ensaio,

a) só frases edificantes são históricas.

b) a frase de Armstrong revela uma visão ultrapassada da História.

c) só frases bonitas ou inteligentes são históricas.

d) eventos solenes pedem” frases solenes.

e) a frase de Armstrong foi rapidamente esquecida.

248) A figura de linguagem encontrada na fase “Com muito suor o funcionário conseguiu a promoção” é:*

a) catacrese

b) prosopopéia

c) sinestesia

d) metonímia

e) metáfora

Esta questão da prova não tem base no texto.

Gabarito dos exercícios de interpretação

Texto I

1) Letra d

Nada no texto fala de aumento ou diminuição da saudade. A palavra “calendário” é a chave. Ao dizer que “não há calendário para a saudade”, a autora diz que não existe data marcada para se ter mais ou menos saudade. Ou seja, a saudade não depende do tempo, simbolizado aqui pelo calendário: ela simplesmente existe.

2) Letra c

Há muitas questões em concursos públicos envolvendo o significado das orações. Procure ver qual conjunção poderia ser usada no texto. No início do livro, você tem uma boa lista dessas palavras. No caso da questão, poder-se-ia começar a segunda oração com a conjunção porque: porque não há calendário para a saudade. Sim, porque o fato de não haver calendário para a saudade faz com que não exista “essa coisa de um ano sem Sena, dois anos sem Senna”.

3) Letra b

Normalmente a repetição de uma palavra, nos moldes em que aqui foi feita, expressa uma confirmação, uma convicção do autor. As outras palavras, por si mesmas, se eliminam.

4) Letra a

Há várias figuras de sintaxe que consistem na repetição de termos. Veja as mais importantes:

  1. a) anáfora: repetição de uma palavra ou expressão no início da frase, membro da frase ou verso.

Ex.: “Vi uma estrela tão alta!

Vi uma estrela tão fria!

Vi uma estrela luzindo…” (Manuel Bandeira)

  1. b) Epístrofe: repetição no final.

Ex.: “Chegou a hora da névoa. No peito e nos olhos, névoa. Quero guardar-me da névoa. Porém é inútil: há névoa.” (Henriqueta Lisboa)

  1. c) Símploce: repetição no início e no fim

Ex.: Tudo ali precisa de explicação. Tudo ali merece uma boa explicação

  1. d) Pleonasmo: repetição de uma idéia ou de um termo da oração (objeto direto, objeto indireto ou predicativo do sujeito)

Ex.: Vi tudo com meus próprios olhos, (repetição da idéia)

Esse livro, já o li há muito, (o —> objeto direto pleonástico)

  1. e) Quiasmo: repetição e inversão simultâneas de termos; há uma espécie de cruzamento.

Ex.: “No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho.” (C. D. de Andrade)

Texto II

5) Letra c

Há uma visível mudança profissional. Os comentários da questão seguinte servem a esta. ,

6) Letra e

Quem corre atrás de eleitores é político. A palavra senador é específica. Veja bem: não se pode levar em conta que o autor, cujo nome aparece com o texto, seja conhecido. José Sarnei é senador da República. Mas o texto não sugere isso; cuidado, portanto! Quem corre atrás de leitores é escritor, que é o termo genérico. Jornalista romancista são termos específicos, e nada no texto sugere essas profissões.

7) Letra b

Observe que se pergunta sobre a primeira atividade, não a que ele busca agora. Veja os comentários da questão seguinte.

8) Letra c

A expressão “passei a vida” dá nitidamente uma idéia de coisa duradoura. Passar a vida fazendo alguma coisa é, necessariamente, algo demorado.

9) Letra e

Todas as palavras ou expressões indicam tempo. As quatro primeiras referem-se ao presente; a última, recentemente,ao passado. Agora é tempo presente; recentemente; tempo passado.

Texto III

10) Letra b

O autor demonstra respeito pelos animais, no momento em que não os força a fazer coisas para as quais sua natureza não está preparada. Ou seja, ele respeita os limites de cada um. Não se trata necessariamente de amor ousolidariedade, como alguns podem pensar.

Pode-se respeitar sem que haja amor, no mais profundo sentido do termo. A solidariedade é uma atitude de apoio àquelas pessoas que se encontram em dificuldades de qualquer espécie.  tolerância seriam escolhas absolutamente inadequadas.

11) Letra d

Se o autor fosse um adestrador frio, não hesitaria em forçar os animais. Treinador qualificado não serve como resposta, pois nada garante no texto que ele seja muito bom adestrador. Ele poderia respeitar os animais e não saber treiná-los devidamente. Adestrador filantropo é absurdo. Filantropia é caridade, ajuda incondicional aos necessitados do corpo ou do espírito. Talvez haja dúvidas entre as letras a (treinador atento) d (adestrador consciente). Fica melhor a letra d, por duas razões: adestrador é termo adequado, por se tratar de treinamento de animais; conscientediz mais do que atento, pois o autor está consciente das limitações dos animais.

12) Letra e

As duas primeiras opções dizem a mesma coisa e indicam o oposto do que o texto nos apresenta. A letra c não tem sentido algum, pois, se a natureza permitisse, o adestrador poderia tentar normalmente.

A letra d dispensa comentários, em face do seu absurdo. A resposta só pode ser a letra e, pois fala do respeito que o autor tem pelos limites de seus animais.

Texto IV

13) Letra c

Ao dizer que está com saudade de ficar bom, o autor afirma, de maneira literária, que está doente. Isso elimina as letras a e e. “Escrever é conseqüência natural.” Conseqüência de quê? De ficar bom, ou seja, ficando bom, ele volta a escrever. Ele só não está escrevendo por estar doente. Daí o gabarito ser a letra c.

14) Letra d

A resposta pode parecer a letra b. Mas, numa análise mais profunda, observa-se que o autor tem vontade de ficar bom para voltar a escrever. Se escrever é uma conseqüência natural de ficar bom, é algo que ele não pretende deixar de fazer, é o que ele realmente mais almeja. Trabalhar não serve como resposta pois é um termo genérico, enquanto escrever é específico.

15) Letra b

Os comentários da questão anterior se ajustam também a esta. Cuidado apenas para não confundir as opções b e e. O autor não tem saúde, ele está doente e deseja recuperar a saúde para poder escrever.

Texto V

16) Letra d

A comparação não é feita entre Deus e a internet, como possa parecer, mas sim entre a mente (de Deus) e a internet. É diferente.

17) Letra c

Veja bem o que o texto nos transmite: a mente (de Deus), da mesma forma que a internet, podem ser acessadas por qualquer um, ou seja, elas são acessíveis. Se são acessíveis, é porque têm acessibilidade. Daí o gabarito ser a letra c.

18) Letra d “

O conectivo comparativo a que se refere o enunciado da questão é a conjunção como. Tal qual, que nem (popular),qual feito (popular) poderiam ser usados sem alteração de sentido. A preposição para não tem esse valor, além de, nesse caso, deixar o texto sem coesão textual e coerência.

19) Letra e

Paráfrase é uma reescritura do texto, sem alteração de sentido. É comum em alguns tipos de concursos. Na letra e, ao se dizer que “a mente de Deus pode acessar”, o sentido se altera radicalmente, pois a mente passa a ser ativa, ou seja, ela passa a praticar a ação, quando no texto ela sofre a ação, as pessoas é que a acessam, da mesma forma que acessam a internet.

Texto VI

20) Letra e

Ao dizer que “Deus é o ópio do povo”, Marx faz alusão aos efeitos dessa droga, por comparação, naturalmente. O ópio não deixa o usuário pensar direito, tanto é que ele faz uma série de bobagens que não faria se estivesse sem a droga no organismo. Assim, a idéia que ele quer passar é que Deus também não deixa o povo pensar.

21) Letra c

O autor afirma que Marx não entendia de Deus, nem de ópio. Por isso a resposta só pode ser a letra c.

22) Letra a

Leviandade consiste em se falar sobre algo que não se conhece direito. As outras opções se excluem por si mesmas.

23) Letra d

Ter fé é sentir, de maneira profunda e inexplicável, alguma coisa. A fé se sente. Deus, sendo uma experiência de fé, naturalmente só pode ser sentido. Observe que as outras opções não são absurdas, mas não correspondem ao que o autor do texto quer transmitir. Temos de buscar as respostas sempre no texto. Não importa o que sabemos de antemão. A palavra fé é a chave para resolver essa questão.

24) Letra c

O comentário da questão anterior serve também para esta.

25) Letra a

Metáfora é um tipo de comparação não enunciada, em que não se expressam o conectivo comparativo nem o elemento comum aos dois seres. Deus e ópio estão sendo comparados. Se o autor dissesse: “Deus é como o ópio”, haveria uma comparação ou simile, já que teríamos na frase o conectivo como. Afirmando diretamente, trata-se de uma metáfora, uma das mais importantes figuras de linguagem.

26) Letra e

Qualquer palavra que se refira a Deus ou a Jesus pode ser grafada com inicial maiúscula. É o caso, no texto, do pronome pessoal oblíquo átono Io, que tem como referente a palavra Deus. Não é obrigatório, dependendo apenas do gosto do escritor.

Texto VII

27) Letra b

O autor saiu de sua terra, mas sente como se isso nunca tivesse ocorrido, pois seu sentimento é todo dela.

28) Letra d

O texto passa uma impressão de que o autor continua ligado, espiritualmente, à sua terra. Fisicamente, claro, ele não está lá, como se vê no primeiro verso. Já o último verso mostra que ele permaneceu ligado a ela, por seus sentimentos.

29) Letra b

Ao sair da terra natal e não se adaptar ao novo lugar, em virtude de sua ligação afetiva com ela, o autor se torna confuso. Não se entenda aqui o verbo perder (perdi-me) com o seu sentido original. A idéia é a de não se encontrar, mentalmente, no novo espaço ocupado. Outra justificativa seria a palavra ilusão, que por si só demonstra um estado de confusão.

30) Letra a

Como já vimos, o autor saiu apenas fisicamente, pois espiritualmente continuou preso à terra natal. Cuidado com a letra b. É claro que ele gostaria de retornar, mas em momento algum essa idéia é expressa no texto.

31) Letra d

As palavras amargura, decepção, tristeza e nostalgia pertencem ao mesmo campo semântico. O autor sofre por não estar em seu lugar de origem, e todas essas palavras associam-se à idéia de sofrimento. Não é o caso de vergonha. Isoladamente, a expressão ai de mim poderia indicar vergonha, mas o texto fala apenas do sofrimento do autor por estar ausente, nada ele fez que pudesse envergonhá-lo.

Texto VIII

32) Letra b

Essa questão só pode ser resolvida com um conhecimento prévio, independente do texto. O Titanic, como se sabe, era um navio que naufragou, matando uma grande quantidade de pessoas. O autor apelou para essa imagem por querer falar de algo que também corre perigo de se tornar um desastre.

33) Letra e

Determinismo é uma filosofia segundo a qual quando uma coisa tem que acontecer nada pode impedir. Pode ser associada à idéia de destino, em seu sentido mais radical. Ora, ele acredita que o curso pode ser mudado. Também justifica a resposta o fato de as pessoas fazerem a história, ou seja, elas podem criar e evitar determinadas situações.

34) Letra b

Conquanto malgrado são conjunções concessivas, sinônimas de embora. Elas criam uma oposição, o que não ocorre no texto. Enquanto apenas são conjunções temporais, eqüivalendo a quando. Também não é essa a idéia. O gabarito só pode ser a letra b, pois a palavra porquanto tem valor de causa e corresponde a porque. Esse é o valor da palavra afinal no texto.

35) Letra d

A opção a destoa completamente, já que o autor acredita nas transformações. A letra b pode enganar. Observe, no entanto, que ela garante que sempre conseguiremos, desde que tentemos. O texto não garante que isso vá ocorrer, apenas que se deve tentar. A letra c não pode ser a escolhida pois o autor diz para tentarmos o impossível. É lógico que, se conseguirmos, aquilo apenas teria tido a aparência de impossível. A afirmação da opção e não encontra nenhum apoio no texto, que não faz distinção entre quem pode conseguir e quem não pode. A resposta só pode ser a letra d: se não desistirmos, até o que parece impossível poderá ser alcançado.

36) Letra c

Esta questão praticamente foi comentada na anterior. Não se pode desistir de algo, ou seja, não se pode desanimar.

Texto IX

37) Letra e

O sonho e a esperança são coisas extremamente pessoais, que existem no mais profundo recanto de cada ser. O artista, segundo a autora, tem a capacidade de mexer ali, com o seu trabalho. A opção a poderia enganar alguns, já que a afirmação é indiscutível; mas não há nada no texto que diga isso. Assim, a resposta só pode ser a letra e, pois o sonho e a esperança, trabalhados pelo artista, estão no íntimo das pessoas.

38) Letra e

As três primeiras opções estabelecem algum tipo de comparação entre o sonho e a esperança, coisa que não aparece no texto.

A letra d parece ser a resposta, mas apresenta um radicalismo que não se deduz do texto, que não diz que todos sonham e têm esperança, ou mesmo que é impossível viver sem os dois. A letra e, que é a resposta, fala da importância que o sonho e a esperança possuem. No texto, a palavra que melhor explica esse fato é o adjetivo essencial. Veja a associação: coisa essencial —> importância capital.

39) Letra c

O comentário da questão anterior serve também para esta.

40) Letra d

Há muitas expressões que não pertencem à chamada língua culta, e sim à linguagem descontraída, familiar, que todos nós empregamos em determinadas situações. Meter a mão é uma dessas e tem, na realidade, mais de um significado. Pode ser entendida como roubar. Por exemplo: Ele é funcionário e, por causa disso, está metendo a mão. No texto, assumiu o valor de pegar, tocar. Cuidado para não optar pela letra b! A Idéia não é de intromissão, que tem valor pejorativo, mas de tocar o sentimento de alguém.

41) Letra d

O texto não faz nenhuma menção à paz. Por isso a resposta só pode ser a letra d. As três primeiras são evidentes. A “carência de sentimentos” da opção e se justifica com a palavra resgatando. Resgatando o quê? Dois sentimentos: o sonho e a esperança, que muitas pessoas perderam. Daí a palavra carência.

42) Letra c

Esses é pronome demonstrativo, refere-se a algo que passou no texto. A palavra tais tem o mesmo valor. Bons é adjetivo, estaria expressando uma qualidade que não se encontra no texto. Certos, outros muitos são pronomes indefinidos e, da mesma forma que bons, mudariam o sentido da frase.

Texto X

43) Letra d

Ao dizer que não aceita “prêmios de empresas ligadas a grupos multinacionais”, o autor revela o seu amor pelo Brasil; também quando diz que não é traidor do seu povo. A esse sentimento se dá o nome de nacionalismo. Megalomaníaco é todo aquele que tem mania de grandeza. Narcisista é aquele que se acha bonito e se apaixona por sua própria imagem; a palavra tem origem na história do pastor Narciso, que, ao ver sua imagem refletida nas águas de uma fonte, apaixonou-se por ela.

44) Letra b

Venal significa “aquele que se vende, corrupto”; veja que ele diz que não está à venda. Pusilânime é covarde,fmprobo é desonesto. Na realidade, aceitar o prêmio não seria uma postura desonesta, apenas ele se sentiria como que vendido.

45) Letra b

O sentimento de nacionalismo do autor, que já comentamos, faz com que ele ache que aceitar um prêmio desse tipo seria voltar-se contra o seu país, ou seja, ele não estaria servindo ao Brasil, mas às multinacionais. Alguns podem ter pensado na alternativa c. Observe, contudo, que em momento algum ele diz ou sugere que detesta todas as empresas multinacionais. O que ele não quer é que lhe dêem prêmio algum, apenas isso.

46) Letra a

Esse período poderia ser iniciado pela conjunção subordinativa causai porque, ou um seu sinônimo. O fato de ele não ser traidor nem estar à venda faz com que não receba aqueles prêmios.

47) Letra d

É uma questão que pode confundir. Note que quando alguém usa essa expressão, ela não está necessariamente revoltada com alguma coisa, ou irada. Também não se poderia pensar em ironia ou desprezo. Esses sentimentos não afetam o autor ao longo do texto. Dizer “Deus me livre!” é o mesmo que garantir que não se quer, de jeito algum, uma determinada coisa. Daí o gabarito ser a letra d.

Texto XI

48) Letra e

“Transcorrer sem brilho” corresponde semanticamente a ser quase apagado. Das outras opções, a única que talvez confunda o leitor é a primeira, letra a. Acontece que o século XVII não chamou a atenção por ser meio apagado. Teria chamado a atenção dos historiadores se tivesse sido brilhante. Veja também que o autor diz “sem que sobre esse período se detenha a atenção dos historiadores”.

49) Letra a

A questão dispensa comentários, já que se trata de um mero problema de vocabulário. É só consultar um bom dicionário.

50) Letra c

Meia-luz quer dizer pouca luz. Assim, quase pagada surge no texto como um elemento de reforço, um tanto redundante. Não se deve pensar que se trata de uma explicação (letra d), já que elas possuem o mesmo valor semântico. Não se pode dizer, por exemplo, a título de explicação, que um cão é um cachorro. Não se explica nada com o seu sinônimo.

51) Letra b

A letra a é impossível pois não se diz no texto que os historiadores detestaram o século XVII; ao contrário, esse século não chamou a atenção deles. Nas opções c e e, existem comparações envolvendo os séculos XVI, XVII e XVIII; o texto apenas situa, o que é uma coisa lógica, o século XVII entre os outros dois. A opção d nos fala das coisas interessantes da história do Rio de Janeiro; com certeza, elas existem, mas não no texto. A resposta da questão, letra b, se justifica com o que aparece no final do texto: “…os que se deixam fascinar pelos aspectos brilhantes da história.”; esse “os” do trecho corresponde exatamente a certas pessoas, da alternativa b.

Texto XII

52) Letra c

As duas opções que poderiam confundir a cabeça do leitor são a e c. Na letra a, diz-se que o totalitarismo atrapalhou a carreira do cineasta; acontece que ele deixou de fazer filmes. Então não apenas atrapalhou, mas encerrou sua carreira. O texto diz que “A Fraternidade é vermelha” foi seu último filme; foi, por causa do totalitarismo socialista.

53) Letra e

Veja os comentários da questão anterior.

54) Letra c

O sentido geral do texto leva a essa suposição. Podemos juntar duas coisas: ele foi vítima do totalitarismo socialista, que é materialista, e conseguiu chegar perto do conceito de Deus. O cineasta, assim, teria desagradado por sua posição em relação a Deus.

55) Letra c ’

Fraternidade é palavra de valor positivo, lembra união, concórdia, religiosidade etc. Ela está associada no texto à palavra vermelha, que é usada para designar os socialistas e os comunistas e tem uma carga: emocional negativa; em princípio, é paradoxal dizer que a fraternidade é vermelha, pois são termos historicamente antagônicos. Redundância é um tipo de repetição desnecessária; por exemplo: erário público (erário é dinheiro público). Ambigüidade, também chamada de anfibologia, é duplo sentido; por exemplo: Paulo disse ao colega que seu irmão está doente (irmão de quem?). As outras palavras não apresentam dificuldade.

56) Letra d

O cineasta tinha declarado que aquele seria seu último filme. E foi realmente, como se ele tivesse previsto que sua carreira seria interrompida. Não confunda com a opção e. O fato de ele ter sido vítima do totalitarismo socialista fez com que sua carreira se encerrasse. A possível premonição estaria em o cineasta achar que aquele seria seu último filme, e isso realmente ocorrer.

57) Letra c

Como vimos, a palavra vermelho tanto podia designar os socialistas como os comunistas. No texto, por causa da menção ao totalitarismo socialista, ela aparece ligada ao socialismo. Totalitária é palavra que se refere a um regime de força, centralizador, qualquer um, não apenas comunista ou socialista. Materialista é a filosofia que prega a existência apenas do elemento material. Espiritualismo é a crença em algo mais além da matéria e que sobrevive à morte do corpo; todas as religiões são espiritualistas: espiritismo, catolicismo, protestantismo, budismo, judaísmo, islamismo etc. Espiritualismo não é, portanto, sinônimo de espiritismo, como muitos pensam.

58) Letra e

Uma vez que tem valor de causa. Porque, pois, já que porquanto também são conectivos causais. O sentido mudaria radicalmente se usássemos se bem que, que tem valor concessivo, eqüivalendo a embora.

Texto XIII

59) Letra d

A primeira oração do texto diz: “Nem todas as plantas hortícolas se dão bem durante todo o ano…” Então, deduz-se, algumas se dão bem durante todo o ano. O fato de o autor escrever “nem todas” elimina todas as outras opções da questão. Convém ainda destacar que as opções a e c têm mesmo sentido: é uma questão de palavras.

60) Letra a

A resposta se justifica com a passagem “fazer uma estruturação dos canteiros a fim de manter-se o equilíbrio das plantações”. Na letra a isso é dito, porém com outras palavras.

61) Letra d

Por isso é conjunção coordenativa conclusiva. Também o são: portanto, logo, então assim, pelo menos nesse texto, que não teria o seu sentido alterado. A palavra porque nunca tem esse valor de conclusão; o texto com ela ficaria sem coesão e coerência.

62) Letra e

Verduras é, segundo o texto, o nome genérico para folhas, legumes e tubérculos. A letra a pode ser logo eliminada, já que os tubérculos são um tipo de verdura. As opções b e c são eliminadas pois eles não são a mesma coisa; todos são tipos de verduras, mas são tipos diferentes. Na letra d, a palavra inclusive altera o sentido do texto, em que aparece sejam. A letra e aponta exatamente o que diz o final do texto: haverá eqüivale a não faltarão.

Texto XIV

63) Letra d

O texto diz que a Bauduco está comprando a Visconti. Não interessa de quem ela seja subsidiária. Com exceção da opção a, as demais alternativas são absurdas.

64) Letra b

Se você observar bem, vai notar que as alternativas a c têm o mesmo sentido. Na realidade, elas não indicam a conseqüência da proximidade do Natal. A conseqüência é o sigilo do negócio. A expressão em razão de é o mesmo que por causa de, ou seja, tem valor de causa; assim, o sigilo é mantido por causa da proximidade do Natal.

65) Letra d

A idéia do texto é que os varejistas poderiam ficar melindrados por causa do anúncio da união, daí o sigilo mantido pelas empresas.

66) Letra e

A expressão à vista pode significar o oposto de a prazo ou algo que está se aproximando, que já pode ser visto ou sentido. No texto, o sentido é o segundo. A letra c, naturalmente, não tem razão de ser. A negociação é dada no texto como certa, apenas é mantida em sigilo; não cabe, então, a letra a como resposta. Quando se diz que alguma coisa está à vista, ela certamente está próxima, o que invalida a opção b. A opção d é totalmente contrária ao texto, uma vez que a negociação já está ocorrendo. O gabarito só pode ser a letra e.

Texto XV

67) Letra e

O texto fala da morte de uma criança. Vários trechos comprovam isso: “um anjo dorme aqui” (no túmulo), “cedo finou-se” (finar-se significa morrer), “brincar no céu”. Talvez alguns tenham anotado a letra c; acontece que o autor apresenta o fato sem demonstrar a sua própria tristeza: apenas mostra, liricamente, a morte da criança. Também não se pode pensar em um possível apego do autor pela criança; em nenhum trecho isso fica evidenciado, podendo até tratar-se de uma criança desconhecida do autor.

68) Letra e

O autor procura suavizar a idéia da morte. Usa, por exemplo, o verbo dormir, que transmite coisas boas, agradáveis. O próprio verbo finar-se é mais agradável do que o amedrontador morrer. Finalmente, todo o último verso tem essa finalidade, com força maior no verbo brincar. Trata-se de uma figura de linguagem conhecida como eufemismo. Aprosopopéia consiste em se personificar alguma coisa; por exemplo: a árvore ficou triste. Hipérbole é a figura do exagero; por exemplo: estou morrendo de rir. Metonímia é uma troca de palavras, havendo entre elas uma relação real, concreta, objetiva; há vários tipos; por exemplo: ler Machado de Assis (autor/obra), não ter um teto onde morar (parte/todo) etc. Sobre o pleonasmo já falamos alguma coisa, ao comentar a questão 4.

69) Letra b

Normalmente anjo rosa não pertencem ao mesmo campo semântico, já que não possuem nenhum tipo de relacionamento significativo. No entanto, no texto, ambos se referem à criança que morreu.

70) Letra d

Anjo rosa são dois termos metafóricos referentes à criança morta. É como se o autor dissesse: esta criança é um anjo, esta criança é uma rosa. Esse tipo de comparação chama-se metáfora. Veja os comentários da questão 25.Antítese é o emprego de palavras ou expressões de sentido contrário; por exemplo: às vezes ri, às vezes chora.Personificação é o mesmo que prosopopéia (veja comentários da questão 68).

71) Letra c

Levantar (ou alevantar, como escreveu o poeta) o véu significa perceber bem as coisas, esclarecer-se. A pessoa com um véu no rosto não enxerga bem. Levantando esse véu, percebe melhor as coisas. Quem morreu foi uma criança, portanto não teve tempo de conhecer bem a vida, ou seja, não teve tempo de levantar o véu que a sua pouca idade lhe colocava no rosto. É uma expressão metafórica.

72) Letra b

Aurora no texto significa o começo da vida. É uma metáfora. A palavra limiar significa o início, e somentecorresponde a apenas. Por isso o gabarito só pode ser a letra b.

Texto XVI

73) Letra c

A resposta está presente na passagem: “…nunca participaram, eles próprios, em combates contra a ditadura”. Todas as outras características se encontram registradas no texto: o pragmatismo —> “excessivamente pragmáticos”; afalta de sensibilidade —> “não têm a sensibilidade”; a tranqüilidade da vida —> “vida fácil”; as raízes na elite do Brasil —> “vêm da elite brasileira”

74) Letra e

O terceiro que do texto tem como antecedente o substantivo diplomatas, que não são os do Itamaraty.

75) Letra c

Os homens do Itamaraty, segundo o autor, não têm vivência, porque tiveram vida fácil e não lutaram contra a ditadura. Por isso mesmo não têm a sensibilidade de outros diplomatas.

76) Letra a

Várias coisas são afirmadas acerca dos homens do Itamaraty. A conseqüência é que eles ficaram sem sensibilidade. Poder-se-ia começar esse último período por uma conjunção como portanto, que expressa uma conclusão ou conseqüência.

77) Letra d

É uma questão de sinônimos. Uma coisa óbvia é uma coisa evidente, e não necessária, real, justificada ou comprovada. Obviamente tem como sinônimo evidentemente.

78) Letra d

Ter vida fácil, para o autor, é uma característica dos diplomatas do Itamaraty, o que faz com que eles não tenham sensibilidade. Os outros diplomatas conhecidos do autor são sensíveis exatamente por não terem tido vida fácil.

Texto XVII

79) Letra d

Há três alternativas com o verbo considerar. As três podem ser eliminadas, uma vez que o texto não diz que os historiadores consideram alguma coisa. Esse verbo implica algum tipo de julgamento, o que não ocorre em nenhum momento. Diz, sim, que eles notaram a ojeriza que havia pela vida nas cidades, isso porque o Brasil-colônia era essencialmente rural. A alternativa a é descabida. Por isso, o gabarito só pode ser a letra d.

80) Letra b

O fato de o Brasil-colônia ser, segundo o texto, essencialmente rural leva à conclusão lógica de que a vida do campo prevalecia sobre a da cidade.

81) Letra c

Questão de sinônimos. Não há o que discutir. Na dúvida, consulte-se o dicionário.

82) Letra d

É importante, sempre, buscar no próprio texto os elementos necessários para se chegar à resposta da questão. Observe que a letra e, que parece ser a resposta, fala de um controle normativo da língua que i teria sido relaxado por ser o Brasil uma colônia de Portugal. Há aqui uma informação que não encontramos no texto, e nem pode ser deduzida. O que se encontra é que as cidades, por serem simples pontos de comércio ou de festividades religiosas, não podiam influenciar a evolução da língua. Assim sendo, as pessoas não seguiam normas lingüísticas ao se expressarem, e a língua passou a voar com as próprias asas. Por isso, o gabarito deve ser a letra d.

83) Letra b

Esta questão depende, um pouco, do emprego do verbo preferir. A letra c diz que a população não tinha preferência quanto a viver no campo ou na cidade. O texto diz que ela dava preferência à vida no campo. As duas últimas opções também podem ser eliminadas pelo mesmo motivo: na letra d, a preferência seria pela vida em Portugal, enquanto na letra d, pela vida no Brasil; não há esse tipo de comparação no texto. Nas letras a e b, o verbo preferir aparece usado em frases na ordem inversa. Em ambas, a palavra vida está subentendida, depois do pronome demonstrativo “a”. Colocando na ordem direta a frase da opção b, teríamos: preferia a (vida) do campo à vida da cidade. Ou seja, gostava mais da vida do campo do que da vida da cidade, que é exatamente o que diz o texto. Cabe aqui uma outra observação. O objeto direto do verbo preferir é a coisa de que se gosta mais, que se prefere. Por exemplo: prefiro o futebol ao vôlei. O futebol, que é o objeto direto, é a coisa preferida.

Texto XVIII

84) Letra d

É uma questão de coesão textual e coerência. A segunda oração do período inicial do texto começa pela conjunção coordenativa adversativa “mas”. Ou seja, a segunda oração é oposta, adversa, em relação à primeira. Sempre que isso ocorre, podemos eliminar a conjunção adversativa (mas, porém, contudo, todavia etc.) e colocar no início da outra oração uma conjunção subordinativa concessiva (embora, mesmo que, ainda que etc). É o que pode ser feito no texto. Agora, veja, abaixo, um outro exemplo, mais simples. Corri muito, mas não fiquei cansado. Embora tenha corrido muito, não fiquei cansado. Como se vê, o sentido básico de oposição é mantido.

85) Letra e

Vejamos letra por letra. A letra a está errada pois Eduardo Andrade se aposentará logo, ou seja, em curto prazo; como ele pertence ao grupo de vinte grandes executivos, os outros dezenove é que se aposentarão em médio prazo. A letra b deve ser eliminada porque o texto diz que quase todos estão nessa faixa etária, não todos. A letra c deve ser descartada uma vez que Eduardo Andrade se aposentará em curto prazo. A letra d não está correta pois o texto não fala da faixa etária de Eduardo Andrade; ele pode ser um daqueles que não estão na faixa entre 58 e 62 anos. O gabarito só pode ser a letra e, inteiramente de acordo com o texto.

86) Letra c

A empresa se mostra previdente porque, mesmo faltando um bom tempo para a aposentadoria da maioria de seus grandes executivos, ela já faz estudos nesse sentido e prepara um grupo de duzentos aspirantes, dos quais sairão os substitutos.

87) Letra d

Uma questão sutil que depende de um tempo verbal. A alternativa diz que ele está se afastando dos negócios da empresa. Não é verdade. No texto encontra-se o seguinte: “…deverá ir se afastando aos poucos…” Ele não está se afastando, irá se afastar.

88) Letra d

A opção d contém erro pois a empresa pensa, e com muito tempo de antecedência, na renovação de seu quadro de grandes executivos. A renovação se dará com a aposentadoria de cada um.

Texto XIX

89) Letra c

Há pessoas que não sentem a ausência de outras pessoas. Entende-se por “presença da ausência” que a ausência está presente, isto é, a pessoa sente essa ausência. Daí se poder entender como uma ausência sentida.

90) Letra d

O autor destaca, numa linguagem metafórica, coisas boas que a saudade traz. O não tomando a forma do sim, a escuridão passando a luzir, o sol na solidão.

91) Letra d

Presença é antônimo de ausência, isso constitui um antítese. Da mesma forma, não sim. Ausência de luz se opõe semanticamente a clarão. Que veda (que fecha, que não deixa ver) se opõe a traz a visão. Sempre que palavras ou expressões são opostas quanto ao sentido, diz-se que constituem antíteses. Não há essa idéia de coisa contrária entresol solidão, porque solidão não é algo escuro, que se oporia à luz do sol.

92) Letra b

No texto, várias coisas ruins se transformam em boas. Por exemplo, o não (ninguém gosta de uma negativa em determinadas situações) que se transforma em sim.

93) Letra e

Questão bastante delicada. Aparentemente, duas opções serviriam como resposta: c e e. A ligação da oração “mas que se guardou no coração” é com “do que não se pode ver”: do que não se pode ver mas se guardou no coração; então, o que está no coração é o que não se pode ver; por isso a resposta é a letra e. Mas por que a ligação não é com a oração começada por porque? Volte ao texto, por favor, e verifique que essa oração (porque se deixou pra trás) pode ser retirada do texto sem que com ela tenha que ser retirada também a oração iniciada por mas. Outra maneira de comprovar isso é observar o emprego do pronome relativo que: do que não se pode ver mas (do) que se guardou no coração. Realmente, as duas orações estão ligadas diretamente.

Texto XX

94) Letra d

Um texto autobiográfico é aquele em que o autor fala de sua própria vida, de sua própria história. É o que ocorre no texto.

95) Letra c

O autor diz que o uso vulgar é começar o livro pelo nascimento. Assim, começar pela morte é uma coisa menos comum. Cuidado com os jogos de palavras que às vezes as alternativas apresentam. Na opção d, temos “não começar um livro por sua morte”, isto é, começar pelo nascimento, o que é uma coisa comum.

96) Letra b

Quando o autor diz estar em dúvida quanto a começar o livro por seu nascimento ou sua morte, na realidade está afirmando que já morreu. Também se pode chegar a essa conclusão quando ele se diz um defunto autor.

97) Letra e

Além de se colocar como um defunto autor, prestes a escrever sobre a própria morte, o autor afirma que Moisés também fez isso. Então, ambos falaram acerca de suas mortes. A resposta não deve ser a letra a, embora também seja uma semelhança; mas é uma coisa genérica, de pouca importância para o texto, que trata da morte do próprio autor.

98) Letra d

O autor diz que Moisés contou a sua morte no cabo, isto é, no fim. E ele tinha agido diferente, como se vê na linha 4: “a adotar diferente método…”

99) Letra c

No livro do autor, a morte aparecerá em primeiro lugar; Moisés fez diferente: colocou-a no fim. E o autor afirma que a diferença entre seu livro e o Pentateuco é exatamente essa. Assim, deduz-se, o Pentateuco foi escrito por Moisés.

100) Letra d

Autor defunto pode ser entendido como um autor que morreu, daí sua ligação com a palavra campa. Já defunto autorseria alguém que morreu e que passa a atuar como autor, para o qual, como se vê na linha 6, a campa se transformou em berço. Berço, aqui, simbolizando o início de uma nova fase. Por isso a ligação entre defunto autor berço.

101) Letra e

Como um defunto autor ele terá pela frente uma nova fase, em que atuará como autor. Diferentemente do autor defunto, que não teria atividade alguma.

Texto XXI

102) Letra e

No início do texto, lê-se: “…prepara a abertura de uma fábrica no Brasil.” Então, ainda não está instalada aqui. Logo depois, temos: “…chegou ao país há dois anos…”. No final, é feita a citação da Cirio, cliente no Brasil. Juntando-se tudo isso, conclui-se que a resposta é a letra e.

103) Letra e

A alternativa a está errada porque o texto fala da facilidade logística junto ao Mercosul. A Combibloc apenas produz as embalagens para o atomatado Malloa, por isso não procede a alternativa b. A letra c pode confundir o candidato; na realidade, especificamente é a SIG Combibloc que ocupa o 2º lugar mundial, a SIG é o grupo inteiro; o texto, nesse particular, se volta para a Combibloc. Quanto à opção d, o texto diz que a Unilever está instalada no Chile, o que não garante que seja uma empresa chilena. A resposta se justifica com a terceira linha, pois 1 bilhão corresponde a 2/3 de 1,5 bilhão.

104) Letra b

A resposta se justifica com o trecho: “…pela facilidade logística junto ao Mercosul.” A palavra junto é a chave da questão. A letra d, embora pareça satisfazer, é apenas uma conseqüência disso.

105) Letra c

A que mercado se refere o texto? Ao de produção de embalagens longa vida. Na letra c, a palavra mercado está no plural, o que altera o sentido, uma vez que se trata apenas de um mercado.

106) Letra c

É uma questão simples de sinônimos. Não há o que discutir. Incluir não é o mesmo que apontar.

Texto XXII

107) Letra c

A resposta se justifica com o trecho: “Dificilmente se acomodavam, porém, ao trabalho acurado e metódico…”. A palavra-chave para a questão é o adjetivo metódico, que pressupõe rotina, coisa de que eles não gostavam.

108) Letra b

Questão de sinônimos. Basta consultar um dicionário para conferir. Acurado é o mesmo que especial.

109) Letra d

Cacofonia é o som desagradável que surge na união do final de uma palavra com o início da seguinte; por exemplo, nosso hino (suíno). Neologismo é palavra inventada, que não consta no vocabulário oficial da língua; por exemplo, imexível. Arcaísmo é o uso de termos antigos, em desuso; por exemplo, usar a palavra físico com o sentido de médico. Quanto à ambiguidade, veja os comentários da questão 55. Em tendência espontânea temos uma redundância, uma vez que a tendência é sempre espontânea, ou não seria tendência. Veja mais explicações sobre redundância na questão 55.

110) Letra c

Deduz-se que se trata dos índios, em razão de suas características e por serem chamados de antigos moradores da terra. Na realidade, é uma questão que exige conhecimentos extratexto.

111) Letra b

Justifica-se a resposta com o trecho: “…e que pudessem exercer-se sem regularidade forçada e sem vigilância e fiscalização de estranhos.” Ou seja, eles eram livres, gostavam de fazer as coisas de acordo com sua vontade, na hora que bem entendessem. A vigilância e a fiscalização os perturbavam, pois não gostavam de regularidade no trabalho.

Texto XXIII

112) Letra e

Quando o autor diz que “não conseguiram as bandeiras realizar jamais a façanha levada a cabo pelo boi e pelo vaqueiro”, está afirmando exatamente o que aparece na opção e, que é uma espécie de paráfrase desse trecho. A alternativa b é perigosa: o boi e o vaqueiro fizeram algumas coisas que as bandeiras fizeram, como a conquista de determinadas terras, mas o boi e o vaqueiro não fizeram as coisas ruins, como o sacrifício de indígenas.

113) Letra c

Quem catequizou os nativos foram o vaqueiro e o boi, como se vê na linha cinco.

114) Letra e

A resposta aparece, bem clara, no trecho: “…sacrificavam indígenas aos milhares…”. Isso é massacre, sem dúvida alguma. Observe que não há menção a possíveis maus-tratos contra os índios; provavelmente ocorreram, mas o texto não diz nada a respeito.

115) Letra d

Enquanto é conjunção, parte da locução enquanto que, onde o que é expletivo. Assim é um advérbio. Elas não têm nenhuma relação com as bandeiras ou com o boi e o vaqueiro, muito menos indicam qualquer tipo de oposição.

116) Letra d

A palavra misteres significa tarefas, atividades, ofícios. Não é sinônima de cuidados, cujo emprego, então, altera radicalmente o sentido do trecho. As outras palavras são sinônimas: catequizando, doutrinando evangelizando; nativo, indígena, aborigine, autóctone.

117) Letra b

A questão têm uma armadilha que muitas vezes derruba o candidato. A expressão “Com todo o aparato de suas hordas guerreiras…” é um adjunto adverbial de concessão, ou seja, é uma oposição ao que se expressa no verbo. Vários elementos podem iniciar esse tipo de adjunto, entre eles, não obstante. Daí a resposta ser a letra b. Agora, veja a armadilha: mesmo também pode ser usada no texto, sem alteração de sentido. Por que, então, a resposta não pode ser a letra a? Porque a palavra mesmo não poderia substituir, como pede a questão, a palavra com, mas antecedê-la. Teríamos, assim: “Mesmo com todo o aparato de suas hordas guerreiras…” Na letra d, a locução usada é a respeito de, com valor semântico de assunto. Não confunda com a despeito de, que poderia substituir a preposição com no trecho.

118) Letra a

O vocábulo aparato pode ser entendido como organização de determinados atos públicos. A expressão hordas guerreiras significa grupos indisciplinados ou bárbaros voltados para a guerra. A resposta só pode ser a letra a.

Texto XXIV

119) Letra d

A oração começada pela conjunção por isso é conclusiva e expressa uma consequência em relação ao fato de mais de 60% dos cariocas ainda se recordarem das Casas da Banha. Daí a resposta ser a letra d. Não poderia ser a letra c, como possa parecer, porque o texto não fala de nenhum acordo proposto à família Velloso, apenas cita o acordo.

120) Letra c

A resposta ao item anterior se ajusta a esta questão. A chave da compreensão é a palavra por isso.

121) Letra e

Funcionamento virtual não quer dizer sem fins lucrativos, o que invalida a letra a. A letra b poderia ser a resposta se a preposição utilizada fosse em, e não de: não venderão em supermercado, o que poderia sugerir a venda virtual. As opções c d são facilmente descartadas; o que o trecho afirma é que as vendas serão feitas apenas (veja a importância da palavra) virtualmente, isto é, pelo computador, e não em lojas, como antigamente.

122) Letra b

Trata-se de uma questão de coesão textual, ou seja, as devidas ligações que existem entre as palavras ou expressões de um texto. Na palavra ressuscitá-la, o pronome la é objeto direto, a coisa ressuscitada, isto é, as Casas da Banha.Daquela, uma desaparecida referem-se também às Casas da Banha. Então, semanticamente, estão ligadas ao pronome la. Isso não ocorre com a palavra pesquisa.

Texto XXV

123) Letra e

O erro da primeira opção é que a GM não é empresa brasileira. A segunda está errada porque o texto diz que a fábrica de Gravataí será usada como piloto, ou seja, ainda vai acontecer. Na opção seguinte, o erro está na palavra semelhante; a fábrica de Gravataí não é semelhante ao que está sendo criado no mundo, ela será o modelo para as outras. A alternativa seguinte não tem o menor apoio no texto, que não fala em transformação da fábrica de Gravataí. A própria GM é que vai se transformar. A última alternativa está de acordo com o texto.

124) Letra c

Dizer que “a Internet passará a nortear todos os negócios do grupo” não significa que os consumidores não poderão comprar em lojas.

125) Letra a

O texto nos diz que a “Internet passará a nortear todos os negócios do grupo”. Isso terá como partida a planta da fábrica brasileira, considerada piloto da transformação. Então, a resposta só pode ser a letra a. Na letra d, a palavra deveria ser totalmente, e não parcialmente, já que a fábrica do Rio Grande do Sul será o modelo para as demais espalhadas pelo mundo.

126) Letra d

Questão que dispensa comentários, pois se trata de sinonímia. Implementação é o mesmo que realização.

127) Letra c

O prazo estabelecido é o ano de 2000.

Texto XXVI

128) Letra b

A locução prepositiva em virtude de introduz termo com valor de causa. O relacionamento das conquistas com o sofrimento do povo é exatamente de causa e efeito. O povo sofreu por causa das conquistas, pois muita gente não voltou para casa.

129) Letra d

A metáfora existe na comparação feita entre o sal do mar e as lágrimas do povo português. Há, pois, uma fusão entre o mar, que simboliza as conquistas, e as lágrimas, que simbolizam o sofrimento. O poeta quer passar a ideia de que não haveria conquistas sem o sofrimento do povo, as duas coisas estão intimamente associadas.

130) Letra c

Apóstrofe é a figura que consiste em chamar, interpelar alguém ou algo. Veja, como exemplo, o conhecido verso de Castro Alves: “Deus, ó Deus, onde estás que não respondes?” em que o poeta está interpelando, chamando Deus. Epíteto de natureza é um tipo de pleonasmo: leite branco, gelo frio, pedra dura; isto é, por sua natureza, o leite é sempre branco, o gelo sempre frio, a pedra sempre dura. Sinestesia é a figura que consiste em misturar sentidos (tato, visão etc.).; por exemplo: som colorido, mistura de audição e visão. As outras figuras já comentamos em questões anteriores. No poema, então, além da metáfora, encontramos uma apóstrofe (Ó mar salgado), um epíteto de natureza (mar salgado) e uma metonímia na palavra Portugal, palavra usada no lugar de portugueses (troca dos habitantes pelo lugar).

131) Letra c

Por causa da locução em vão, a resposta parece ser a letra a. O verso quer dizer que, apesar das orações dos filhos, muitos pais não regressaram. Mas o sofrimento do povo como um todo não pode ser considerado inútil, no momento em que o país conquistou, cresceu. A resposta só pode mesmo ser a letra c, pois, apesar das preces, muita gente perdeu seus entes queridos.

132) Letra e

O fato de se rezar em determinados momentos de aflição não significa necessariamente fé ou religiosidade. Qualquer um, mesmo sem ser religioso, pode orar em certos momentos da vida. É possível, assim, eliminar as alternativas a c. O povo português é, como qualquer povo, inteligente. Mas nada no texto faz menção a isso. Elimina-se, então, a alternativa b. Também seria inadequado considerá-lo ambicioso, a partir dos elementos do texto. A resposta só pode ser mesmo a letra e: o povo demonstra grandeza e tenacidade ao sofrer pelo progresso do país.

133) Letra d

A resposta está, bem clara, na passagem: “Quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor.”; isto é, tem que vencer a dor.

134) Letra a

Nele se refere a mar. Entenda-se: é no mar que espelhou o céu.

Texto XXVII

135) Letra e

A resposta não pode ser a letra a porque os carros de bois dividiam a tarefa do transporte com as tropas de muares, como se pode constatar. A letra b contém erro pois as tropas de muares é que surgiram no século XVIII, não havendo citação da época do aparecimento dos carros de bois. A letra c está errada porque os carros de bois foram usados juntamente com as tropas, e não após elas. A letra d também não está correta porque o texto não afirma tal coisa, diz apenas que eles ligavam os núcleos de povoamento entre si e com as roças e lavouras. O gabarito é a letra e pois o texto fala de lamaçais e trilhas quase intransitáveis, que só as tropas e os carros de bois poderiam vencer.

136) Letra d

Como vimos nos comentários da resposta anterior, o estado ruim dos caminhos, por causa das chuvas (lamaçais) e do verão (ásperas trilhas), favoreceu o uso das tropas e dos carros de bois.

137) Letra e

Os comentários das duas últimas questões se aplicam a esta. Vale destacar, aqui, dois trechos do texto: “…foram os carros de bois e as tropas os únicos meios de ligação…” e “De outra forma não se venceriam os obstáculos naturais.”

138) Letra a

Questão de vocabulário. Muares, com possíveis variações de sentido, mulos, burros, mus bestas. Os cavalos não têm relação com os muares.

139) Letra c

O único adjetivo que não se aplica àquele tipo de transporte é nostálgico. Nostalgia é a melancolia causada pela saudade da pátria, segundo os dicionários. Por extensão, melancolia causada por qualquer tipo de saudade. Nada no texto sugere um transporte nostálgico.

Texto XXVIII

140) Letra d

O liberalismo restringe as atribuições do Estado. Locke foi o primeiro teórico do liberalismo. Assim, deduz-se que ele achava necessário restringir as atribuições do Estado. Mas cuidado com letra c. Ela afirma que a participação de Locke foi apenas teórica; não é verdade, se levarmos em conta que ele foi perseguido a ponto de precisar refugiar-se na Holanda.

141) Letra b

Se o liberalismo exprime os anseios da burguesia, segundo o primeiro período do texto, os burgueses só poderiam ser simpáticos a ele. Eles não poderiam ter simpatia pelo absolutismo ou pelos Stuarts, absolutistas por excelência. Não se esqueça de que o liberalismo se opunha ao absolutismo. A perseguição de Locke foi feita pelos absolutistas, o que invalida também a letra d. Agora, observe a letra c: os burgueses não seriam simpáticos às atribuições do Estado, e sim às suas restrições, conforme o final do segundo período do texto.

142) Letra a

Deduz-se do texto que a Revolução acabou com o absolutismo, tanto é que Locke pôde regressar da Holanda. A implantação do liberalismo foi conseqüência imediata da queda do absolutismo.

143) Letra d

A palavra valores não é sinônima de anseios. O texto teria o seu sentido radicalmente alterado. Convém dizer que não há sinônimos perfeitos, em língua alguma. Sinônimos são termos de mesmo significado ou, pelo menos, muito parecido. O enunciado fala em alterar substancialmente, e isso ocorre, sem dúvida, na troca de anseios por valores.

144) Letra e

Essa questão já foi comentada anteriormente. É, inclusive, o tema do texto.

145) Letra c

O texto não diz quem foi Guilherme de Orange, mas ele foi chamado “para consolidar a nova monarquia parlamentar inglesa”. Isso só poderia ocorrer se ele tivesse ideias liberais, pois o liberalismo estava se implantando naquele momento.

Texto XXIX

146) Letra d

A letra a pode parecer a resposta, mas contém um erro: as companhias de energia elétrica não se negaram a pagar os bônus. Segundo o texto, “…os consumidores não precisavam ter lançado mão da Justiça para poder ter a garantia desse direito”, ou seja, as pessoas ficaram com medo de não receber, por isso apelaram; mas o texto não diz que as companhias se negaram a fazer o pagamento. A letra b é extremamente sutil e capciosa; não se trata de todos os tipos de consumidores, mas apenas dos consumidores de energia elétrica. As letras c e e não têm nenhum respaldo no texto. O gabarito só pode ser a letra d. Veja o que o texto diz a respeito do governo: “…não contou com tamanha solidariedade dos consumidores.”

147) Letra e

A resposta desta questão está expressa no seguinte trecho: “Decididamente, os consumidores não precisavam ter lançado mão da Justiça para poder ter a garantia desse direito.”, ou seja, os bônus seriam pagos de qualquer forma, mesmo porque o próprio presidente da República garantiu isso.

148) Letra b

A palavra-chave para responder a essa questão é permanente. Permanente é algo que sempre ocorre.

149) Letra e

Ver os comentários da questão anterior.

150) Letra d

A resposta aparece, clara, no trecho: “Agem como se logo mais na frente não precisassem da população…” (/. 17/18); esse “logo mais na frente” refere-se a um futuro próximo. Eles não estão preocupados com o que virá, pensam apenas no presente.

151) Letra c

A Câmara de Gestão defende os interesses do governo, não das companhias de energia. O presidente não espera pagar, como afirma a opção b: o bônus, segundo ele, será pago. A letra d também está errada, porque não foi a Câmara de Gestão que garantiu o pagamento dos bônus, mas o presidente da República. A letra e não encontra nenhum apoio no texto. A resposta é a letra c. Basta reunir duas coisas: a redução do consumo de energia (1º parágrafo) e o trecho: “…para poder ter a garantia desse direito”.

Texto XXX

152) Letra d

Se o setor automobilístico impulsiona a economia de um país, como se vê no primeiro período, ele é de capital importância. Portanto, a economia não pode ficar sem o setor automobilístico. Corroboram essa afirmação os números apresentados ao longo do texto.

153) Letra c

A resposta surge, bem nítida, no trecho: “É consenso entre os economistas…” Consenso é acordo de opiniões, e o texto não fala, em momento algum, que se trata de economistas apenas ligados ao setor automobilístico.

154) Letra e

A letra a não satisfaz pois o texto nos informa da importância do setor automobilístico na economia de “qualquer país”. As letras b e c são absurdas, totalmente contrárias ao tema do texto, que é a importância desse setor na economia. A letra d poderia confundir, mas ela fala de sustento, ou seja, todas as despesas de um indivíduo para que ele se mantenha; o texto diz apenas que 5 milhões dependem, em maior ou menor grau, do setor automobilístico; depender em menor grau não pode ser entendido como tirar o seu sustento desse setor. A resposta é a letra e porque, como se afirma no último período do texto, 1 em cada 4 reais foi gerado no setor automobilístico, o que quer dizer que três quartos não tiveram relação com a indústria de automóveis.

155) Letra c

A questão se baseia na diferença de sentido entre duas expressões muito conhecidas: a princípio e em princípio. A princípio é uma locução que só deve ser usada com o sentido de no começo, que é o que ocorre com a começar, no trecho destacado. Por isso, a princípio, começando, principiando iniciando podem ser usadas sem prejuízo do sentido. Em princípio equivale a em tese, teoricamente, não podendo, pois, substituir a começar.

156) Letra a

A resposta se encontra no trecho: “Até na construção civil a presença das rodas é enorme.” Assim, a letra b fica automaticamente eliminada. Os 216 bilhões de dólares é a quantia movimentada pelo setor automobilístico, não apenas com os salários. A letra d é facilmente descartada. A letra e pode parecer a resposta, mas contém erro: o que o texto diz é que cada emprego em uma fábrica de automóveis gera outros 46 empregos indiretos, isto é, sem ligação direta com a fábrica; não se podem somar esses números, o que daria 47.

157) Letra c

A palavra até indica inclusão. A construção civil seria mais um segmento em que está presente o setor automobilístico. Assim, existem alguns segmentos.

Texto XXXI

158) Letra d

Os gregos antigos não conheciam o planeta Urano, que só foi descoberto em 1781. No inicio do texto se diz que os gregos e povos ainda mais antigos conheciam determinados planetas. A semelhança, segundo o texto, realmente existe. A letra d é a resposta porque traz uma afirmação não contida no texto (veja o enunciado da questão). A maneira que eles tinham de fazer a diferença não dependia do uso de aparelhos; é, por sinal, o que afirma a opção e.

159) Letra c

No momento em que algumas coisas podem ser descobertas a olho nu, a resposta só pode ser a letra c.

160) Letra d

A locução graças a tem valor de causa, mas também indica soma (é igual a e); apesar de, concessão, oposição; com, modo; em, tempo. Só a preposição por, no trecho, indica causa: por ser própria —> porque é própria.

161) Letra e

O trecho nos diz que os gregos e os povos mais antigos conheciam esses astros. Na letra e, com o emprego da locução prepositiva através de, o sentido se altera. A ideia passa a ser que alguém conhecia esses astros, por intermédio dos gregos e de povos mais antigos. Muda o agente da ação verbal.

162) Letra a

O texto diz que “as estrelas não variam de posição” e que “os planetas mudam de posição no céu”. Também afirma que “as estrelas têm uma luz…que pisca levemente” e que “os planetas…têm um brilho fixo”.

163) Letra d

O texto diz que o primeiro planeta muito distante da Terra a ser descoberto foi Urano. Já eram conhecidos Marte, Júpiter, Vênus, Saturno e Mercúrio. Assim, Plutão só pode ter sido descoberto depois de Urano.

164) Letra e

A resposta se encontra no seguinte trecho: “…”as estrelas, em curtos períodos, não variam de posição umas em relação às outras.” Se elas não variam em curtos períodos, é que variam em períodos longos de tempo.

Texto XXXII

165) Letra c

Comparemos dois trechos do texto: “…o Rosa não mudou.” e “É claro que houve mudanças desde sua descoberta pelos forasteiros.” . Por isso, uma pequena contradição do autor.

166) Letra d

No primeiro parágrafo, o autor nos fala que, em meados dos anos 70, a Praia do Rosa permanecia exclusiva de poucas famílias de pescadores. Então, ela não despertou a atenção de surfistas e exploradores no início dos anos 70.

167) Letra b

O autor apresenta, com naturalidade, as excelências da Praia do Rosa. Até o momento em que fala das baleias. Ele mostra uma certa admiração, quando repete, numa interrogação, a palavra baleias. Mais admirado fica por se tratar de uma espécie não muito comum, as baleias francas, “que chegam a impressionantes 18 metros e até 60 toneladas”. As outras alternativas se eliminam naturalmente.

168) Letra d

A resposta da questão se encontra claramente expressa no seguinte trecho: “…esta região resiste intacta graças a um pacto entre moradores e donos de pousadas.”. A locução prepositiva graças a introduz adjunto adverbial de causa. Assim, o que ocasionou a preservação do Rosa foi o pacto, que, inclusive, não permitiu a especulação imobiliária.

169) Letra d

A palavra mesmo que inicia o referido período tem no trecho um valor claramente concessivo, ou seja, sua oração se opõe à oração seguinte, que é a principal. A despeito de, não obstante, ainda que posto que têm, todas elas, valor concessivo. Já a locução conjuntiva contanto que têm valor de condição. Seu emprego, naturalmente, altera o sentido do trecho, aliás, mais do que isso, deixa-o sem coerência.

170) Letra a

A palavra possui, num dado texto, valor denotativo quando empregada com seu sentido normal, primitivo, real. Por exemplo, a palavra flor em “A flor é bonita”. Tem valor conotativo, quando usada com sentido especial, figurado. Como exemplo, a palavra flor em “Essa menina é uma flor”. Uma menina não pode ser uma flor, se se tratar realmente do vegetal. Ela só pode ser entendida se desdobrarmos a frase numa comparação: “Essa menina é bonita como uma flor.” A palavra generosas, no texto, não pode ser entendida como boas, caridosas etc. Literalmente, as ondas não podem ser generosas.

171) Letra c

A palavra badalado é um exemplo de linguagem descontraída, popular. Significa exatamente “muito falado”. Convém lembrar que nem sempre é fácil distinguir a linguagem culta, seja literária, jornalística ou outra qualquer, da linguagem dita popular ou coloquial. Um bom dicionário pode ajudar, pois costuma fazer a distinção entre uma coisa e outra. Considere linguagem popular, por exemplo, as gírias de um modo geral.

Texto XXXIII

172) Letra d

A resposta se encontra no primeiro período do texto. Quando percebemos que a vida é difícil para todos, poupamo-nos da autopiedade. Cuidado com a opção b: na realidade, nós nos dispomos a ajudar os outros quando nos livramos da autopiedade, ou seja, quando percebemos que as outras pessoas também sofrem. Veja o que aparece noutras linhas: “É melhor ter pena dos outros…”

173) Letra d

O texto, como um todo, fala que não devemos ficar chorando pelo caminho, culpando o que quer que seja pelo que nos ocorre de ruim. Devemos, sim, lutar para vencer as dificuldades, que são naturais em nossa caminhada. Observe o trecho seguinte: “Não vale a pena perder tempo se queixando dos obstáculos que têm de ser superados para sobreviver e para crescer.” O autor afirma que os obstáculos têm de ser superados, e isso, naturalmente, pede esforço.

174) Letra e

A resposta está bem clara no trecho seguinte: “Ter pena de si mesmo é uma viagem que não leva a lugar nenhum.” Autopiedade é ter pena de si mesmo e não leva a lugar nenhum, isto é, a nada.

175) Letra b

No final do texto, encontramos o seguinte: “A questão não é receber boas cartas, mas usar bem as que lhe foram dadas.” Usar bem as cartas é o mesmo que saber jogar.

176) Letra d

É claro que todos esses sentimentos poderiam servir como resposta. No entanto, só uma opção tem realmente apoio no texto. A letra d é a resposta, como se observa no trecho: “…obstáculos que têm de ser superados para sobreviver e para crescer.”

177) Letra e

Segundo o autor, para resolver problemas, devemos usar as nossas melhores qualidades, que são “capacidade de amar, de tolerar e de rir”. Por isso a resposta é amor (capacidade de amar), tolerância (capacidade de tolerar) e alegria (capacidade de rir).

178) Letra c

Para o autor, as nossas dificuldades são uma coisa absolutamente natural, como se vê nas linhas 5 e 6. Se elas são naturais, são inerentes ao ser humano, não dependem de nós, portanto não as podemos evitar.

Texto XXXIV

179) Letra e

Alguns trechos sugerem essa postura do autor, principalmente o seguinte: “Agora as leis do mercado importam mais do que as leis da ética.” As leis do mercado, evidentemente, dizem respeito ao capitalismo. Só que – e aí está a maior crítica – elas valem mais do que as leis da ética.

180) Letra b

A palavra-chave, aqui, é liberdade, intimamente associada à democracia. O questionamento – e isso está bem claro – é a quantidade de pessoas famintas, apesar da liberdade trazida pela democracia.

181) Letra e

O pronome pessoal “lhes” não tem como referente o termo “seus governantes”, e sim “aqueles povos”. Entende-se: “Mas é negado àqueles povos o direito de escolher…”

182) Letra d

Eles não são totalmente livres porque, como se vê no último parágrafo, não têm o direito de escolher um sistema social que não assegure a reprodução do capital privado

183) Letra c

Questão de sinônimo. Não há o que discutir. A palavra ressaltar significa destacar.

184) Letra c

O paradoxo pode ser entendido como uma contradição, pelo menos na aparência. Os termos que, com base no texto, possuem essa característica são liberdade fome. A liberdade não deveria contribuir para o aumento da fome, conforme coloca o autor. Aliás, o texto se baseia nesse paradoxo, nessa contradição que se tornou uma triste realidade.

185) Letra c

A paráfrase, como já vimos, é uma reescritura em que se mantém o sentido básico do texto. Esta questão é delicada e, com certeza, vai enganar muitas pessoas. O problema é como entender “com o muro de Berlim”. A tendência talvez seja achar que o autor quisesse dizer “com a queda do muro de Berlim”, já que esse é um fato histórico que marcou a humanidade e é recente, comparado com a sua construção. Mas aí o texto não teria lógica alguma. Na realidade, o significado é de “com a construção do muro de Berlim”. Só assim tem sentido o restante do trecho: “ruiu quase tudo aquilo que sinalizava um futuro sem opressores e oprimidos”. Se fosse “com opressores”, a ideia seria realmente de queda do muro de Berlim. A alternativa c apresenta, assim, uma mudança de sentido absurda

ao afirmar “Com a queda do muro de Berlim”.

Texto XXXV

186) Letra d

As opções a e c apresentam o mesmo tipo de erro: a gasolina brasileira não é sempre adulterada nos postos, pois, por amostragem, isso ocorre apenas em quatro postos, num total de doze; da mesma forma, não se pode afirmar que os donos de postos de gasolina adulteram a gasolina, porque disso se entende que todos fazem tal coisa, quando essa prática só pode ser atribuída aos inescrupulosos. A letra b não tem qualquer apoio no texto. A letra e afirma o contrário do texto. A resposta se encontra no seguinte trecho: “Pior: quando adicionado por especialistas, o solvente quase não deixa pistas.”

187) Letra d

O IPT é o instituto que examina as amostras coletadas, como se vê no trecho “…segundo o laudo do IPT…” Os repórteres, claro, não são do IPT, mas da revista Quatro Rodas.

188) Letra e

O texto diz que a adulteração da gasolina é “indetectível em testes simples”. Assim, a revista recorreu ao IPT para que ele, com a cromatografia, pudesse resolver o problema. O fato de o instituto ser insuspeito não pode ser entendido como a causa da escolha, que seria, como o texto bem coloca, a capacidade do IPT de descobrir a adição fraudulenta de solventes à gasolina.

189) Letra b

É uma questão de sinonímia e coesão textual. Segundo é conectivo conformativo, ficando eliminada a letra d, pois não obstante, que equivale a apesar de, tem valor concessivo. Com isso, no trecho destacado, tem valor de modo, o que descarta as letras a e; apesar disso tem valor concessivo, e aliás, retificativo. Já que é conectivo causai, equivalendo a uma vez que, que aparece nas duas opções que não foram eliminadas. A palavra para tem valor de finalidade, correspondendo a a fim de, ficando, então, como resposta, a letra b. A palavra por, se colocada no texto, assumiria um valor causal.

190) Letra e

Há erro na alternativa a porque os solventes só não podem aparecer em determinadas proporções. Veja o que se encontra no final do texto: “…quatro delas estavam adulteradas pela presença de solventes em proporções acima das encontradas na gasolina de referência da refinaria Replan…”. A opção b não tem qualquer respaldo no texto. A alternativa c contém erro, porque, ao detonar o sistema de combustão, os bandidos lesam especificamente o consumidor. A opção d é absurda. A letra e está inteiramente de acordo com o texto. Eis o trecho que justifica a resposta: “…uma revelação esperada…”.

191) Letra d

O texto diz que a gasolina de referência da replan contém solventes, em proporções aceitáveis. Nesse caso, então, o solvente deixa de ser um veneno químico. Nenhum terrorista está adulterando a gasolina: a alternativa b é absurda. Nem todos os donos de postos são inescrupulosos; o problema da alternativa c é, pois, a generalização.

Observe a passagem seguinte: “Com isso, esses bandidos estariam lesando os concorrentes (porque pagam barato pelos adulterantes)…” Esta é a justificativa de a resposta ser a letra d. A letra e não satisfaz, já que em nenhum momento houve a desconfiança de que o problema ocorresse em seu próprio carro, e sim nos postos de gasolina.

192) Letra a

Questão de sinonímia. Deram de equivale no texto exatamente a começaram a. Todas as outras palavras ou expressões alterariam o sentido do trecho.

193) Letra c

A gasolina ideal seria a da Replan porque ela apresenta solventes na proporção adequada. Não é propriamente uma questão de poucos ou muitos solventes, pois isso é relativo. O que conta é a proporção permitida.

Texto XXXVI

194) Letra b

O autor declara que “o otimista é um cara mal-informado”. Para ele, o ministro afegão é otimista em crer numa invasão de turistas. Agora, juntemos tudo isso com o trecho seguinte: “Os umbrais do atraso que FHC anuncia transpor e os encantos turísticos do Afeganistão são boas intenções ainda distantes da realidade.” A resposta, assim, só pode ser a letra b.

195) Letra d

O presidente FHC disse que “já vamos transpor os umbrais do atraso”. Mais adiante o autor afirma: “Quando Maria Antonieta perguntou por que o povo não comia bolos à falta de pão, também pensava que a monarquia havia transposto os umbrais do atraso.” A comparação com FHC fica evidente na palavra também, no trecho destacado. Também une as duas pessoas, FHC e Maria Antonieta, no que toca à ideia de terem sido transpostos os umbrais do atraso. Daí a resposta ser a letra d. A letra e poderia parecer correta, mas está errada. Maria Antonieta não é comparada a um cara mal-informado, ela era malinformada.

196) Letra c

Burra é uma palavra de pouco uso no português atual, com o sentido de cofre. Erário é dinheiro público. Assim, o trecho destacado tem o sentido de cofres do tesouro do Afeganistão. O crédito de esperança seria a possibilidade de haver, de acordo com o otimismo do ministro Abdul Rahman, uma invasão de turistas ávidos por conhecer Tora Bora e Candahar, o que encheria os cofres do país.

197) Letra d

Ao considerar o otimista “um cara mal-informado”, o autor se vale de uma linguagem descontraída, coloquial. Mais precisamente no emprego da palavra cara, com o sentido de pessoa.

198) Letra e

O texto não diz nem sugere que eles estejam descontentes com a situação em seus países, ao contrário, uma vez que se mostram ambos otimistas. Para o autor, eles não têm visão social, por estarem equivocados em seus pontos de vista. O autor não os acusa de demagogos, apenas os considera mal-informados, o que nos leva a aceitar a alternativa e como resposta. A letra d é absolutamente inadequada em relação às idéias contidas no texto.

199) Letra d

A resposta da questão se encontra claramente colocada no trecho: “já vamos transpor os umbrais do atraso”. A palavra já transmite nitidamente a ideia de que o país deixará logo de ser atrasado.

200) Letra c

O autor ironiza ao dizer que o ministro afegão poderia conseguir que muita gente visitasse as cavernas do país se contratasse um dos marqueteiros profissionais do Brasil, que prometem até eleger um poste para a Presidência do Brasil.

201) Letra e

Uma questão bastante sutil. Para alguns, parecerá que não há resposta. Acontece que só o ministro Abdul Rahman supervaloriza a capacidade turística do país; o presidente do Brasil fala em vencer o atraso, sem nenhuma citação ao setor do turismo.

Texto XXXVII

202) Letra c

Todo o texto fala da intolerância entre os homens. Na realidade, o fanatismo, também abordado, é uma conseqüência da falta de tolerância. O trecho que melhor explica a preocupação do autor com a intolerância é o seguinte: “Não há melhor antídoto contra a conduta intolerante que a liberdade…”

203) Letra b

Essa questão pede conhecimentos extratexto. O problema do Brasil, da Argentina, de Cuba e do Peru é de ditadura. O problema da Irlanda, mais precisamente da Irlanda do Norte, é a luta separatista envolvendo católicos e protestantes.

204) Letra e

A resposta se encontra, explícita, na passagem: “A solidariedade e a tolerância democrática, inexistentes no nosso tempo…”

205)Letra e

O antecedente do pronome relativo que não é a palavra pluralidade, colocada imediatamente antes dele, como possa parecer. Faça a substituição e você verá, pelo sentido, que o referente é liberdade: a liberdade consiste em defender idéias próprias.

206) Letra a

Nada no texto opõe o Brasil à Argentina. São apenas citados como países que passaram por problemas semelhantes no que toca à intolerância de seus governos autoritários.

207) Letra d

Questão de sinonímia. Basta consultar um bom dicionário para comprovar. O adjetivo patológico pode ser entendido como doentio, mórbido.

208) Letra c

Realmente muitos pensam que ser livre é fazer tudo aquilo que deseja, mas não é o que o texto nos diz. A letra a é absurda por si mesma. As alternativas b, d e e são parecidas, todas apontam para uma conduta egoística, que o texto procura combater. A resposta surge, clara, na passagem que segue: “…consiste em defender idéias próprias, mas aceitando que o outro possa ter razão.”

Texto XXXVIII

209) Letra d

Todo o texto se baseia, com muito humor, na dificuldade que tem o autor em utilizar determinados aparelhos e objetos do mundo moderno: as torneiras de água quente ou fria, o timer nos videocassetes, a tecla Num Lock nos computadores.

210) Letra b

É uma questão fácil. O autor brinca com o conceito de modernidade e a possível dificuldade dos usuários de aparelhos modernos. Ele mesmo se diz incapaz de reconhecer coisas sabidamente simples.

211) Letra d

A hipérbole, figura de linguagem, aparece em quatro alternativas, de maneira mais ou menos evidente. Na letra a, que talvez possa confundir o leitor, ela se expressa na palavra nunca. Na letra d não existe hipérbole, pois o fato de alguém não saber programar o timer não constitui exagero algum.

212) Letra c

Com bom humor, o autor diz que, para saber usar a supertorneira, é necessário fazer um curso de aprendizagem bastante difícil. Daí ser ela um elemento complicador na vida dos usuários.

213) Letra c

As pessoas neuronicamente prejudicadas seriam aquelas com pouca inteligência, entre as quais ele, brincando, se inclui, já que não consegue fazer determinadas coisas aparentemente simples, como se vê ao longo do texto.

214) Letra d

No primeiro parágrafo do texto, o autor diz que o uso das letras Q e F marginalizaria os analfabetos, pois eles não reconhecem as letras; afirma também que o emprego das cores marginalizaria os daltônicos, que não conseguem distingui-las.

215) Letra c

O Boeing aparece apenas como ilustração de uma dificuldade sentida pelo autor. É claro que, em momento algum, ele fala na possibilidade de dirigir um avião.

216) Letra e

O autor afirma que não consegue gravar a posição das torneiras de água quente ou fria, entre outras coisas. É, nitidamente, um problema de memória.

217) Letra b

Questão de sinonímia. Acuidade pode, dependendo do texto, como este que estamos analisando, significar perspicácia, sagacidade, agudeza de espírito.

218) Letra a

Leia de novo o final do texto. Lá se diz que o autor estava confortável, ou seja, tranqüilo, ao usar, por exemplo, o chuveiro. Aí surgem os novos tipos de torneira.

219) Letra d

O eufemismo aparece na expressão “neuronicamente prejudicadas”, maneira mais suave de dizer sem inteligência, ignorantes etc.

Texto XXXIX

220) Letra c

Biotecnia é a técnica da adaptação dos organismos vivos às necessidades dos homens. Exobiologia é a ciência que estuda a possibilidade de vida extraterrestre. Astrologia é o estudo da influência dos astros no destino e no comportamento dos seres humanos. Ufologia é a ciência que trata da presença na Terra de naves extraterrestres, popularmente chamadas de discos voadores. Astronomia é a ciência que trata da constituição, da posição relativa e dos movimentos dos astros. A resposta, assim, só pode ser a letra c.

221) Letra d

O quarto parágrafo do texto mostra quando um astro entra na fase da maturidade. O exemplo dado é Antares, segundo o texto, “uma amostra de como ficará o Sol daqui a 4,5 bilhões de anos”. Ou seja, o Sol ainda não se encontra na maturidade, porém na meia-idade.

222) Letra c

Uma questão de coesão textual. O período apresentado é formado por duas orações, sendo que a primeira indica causa, e a segunda, conseqüência. É aquela estrutura que se aprende em gramática: tal…que, sendo a oração do que consecutiva. Ora, se começarmos pela segunda oração, com a eliminação desse que, a oração seguinte será subordinada causai. A única conjunção que tem esse valor é porque.

223) Letra e

O erro da letra e consiste em se afirmar que o aumento de calor se dá até a morte da estrela. Veja o que se encontra no 4º parágrafo: “Seu raio chega a aumentar 50 vezes e o calor se dilui.”. Deduzse, então, que o calor não aumenta continuamente até a morte do astro. Chega um momento em que ele, o calor, se dilui.

224) Letra e

Não há nenhuma informação no texto sobre Antares pertencer ou não à Via Láctea. O que se diz é que ela pertence à constelação de Escorpião. Com base no texto, como diz o enunciado, não se pode fazer a afirmação da letra e. Aqui, o conhecimento extratexto do leitor não vem ao caso. É necessário que o texto o diga. Mesmo que a opção fosse “pertence à Via Láctea”, que é a verdade, ela continuaria a ser falsa, porque essa informação não é dada pelo autor.

225) Letra b

A resposta se encontra no último parágrafo, em especial no trecho: “…criando um corpo celeste extremamente denso chamado pulsar, ou estrela de nêutrons.”

226) Letra e

Como se vê no último parágrafo, o buraco negro tem maior densidade do que a estrela de nêutrons, também chamada pulsar. As Pleiades são estrelas jovens, o Sol está na meia-idade, e Antares, na maturidade. São diferentes, mas são estrelas. As outras opções não oferecem maior dificuldade.

227) Letra b

As conjunções porque, mas, ou à medida que introduziriam, na frase, valores de, respectivamente, causa, adversidade, alternância proporção, alterando totalmente o sentido dela. A ideia é de adição, seguimento, conclusão, valores expressos pela conjunção aditiva e.

Texto XL

228) Letra d

Até por exclusão, chega-se naturalmente à opção d. As outras apresentam sentimentos que, em nenhum momento, o autor deixa transparecer: ódio, descontrole, apatia, medo. Na realidade, ele se mostra revoltado com a injustiça social, com os preconceitos etc. E angustiado, em face do sofrimento do povo brasileiro, que nada pode fazer.

229) Letra e

A maior revolta que o autor demonstra é exatamente o fato de mostrarem aos brasileiros os fatos históricos de maneira deturpada, escondendo-se a realidade.

230) Letra d

A alternativa diz que a história oficial, ou seja, a que é apresentada ao povo, tende à versão do fato, e não ao fato em si. Assim, a história acaba sendo mascarada, para enganar.

231) Letra c

Todo o texto expõe a dúvida do autor quanto à independência, que aqui deve ser entendida de maneira mais ampla, não apenas o rompimento histórico com Portugal. O Brasil, segundo o texto, não é independente, no momento em que o povo continua sujeito a decisões arbitrárias de governos autoritários. Assim, o povo não seria de todo livre. Aliás, nem os governantes, para o autor, são livres. Leia o último período do texto, que deixa tudo bem claro.

232) Letra e

Governar a sociedade sem a participação dela é ato de ditadura, seja de que tipo for. Opondo-se a isso, teríamos o governar com a sociedade, característica maior da democracia.

233) Letra a

Todas as coisas desagradáveis levadas a efeito contra o povo (negros, escravos, índios, mulheres, lavradores, operários), durante toda a história do país, apontam para a alternativa a. Não se pode esquecer que, segundo o autor, tudo sempre foi camuflado.

234) Letra d

A frase deve ser entendida não apenas como a dúvida quanto a que caminho seguir, num determinado local. No contexto, ela surge como a convicção de que ele não vai fazer as mesmas coisas erradas que muita gente faz. Quer buscar um novo caminho no que tange às atitudes a serem tomadas na sociedade. É por isso que a frase de Antônio Maria foi aproveitada pelo autor.

235) Letra b

Questão de significado de palavras. É inquestionável. Indelével é o que não se pode delir, ou seja, apagar.

236) Letra d

O texto é uma crítica ao atual governo brasileiro, apesar de citar os governos como um todo. E o enunciado da questão fala em problemas brasileiros da atualidade. Veja o trecho seguinte: “…a pátria navega a reboque do receituário neoliberal…” No momento em que o texto é produzido (2001), o Brasil tem um presidente que se diz neoliberal. É um componente extratexto importante, mas não chega a ser essencial.

237) Letra e

É um modo de mascarar a realidade. O que o autor chama de intelectuais de aparência progressista seriam aquelas pessoas de renome, falando em modernidade como meio de evolução social, mas que acabam transmitindo idéias preconcebidas de maneira camuflada, de tal forma que o povo possa julgar que tudo está como deveria ser. Mesmo porque, segundo o autor, esses intelectuais estariam dando “um toque de modernidade aos velhos e permanentes projetos da oligarquia”. Ou seja, nem tão modernos assim.

238) Letra c

Oligarquia é uma palavra de origem grega que pode ser assim dividida: olig / arqu / ia. Olig significa de poucos, arququer dizer governo ia é um sufixo formador de substantivo. Assim, a palavra quer dizer governo de poucas pessoas.

239) Letra c

A escravidão dos negros é citada no trecho: “…os gritos arrancados à chibata dos negros arrastados de além-mar…” ; a opressão dos índios, na passagem: “…ressoam os dos índios trucidados pela empresa colonizadora…” discriminação da mulher, no trecho: “índios, negros, mulheres, lavradores e operários não merecem a cidadania…”; a fome do povo, na passagem: “…50 milhões de pessoas que não dispõem de R$ 80 mensais para adquirir a cesta básica.”. Não há nenhuma citação ou alusão ao voto-cabresto do Nordeste.

240) Letra a

A casa-grande era a casa dos senhores; os escravos ficavam na senzala. O governo estaria na casa-grande, dominando o povo, como se este estivesse numa senzala.

241) Letra e

Todo o texto leva à ideia de que o povo nunca teve voz ativa no país. Sempre teve que aceitar o que lhe foi imposto. Daí a resposta ser a letra e, pois na democracia o povo tem participação ativa.

242) Letra d

Em todo o parágrafo, sente-se esse clima de esperança. Para o autor, nem tudo está perdido. O que melhor justifica essa resposta é a mobilização do Grito dos Excluídos. Se as entidades, religiosas ou não, estão agindo, ainda se pode ter alguma esperança.

Texto XLI

243) Letra d

É uma questão fácil. Todo o texto trata da discordância do autor em relação à famosa frase do astronauta. Aliás, isso é dito logo no primeiro período: “Ele não podia ter arrumado outra frase?” Depois, o ensaísta apresenta os seus argumentos.

244) Letra c

A resposta está na segunda metade do primeiro parágrafo, quando diz que a frase poderia ter sido “mais natural”, “menos pedante”, “mais útil” ou “mais realista”.

245) Letra a

Observe que as opções b, c e d se opõem, pelo sentido, às outras duas. A dúvida maior fica por conta das alternativas a e e. Com uma leitura atenta, verifica-se que o autor, em nenhum instante, deixa transparecer que duvida de que o homem tenha ido à Lua. A resposta é a letra a, porque o enunciado fala em algo exótico, ou seja, estranho. Aconteceu, mas é estranho, decepcionante, não encanta mais as pessoas, como a viagem de Gulliver encantava, quando de sua publicação.

246) Letra c

A resposta está, direta e integral, no segundo período do segundo parágrafo: “Convencionou-se que eventos solenes pedem frases solenes.”

247) Letra b

O que se afirma na opção a é descartado pelo ensaísta quando escreve que “a posteridade guarda também frases debochadas”. O mesmo se aplica à alternativa c. A letra d pode confundir o leitor, mas o que ela apresenta não é a opinião do autor, como pede o enunciado, e sim uma convenção da sociedade. A última opção não tem nenhum apoio no texto. A alternativa b, que é a resposta, pode ser constatada no período: É a história em sua versão, velhusca e fraudulenta,…”

248) Letra d

A questão é independente do texto. A metonímia é a troca de palavras quando entre elas existe uma relação objetiva, real. No caso da questão, a palavra suor está sendo usada no lugar de trabalho, ou seja, ocorreu a troca da causa pelo efeito.

247 exercícios e atividades de interpretação de textos
5 (100%) 2 votes

Site Quero Passar

Site educativo com informações sobre o Enem, SISU, Prouni, vestibulares e concursos. Material de apoio, revisão e produtos educativos e dicas para otimizar os estudos.

11 thoughts to “247 exercícios e atividades de interpretação de textos”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *